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Roberto Carlos é o primeiro “velhinho” de Mano

Roberto Carlos é o primeiro “velhinho” de Mano

Mano Menezes é o novo técnico da Seleção Brasileira. Convidado pela CBF na sexta-feira, por volta das 20h, o treinador do Corinthians aceitou. Sabia que Andrés Sanchez iria liberá-lo imediatamente para atingir aquilo que o ex-chefe da delegação brasileira na África considera “uma promoção na carreira”.

A lambança feita pela CBF, hoje, já faz parte do passado. A trapalhada, claro, jamais será esquecida e a desordem no caso Muricy é um retrato perfeito do futebol brasileiro. Depois da nova era Dunga, Ricardo Teixeira queria o vencedor e bocudo Muricy Ramalho. Não conseguiu.

Apenas três perguntas foram feitas ao professor Mano e ele foi muito mais jeitoso que os dirigentes da CBF. Firme e educado, bem diferente dos seus novos e desastrados patrões. Se vai conseguir fazer a Seleção voltar a jogar um futebol atraente, resta aguardar. Como todos os seus antecessores terá pouco tempo para treinar.

Se o início da sua renovação será impactante, começaremos a perceber a partir de segunda-feira.

Andrés, após uma pergunta, disse que “Mano Menezes vai encontrar o ponto do equilíbrio”. Referia-se à relação com a mídia. Ainda está na mente de Andrés  a conturbada convivência entre os jornalistas e radialistas com o ex-técnico da Seleção. Mas o presidente do Corinthians deveria ter dito que quem mandou Dunga endurecer foi Ricardo Teixeira. É verdade, também, que o treinador “passou do ponto”, mas quem indicou o rumo foi a CBF.

Mano Menezes deve adotar o estilo “sereno“. É muito provável que tente acomodar a terra, equilibrando decisões e não adotando radicalismos. O novo professor da CBF  prometeu falar oficialmente na entidade, segunda feira, às 16h, ao lado do presidente da Ricardo Teixeira. Quem conhece Mano Menezes sabe que ele não pretende destruir a imagem de um homem elegante.

Certamente percebeu que nesse momento o seu início de trabalho precisa ter alguns ingredientes indispensáveis: união, respeito, concórdia e reconciliação.

Vai exercer uma função que não permite deslizes que provoquem arranhões na imagem de “comandante”. Dentro e fora do campo terá de ser extremamente cauteloso com as pessoas que vão se aproximar a partir de agora.

O novo técnico sabe que não pode abrir mão que algum “velhinho” na renovação exigida pela CBF. E Roberto Carlos tem sido, no Corinthians, um ótimo exemplo de veterano sério. Está em forma, é rico, conhecido no mundo todo e correndo como um garoto entusiasmado até o final de cada partida. Ao longo dos últimos meses, Roberto Carlos tem sido um dos jogadores mais elogiados pelo novo treinador da Seleção. Sua convocação será lógica, numa posição comprovadamente carente no futebol brasileiro. Até surgir um competente novato, Roberto Carlos é o jogador do professor.

Será que a CBF vai engolir mais esse espinho ?

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