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TITE e VOJVODA tem razão : não tem “aula de solidão” nas escolas…

Chamou minha atenção, na coletiva da última convocação da Seleção do Brasil, o comentário do professor Tite sobre o encontro que ele teve com o professor Juan Pablo Vojvoda, treinador do Fortaleza:

“A gente conversou sobre a dificuldade humana, ele está sozinho, sem os três filhos, a esposa, e a gente sente o resultado, mas ele não tem o suporte familiar. Perguntou como eu fiz isso no exterior, duas vezes nos Emirados Árabes, mas eu levei todo mundo, o meu filho tinha 17 anos, minha filha tinha nove. O pessoal falava inglês com sotaque árabe, chorou e não queria ir para a aula. Nas adversidades, gruda nas pessoas próximas, na comissão técnica. Então o lado humano é importante, a atividade é extraordinária, mas paga o outro preço”.

Vojvoda não o primeiro profissional do futebol que enfrenta a solidão e a saudade.

Muitos outros falaram sobre isso e com razão.

Tite fez bem em trazer isso na conversa.

Sim, eu sei…essa carência existe em muitas outras profissões.

Nunca é só futebol.

Tem gente envolvida, né?

Pessoas com muita força, mas seguramente ,com muitas fraquezas.

Solidão se manifesta até quando estamos cercados de pessoas que gostamos muito.

No caso de um treinador (desacompanhado) num outro país, não deve ser fácil.

Lembrei de um sábio jornalista gaúcho, Mauro Santayama, que disse uma vez:

”Educação para a vida deveria incluir aulas de solidão”.

Tite e Vojvoda falaram sobre sentimento.

Nas horas de aperto, grudar nas pessoas próximas, diminui o sufoco…

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