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Tite e a carta

Tite, Campeão Mundial de Clubes pelo CorinthiansEm 2007 Betão abraçou Tite.

Foi um abraço especial. Veio acompanhado de uma carta.

Betão colocou o envelope no bolso do treinador e pediu que ele lesse depois.

E, sorrindo, afastou-se do “professor”.

Tite leu e até hoje nunca mais deixou de tê-la por perto.

Em alguns momentos importantes ao longo dos últimos cinco anos, ele leu o texto em voz alta, para seus jogadores ouvirem.

Quem ouviu ficou emocionado.

A cada leitura, uma nova e revigorante emoção.

O papel está gasto pelo tempo.

A mensagem de Betão, hoje na distante Ucrânia, atravessou o mundo.

Instantes antes do jogo contra o Al Ahly, abrindo a participação do Corinthians na sua mais decisiva partida, novamente Tite sacou do bolso a carta de Betão.

Leu com firmeza, emoção, convicção.

Mas e o texto?

Betão, discreto, diz que não lembra integralmente o teor.

Depois da insistência do repórter ele deu a linha da conversa escrita:

“Tite é um homem do bem. Eu disse, é um homem que não nasceu para o futebol. O ambiente não combina com ele. Mas, felizmente, ele faz bem para tudo que o cerca. Ele não se deixou contaminar.”

“Não lembro exatamente aquilo que escrevi. Mas resolvi fazer um agradecimento pelo carinho e pela atenção que ele me dedicou. ”

“Teve paciência para me ensinar muitas coisas. Profissionalismo, comportamento, deu conselhos, mostrou caminhos e alternativas.”

“Nele, encontrei um ouvido para ouvir minhas dúvidas. Nunca fiquei sem uma palavra orientadora, dentro e fora do campo. Falei da relação entre o chefe e o jogador.”

“Falei da importância da verdade, do olho no olho, da sinceridade. Achei que deveria escrever , como agradecimento, a importância que ele teve na minha vida” .

Se foi importante para Betão, teve o mesmo valor para Tite. Ele fez da carta, um troféu.

Tite orgulha-se de ser visto pelos atletas como um chefe confiável, sincero e justo.

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