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Aproveite a capital de Portugal

Aproveite a capital de Portugal

Ah, Lisboa. Talvez pela língua, pelo trato, pela rotina, pela comida… Lisboa é um lugar que provavelmente todo brasileiro adoraria morar (ou passar uma longa temporada).

E foi o que aconteceu comigo, em maio-junho de 2019. Entre uma viagem e outra pela Europa, escolhi Lisboa, em Portugal, como minha base por aproximadamente um mês.

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Lisboa é uma das cidades mais antigas do mundo, assim como a mais antiga da Europa Ocidental. Não é por acaso que a capital tenha charme, nostalgia e muito o que conhecer.

A cidade, que foi quase totalmente destruída após o terremoto de 1775 e reconstruída por Marquês de Pombal, tem avenidas largas, prédios charmosos, elétricos que sobem e descem ruas estreitas e é moldada pelo belo Rio Tejo.

Dá para conhecer a parte mais boêmia e desfrutar um fim de tarde em algum rooftop mais badalado degustando um bom vinho.

Ruas de Lisboa, em Portugal (Foto: Trip To Follow)

Ruas de Lisboa, em Portugal (Foto: Trip To Follow)

Se perder pelas ruas do tradicional bairro do Alfama, ouvir o belo fado em qualquer esquina, apreciar uma posta de bacalhau ou um pastel de nata regados a um bom vinho e chegar a um miradouro com um visual de tirar o fôlego vão fazer parte da sua rotina durante seus dias na cidade.

Não deixe de apreciar o sotaque do bom e velho português ao conversar com locais pelas ruelas que cruzar. Não há a menor dúvida, Lisboa vai te conquistar.

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|Quando ir

Qualquer época! Lisboa é extremamente agradável e acolhedora em qualquer época do ano. Na alta temporada, entre julho e agosto, a temperatura é alta, chegando aos 40°C. É a época perfeita para juntar o destino com algum outro lugar de praia. Consequentemente, é a época mais cara.


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De março a maio e de setembro a outubro a temperatura é mais amena e a cidade fica bem mais vazia. Já no inverno, ao contrário de muitas cidades europeias, as temperaturas caem, mas não faz tanto frio. Nessa época, as mínimas são de 8°C e máximas de 15°C.

|Documentação necessária

Brasileiros não precisam de visto para entrar em Portugal, que faz parte da União Europeia. É preciso apenas ter um passaporte válido e o Certificado Schengen – seguro de saúde com cobertura mínima de 30 mil euros.

Loja de souvenir pelas ruas de Lisboa, em Portugal (Foto: Trip To Follow)

Loja de souvenir pelas ruas de Lisboa, em Portugal (Foto: Trip To Follow)

|Como se locomover

É muito fácil caminhar por lá e, se você se perder, não se preocupe. Essa é a graça! Ative o google maps e aproveite. Se sua ideia é rodar de carro por lá, desencorajamos. O Trânsito é pesado e os estacionamentos são caros. Talvez não seja a melhor opção.

Metrô é outra boa opção. Lisboa tem 4 linhas Azul (Gaivota), Amarela (Girassol), Verde (Caravela) e Vermelha (Oriente) e funciona das 6h30 até a 1h da manhã. O bilhete avulso custa 1,50 euros. O bilhete válido por 24 horas custa 6,40 euros. Por falar nisso, a linha vermelha tem uma estação que atende o Aeroporto de Lisboa.

Os ônibus, também conhecidos como autocarros circulam por 78 linhas, sendo que 6 delas atendem a madrugada. O bilhete custa 1,80 euros.

Se a distância não for longa, que tal experimentar passear de patinete? Recomendamos o Lime, que também está presente no Brasil. Para usá-lo, basta instalar o app, criar sua conta e meio de pagamento e pronto. O valor é de 1 euro pelo desbloqueio do patinete e 15 centavos por minuto.

Bondes cruzam as ruas de Lisboa, em Portugal (Foto: Trip To Follow)

Bondes cruzam as ruas de Lisboa, em Portugal (Foto: Trip To Follow)

Leia também

|Onde se hospedar

Há turismo por quase toda a cidade. Por isso, recomendamos que você divida sua hospedagem em duas, sendo alguns dias no centro de Lisboa e outros dias em Belém. Foi assim que fizemos e os dias foram muito bem aproveitados.

Gat Rossio

A primeira parada foi no Gat Rossio, com a melhor localização. Ele fica no centro da cidade, poucas ruas da Avenida Augusta, pertinho do Rio Tejo, da Praça do Comércio, etc. Ele fica na área da Baixa, então é muito fácil partir de lá para o Chiado, Bairro Alto e Alfama.

O hotel é um charme, moderno, novinho e ecologicamente correto. São 71 quartos com decoração minimalista.

O hotel é como uma “casa de amigos”. Você é recebido com um bom café da manhã, dorme tranquilamente em um quarto confortável e pode circular por várias áreas comum, inclusive salas externas com livros e natureza.

Gat Rossio, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Gat Rossio, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Airbnb

Depois de um tempo dedicado à uma das regiões mais turísticas de Lisboa, decidimos sentir a real experiência de ser um local. Por isso, mudamos de bairro, fomos para Belém e nos hospedamos em uma casinha charmosa em um pequeno “beco” (espécie de vila para os portugueses).

A nossa casa do Airbnb era pequenininha, com dois andares – sendo o segundo apenas para o quarto e com visão para o resto do ambiente -, com cozinha equipada, televisão, internet e localizada em uma rua pequenininha, também conhecida como “Beco” – saudades – e há poucos metros da Torre de Belém, um cartão-postal de Lisboa.

E mesmo sendo perto de tudo, a casa fica em um lugar silencioso e longe do “vuco-vuco” de turistas. Resumo da ópera: testado e aprovadíssimo se hospedar em Airbnb. Leia mais sobre nossa experiência na casa do Airbnb em Lisboa.

Entrada da nossa casa do Airbnb em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Entrada da nossa casa do Airbnb em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

|Onde comer

Lisboa tem uma oferta gigante de restaurantes deliciosos de comida local ou não. Mas vamos destacar 2 lugares imperdíveis por lá que tivemos a oportunidade de conhecer.

SUD Lisboa

O point mais desejado da atualidade, seja de locais ou de turistas, tem nome e fica em um ponto privilegiado da cidade: SUD Lisboa, com vista especial para o Tejo e para a Ponte 25 de Abril.

É difícil descrever o local, já que não podemos taxá-lo nem como bar, nem como restaurante. O SUD Lisboa é a combinação perfeita dos dois, com adendo de rooftop, lounge, piscina com borda infinita, balada bons drinques e comida saborosa. Como eles mesmo dizem, o SUD Lisboa é a combinação de “sun, fun, food & drinks” (sol, diversão, comida & drinques). Leia tudo sobre o SUD Lisboa aqui.

Endereço: MAAT, Avenida Brasília – Pavilhão Poente

SEEN Lisboa

Já conhecíamos o Seen de São Paulo e não podíamos ir embora de Lisboa sem conhecer o de lá. O Seen Lisboa fica no terraço do Hotel Tivoli, com uma das vistas mais bonitas da cidade. Ele segue o mesmo conceito do de São Paulo de “partilhar o que está na mesa”. A ideia é pedir vários pratos diferentes, colocá-los no centro e todo mundo provar de tudo. E foi o que fizemos.

O Seen lisboa é assinado pelo  arquiteto Sidney Quintela, do atelier SQ Architectos e Associados, tem um bar central 360º e segue um menu inspirado na gastronomia portuguesa e brasileira.

Entre os nossos favoritos estão o Usuzukuri Shiromi (peixe, molho ponzo, raspas de limão e azeite de trufa), o nhoque de sêmola com lagosta e, de sobremesa, a torta de banana com Avelã e paçoca!

Endereço: Av. da Liberdade 185 9º piso

Bar do Seen Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Bar do Seen Lisboa (Foto: Trip To Follow)

|O que fazer

Há um leque gigante de opções de coisas diferentes para fazer por Lisboa. Desde a mais famosa, como a Torre de Belém, até as mais diferentes, como visitar uma pequena loja para experimentar a famosa ginjinha.

A primeira coisa que você deve fazer antes de começar a montar o seu roteiro, é dividir as atrações por região e otimizar seu tempo. Veja dicas do que fazer bairro a bairro:

BAIXA

Praça dos Restauradores e ascensor da Glória
A Praça dos Restauradores abriga o obelisco da cidade datado de 1886. Ele tem 30 metros de altura e fica bem no centro do espaço.

A praça faz jus ao nome e homenageia os que morreram durante a batalha da reconquista de Portugal aos Espanhóis. O obelisco comemora a libertação do país em 1640 depois de 60 anos de domínio espanhol.

Nela ficam alguns pontos como o antigo Cinema Condes, dos anos 50, além do Hard Rock Café e do Orion Eden Hotel, antigo cinema Eden, que foi assinado pelo arquiteto Cassiano Branco.

O ascensor da Glória foi inaugurado em 1885, por Raoul Mesnier du Ponsard, na rua íngreme de 265 metros para ligar a Avenida Liberdade ao miradouro de São Pedro de Alcântara. Atualmente ele é um dos queridinhos dos turistas, transportando cerca de 3 milhões de pessoas por ano.

Ele é um bom meio para ir da Baixa para o Bairro Alto e o trajeto demora aproximadamente 5 minutos. Se você não quiser pagar os 3,70 euros, não se preocupe. Tome fôlego e suba a ladeira caminhando.

Endereço: Calçada da Glória, 6
Horário de funcionamento: das 7h às 00h

Ascensor da Glória, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Ascensor da Glória, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Igreja de São Domingos
Entre tantas igrejas que ocupam as ruas de Lisboa, destaque para aquela que “escapou à tragédia”, a Igreja de São Domingos.

Ela fica a poucos metros da Praça do Rossio, é do século 13 e é famosa por já ter sido vítima de duas catástrofes e seguir erguida.

A primeira foi o já falado terremoto de 1755 e a segunda, em 1954, quando um incêndio a atingiu e destruiu sua decoração e pintura. Ela nunca foi 100% reconstruída e por isso causa estranheza em muitos que adentram sem ter conhecimento de sua história. Ela parece estar abandonada, mas é classificada como Monumento Nacional.

Além disso, ela também é famosa por guardar parte do lenço da pastorinha Lúcia e o terço da pastorinha Jacinta, usados por elas quando se deu o milagre do sol, no dia 13 de maio de 1917.

Endereço: Largo São Domingos
Horário de funcionamento: diariamente das 7h30 às 19h

Igreja São Domingos, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Igreja São Domingos, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Praça do Rossio
A Praça do Rossio, também conhecida como Praça Dom Pedro IV é uma das mais bonitas e mais gostosas de caminhas de Lisboa.

Na época do Império Romano um hipódromo tomava conta do local. Hoje, no centro da praça refeita com pedras de calcário pretas e brancas, tem uma estátua de 27,5 metros de Dom Pedro IV, conhecido como Dom Pedro I no Brasil. E por falar na calçada, seu estilo ondulado é conhecido mundialmente e serviu como inspiração para o calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A sua volta, atualmente estão alguns prédios importantes como o Teatro Nacional D. Maria II, e os tradicionais Café Nicola – que servia como ponto de encontro de famosos escritores – e Café Beira Gare.

Endereço: Praça do Rossio
Horário de funcionamento: 24 horas (horário do comércio pode variar)

Praça do Rossio, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Praça do Rossio, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Elevador Santa Justa
O Elevador Santa Justa é um dos destaques do bairro. Ele fica no fim da Rua do Ouro e chama atenção por sua estrutura metálica e design gótico. Ele foi projetado por Raoul Mesnier du Ponsard que dizem ter sido um dos alunos de Gustave Eiffel, que assinou o projeto da Torre Eiffel.

Ele foi inaugurado em 1902, tem 45 metros de altura e liga a região da baixa ao Largo do Carmo, no Chiado, famosa praça onde aconteceu a Revolução dos Cravos. O visual é bem bonito. É possível ver o Castelo de São Jorge, algumas igrejas e, claro o Rio Tejo.

No alto tem um miradouro. O elevador custa 5,30 euros para subir e descer. Mas se você chegar por cima e visitar apenas o miradouro (escada), paga apenas 1,50 euros.

Endereço: Rua do Ouro, s/n
Horário de funcionamento: diariamente, das 7h às 23 (21h45 no inverno)

Elevador Santa Justa, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Elevador Santa Justa, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Rua Augusta e Arco da Rua Augusta
A Rua Augusta é uma das mais famosas de Lisboa. É conhecida como o “calçadão” lisboeta, cheio de lojas, restaurantes mesinhas, artistas de rua e fechada para carros.

As ruas que a cortam ou suas paralelas também são recheadas de lojas e restaurantes e foram batizadas com nomes dos ofícios ou materiais de séculos passados, como Rua dos Bacalhoeiros, Rua do Outro, Rua dos Sapateiros e Rua da Prata.

A Rua Augusta termina em um enorme arco de mesmo nome onde há um mirante, aberto em 2013 e com o valor de 3 euros por visitante, e tem uma vista privilegiada da rua, além do Rio Tejo, o porto de Lisboa e da Praça do Comércio.

O arco começou a ser construído em 1759, mas só foi finalizado depois de 1843 pelo arquiteto Veríssimo José da Costa. Entre as esculturas, Vasco da Gama, Nuno Álvares Pereira e o Marquês de Pombal. Pouca gente sabe que é possível subir lá. A entrada é ao lado direito do arco.

Endereço: R. Augusta, 2
Horário de funcionamento: diariamente das 9h às 20h

Rua Augusta vista do alto do Arco da Augusta, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Rua Augusta vista do alto do Arco da Augusta, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Praça do Comércio
A Praça do Comércio é também conhecida como Terreiro do Paço. Ela fica exatamente do lado oposto da Rua Augusta, cruzando o Arco da Augusta.

Ela é grandiosa, beira o Rio Tejo em uma das laterais e é rodeada por comércio. Por ali também fica o palácio que era residência de Dom Manuel entre os séculos 16 e 17. O palácio também recebia festas e eventos da corte.

Acredite ou não, nos anos 80 essa majestosa área, que sofreu com o terremoto de 1755 e hoje é um cartão-postal da cidade virou um grande estacionamento. Foi apenas na revitalização de 1998 que ela passou por uma recuperação e ganhou cafés, museus e órgãos governamentais.

Hoje a praça também abriga a Lisbon Story Centre, centro multimídia que conta a história de Lisboa, e também o café Martinho de Arcada, onde Fernando Pessoa tinha uma mesa cativa.

Endereço: Praça do Comércio
Horário de funcionamento: 24 horas (horário do comércio pode variar)

Praça do Comércio, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Praça do Comércio, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Sé de Lisboa
A Sé de Lisboa também é conhecida como Santa Maria Maior e foi construída no início do século 12 sobre uma antiga mesquita muçulmana. Ela segue traços românticos, barrocos, neo-manuelina e góticos e serve como sede para o Patriarcado de Lisboa.

Atualmente ela mantém 3 órgãos da época que ainda são tocados. Lá também tem um museu, o Tesouro da Sé, com uma coleção de trajes, estátuas, pratas, manuscritos e relíquias de São Vicente.

A entrada à Catedral é gratuita. A visita ao Claustro custa 2,50 euros, ao Tesouro da Sé custa 2,50 euros e a combinação dos dois custa 4 euros.

Endereço: Largo da Sé
Horário de funcionamento: Catedral, de segunda a sábado das 9h às 19h e aos domingos das 9h às 20h; Claustro abre no verão das 10h às 19h e no inverno das 10h às 18h. Tesouro da Sé abre de segunda a sábado das 10h às 17h, fechando nos domingos e feriados.

Catedral da Sé de Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Catedral da Sé de Lisboa (Foto: Trip To Follow)

BAIRRO ALTO E PRÍNCIPE REAL

Jardim do Príncipe Real e Reservatório da Patriarcal
O Jardim do Príncipe Real é verde! Tem muita natureza e muita vida nos arredores. Apesar de ser bem residencial, a região é cheia de bares, lojas, restaurantes, galerias de arte e boutiques.

O jardim em si é o epicentro do bairro. Tem um gramado bem convidativo, árvores centenárias e banquinhos para relaxar. Se você visitar durante um sábado pela manhã, vai conhecer um mercadinho biológico, que funciona das 9h às 15h, com frutas, azeites, vinhos e pães.

E escondido no subsolo do jardim está o Reservatório da Patriarcal, uma construção de 1864. Ele foi projetado pelo engenheiro francês Louis-Charles Mary e é considerado um dos primeiros reservatórios de rede de distribuição.

É possível fazer uma visita guiada pelos 410 metros de túnel com 31 colunas de mais de 9 metros de altura! O preço do tour é de e euros.

Endereço: Rua das Amoreiras S/N
Horário de funcionamento: sábado e domingo, das 10h às 17h30

Parque Príncipe Real (Foto: Trip To Follow)

Parque Príncipe Real (Foto: Trip To Follow)

Embaixada
Ao lado do Parque do Príncipe Real está um dos centros de compras mais diferentes e conceito de Lisboa, a Embaixada. Ela está localizada dentro de um palacete neoárabe do século 19, o Ribeiro da Cunha Palace, e reúne lojas de design.

As salas do local foram mantidas, mas agora estão ocupadas por marcas de vestuário, acessórios e cosméticos, além de uma galeria de arte e um restaurante. A entrada é gratuita

Endereço: Praça do Príncipe Real, 26
Horário de funcionamento: diariamente das 12h às 20h

Construção que abriga a Embaixada Concept Store, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Construção que abriga a Embaixada Concept Store, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Miradouro São Pedro de Alcântara
O Miradouro de São Pedro de Alcântara pode ser alcançado depois de um passeio pela região baixa, através do ascensor da Glória.

O visual lá do alto é bem bonito, dá para ver a Avenida Liberdade, o Castelo São Jorge, a Sé de Lisboa, várias praças e o Rio Tejo. Ele tem um belo jardim de aproximadamente 1 hectare, construído em 1864, alguns quiosques e é perfeito para um fim de tarde na capital.

Entre as peculiaridades desse jardim, encontre um painel de azulejos com um mapa da cidade representado. Ele foi construído por Fred Kradolfer, em 1952.

Endereço: R. de São Pedro de Alcântara
Horário de funcionamento: 24 horas

Miradouro São Pedro de Alcântara, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Miradouro São Pedro de Alcântara, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Miradouro Santa Catarina
O Miradouro de Santa Catarina, também conhecido como Miradouro do Adamastor, homenageia a personagem mitológica grega criada por Luís Vaz de Camões criou para simbolizar o Cabo da Boa Esperança, também conhecido como Cabo das Tormentas.

Segundo a lenda, entre os séculos 16 e 18, o local era famoso por aqueles que queriam ver a movimentação de navios, inclusive a partida da família real portuguesa para o Brasil.

Esse lugar privilegiado de Lisboa é o queridinho para os admiradores do pôr do sol. Há banquinhos, quiosques e alguns lugares nas sombras das árvores para curtir o visual.

Endereço: R. de Santa Catarina S/N
Horário de funcionamento: das 10h às 20h no inverno; das 10h às 2h no verão

Ascensor da Bica
O ascensor da Bica, ao lado do ascensor da Glória, é um dos mais visitados e usados pelos turistas que visitam Lisboa. Ele funciona entre o Largo do Calhariz e a Rua de São Paulo há mais de 125 anos e cumpre um trajeto de 283 metros e um desnível de 48 metros diariamente.

Em 2002, o ascensor foi classificado como Monumento Nacional. Se quiser dar uma voltinha, terá que desembolsar 3,80 euros.

Endereço: Rua de São Paulo, 234
Horário de funcionamento: segunda a sábado das 7h às 21h; domingos e feriados das 9h às 21h

Ascensor da Bica, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Ascensor da Bica, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

CHIADO

Rua Garrett
A Rua Garrett é a principal do Chiado. No século 20 ela era polo intelectual de Lisboa e atualmente é ponto de encontro para happy hours e perfeita para compras.

O Café À Brasileira é um dos pontos que mais atrai os turistas. Ele foi fundado em 1905 e era o local onde grandes nomes da cultura portuguesa se encontrava, incluindo o escritor Fernando Pessoa. Não é por acaso que tem uma estátua em tamanho real do poeta na porta de entrada do café. (Rua Garrett, 120)

A Rua Garrett também é casa da Bertrand, a livraria em atividade mais antiga do mundo, que inclusive faz parte do Guinnes Book. Ela é datada de 1732 e já recebeu diversos escritores importantes e famosos como Eça de Queirós e Alexandre Herculano. (Rua Garrett, 73-75)

Rua Garret, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Rua Garret, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Praça Luís de Camões
A praça que leva o nome do escritor português – que tem uma estátua em seu centro 0 divide os bairros do Chiado e Bairro Alto.

Ela tem muitas histórias marcantes de Lisboa, como o grande incêndio que o Chiado sofreu há anos. Graças às autoridades, conseguiram reconstruir quase todos os prédios do bairro, que são tombados como patrimônios arquitetônicos e representam a Art Nouveau do século XVIII.

Além de ser charmosa para uma caminhada, a praça abriga o consulado do Brasil.

Endereço: Praça Luís de Camões
Horário de funcionamento: 24 horas

Igreja e Convento do Carmo
Lembra que falei lá no começo do Elevador Sanja Justa? Pois então, ele “aparece aqui de novo. Isso significa que se você subir o elevador e não descer, você vai estar no Chiado e muito perto da Igreja e do Converto do Carmo. Ou melhor, de suas ruínas.

A Igreja e o Convento do século 14 foram destruídos durante o terremoto de 1755 e sobraram apenas ruínas. Pode parecer estranho, mas o visual é incrível. A igreja “sem teto” era a principal igreja gótica da capital e agora é representada por grandes arcos em formas de ogivas.

Ali também fica o Museu Arqueológico do Carmo com uma maquete que mostra como a igreja era antigamente, além de uma exposição com peças pré-históricas do país, túmulos e múmias.

A ruína fica no Largo do Carmo, no coração do Chiado, que foi palco da Revolução de 25 de abril de 1974.

Extra! Durante nossa temporada por lá tivemos a sorte de pegar uma temporada do Lisbon Under Stars, um espetáculo com projeções que já venceu o Prêmio de Melhor Evento Cultural da BEA WORLD.

O show, produzido pelo atelier OCUBO e com duração de 45 minutos, faz uma imersão na cultura e patrimônio de Lisboa em mais de 600 anos de história. Vale muito a pena! Veja quando terá uma nova apresentação no site oficial.

A entrada normal nas ruínas custa 3 euros. O Lisbon Under Stars, quando acontece, custa 15 euros.

Endereço: Largo do Carmo
Horário de funcionamento: de outubro a maio, de segunda a sábado, das 10h às 18h; de junho a setembro, das 10h às 19h

Ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

GRAÇA E ALFAMA

Miradouro da Nossa Senhora do Monte
O Miradouro da Nossa Senhora do Monte fica no Monte de São Gens, na região da Graça, e foi inaugurado em 1147. Ele era um dos mais “escondidos” de Lisboa, mas ficou mais popular com a invasão dos tuk-tuks na região.

Lá do alto é possível ver o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril e o Tejo, sendo um lugar perfeito para observar o pôr do sol. Ele é um dos queridinhos dos casais apaixonados exatamente por ter fama de ser um ponto bastante romântico.

O Miradouro tem uma pequena capela datada do século 18 com uma santa voltada para a cidade.

Endereço: Rua da Senhora do Monte 50
Horário de funcionamento: 24 horas

Miradouro da Nossa Senhora do Monte, em Lisboa, Portugal (Foto: Trip To Follow)

Miradouro da Nossa Senhora do Monte, em Lisboa, Portugal (Foto: Trip To Follow)

Miradouro da Graça
O Miradouro da Graça, também conhecido como Sofia de Mello Breyner, fica a apenas 300 metros do Miradouro Nossa Senhora do Monte.

Ele tem mais estrutura para quem quer acompanhar o pôr do sol regado a drinques, já que tem um quiosque e mesas ao ar livre. Ao lado dele fica o charmoso jardim de Santa Clara perfeito para um pique-nique. Aproveite para descer o caracol da Graça e conhecer mais um jardim, o Cerca da Graça.

O Largo da Graça fica no extremo Alfama e se divide entre miradouros e a Nossa Senhora da Graça, fundada no século XIII, reconstruída e reformada várias vezes. Fernando Pessoa a considerava a mais interessante igreja de Lisboa.

Endereço: Calçada da Graça
Horário de funcionamento: 24 horas

Miradouro da Graça, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Miradouro da Graça, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Castelo São Jorge
O Castelo de São Jorge é provavelmente um dos pontos mais visitados pelos turistas que vão à Lisboa. Por isso, prepare-se para pegar uma longa fila para comprar o ticket.

O castelo está em uma das 7 colinas de Lisboa e tem o visual panorâmico mais imperdível da cidade.

O ponto mais alto da cidade fica em uma das torres do castelo, a mais de 100 metros, onde é possível visitar. Nesse ponto ficavam guardados os tesouros da família real.

Além de caminhar por toda sua muralha, você também pode visitar a Câmera Obscura, que recebe pequenos grupos de pessoas de tempos em tempos, e onde é possível avistar toda a cidade de Lisboa em tempo real. Vale muito a pena.

Para quem não sabe, São Jorge é o padroeiro do exército português e por isso essa data é comemorada no dia 25 de outubro, dia em que D. Afonso Henriques e tropas de cruzados que se dirigiam à terra santa, recuperaram o local aos mouros, na época das Reconquistas Cristãs.

Os mouros foram responsáveis por criar o castelo no local, que originalmente funcionava com uma fortaleza e foi construída pelos muçulmanos no século 6. Dali os soldados vigiavam a cidade e cuidavam da pequena cidadela onde viviam os nobres.

O castelo foi destruído no terremoto de 1755 e restaurado a partir de suas ruínas. Atualmente faz parte do acervo histórico de Portugal.

Aproveite a visita para conhecer o bairro que hospeda a entrada do castelo. Ele é bem charmoso, com lojinhas de itens artesanais e restaurantes. Ah! E bem ao lado da bilheteria tem o melhor bolinho de bacalhau com queijo que provamos na cidade.

Para entrar no castelo é preciso pagar 10 euros. Visitantes entre 13 e 25 anos pagam 5 euros e maiores de 65 pagam 8,50 euros.

Endereço: Rua de Santa Cruz do Castelo
Horário de funcionamento: diariamente de novembro a fevereiro, das 9h às 18h; de março a outubro, das 9h às 21.

Castelo de São Jorge, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Castelo de São Jorge, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Panteão Nacional
A igreja do século 16 foi declarada panteão em 1966 e acolheu corpos de gente como a fadista Amália Rodrigues.

Em 1910, ela foi classificada como monumento nacional, e em 1916 foi decidido que ela seria adaptada e se tornaria o Panteão Nacional de Lisboa.

A construção tem um estilo barroco e uma planta definida como cruz grega. Sua estrutura é dividida em terraço, salas tumulares, nave central, anfiteatro, salas de exposição e centro de interpretação. Para visitar o Panteão é necessário pagar 4 euros.

Endereço: Campo de Santa Clara
Horário de funcionamento: de abril até setembro, das 10h às 17h; de outubro até março, das 10h às 18h. Não abre às segundas-feiras.

Panteão Nacional, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Panteão Nacional, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Museu do Fado
O fado faz parte integralmente da cultura portuguesa e, claro, retrata perfeitamente a sociedade lusitana. As músicas com letras românticas e um tanto quanto melancólica tomam as ruas de Lisboa. Por isso, se você quer conhecer um pouco mais da história, deve visitar o Museu do Fado.

O espaço é totalmente interativo. É possível ouvir músicas, ver fotos, biografias etc, além de conhecer o famoso quadro “O Fado”, de José Malhoa. Em 2011 o centro cultural foi declarado como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Aproveite a visita para experimentar a culinária portuguesa no restaurante que fica no térreo do museu e também para assistir a uma apresentação durante a noite. A entrada no museu custa 5 euros.

Endereço: Lg. do Chafariz de Dentro, 1
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h (+ horário de jantar).

Miradouro Santa Luzia
Ao lado do Castelo de São Jorge está o Miradouro de Santa Luzia, um pouco acima da Sé de Lisboa. É mais um ponto da cidade com um visual deslumbrante e cheio de artistas de rua, música ai vivo e pintores vendendo seus quadros.

São dois andares de miradouro, sendo que o segundo merece destaque. Há um pequeno lago e um café perfeito para tomar algo e admirar a paisagem. Lá do alto é possível ver a cúpula do Panteão Nacional. O jardim desse miradouro, conhecido como Jardim Júlio Castilho, é nosso favorito da cidade.

Para chegar lá, pegue o famoso Ascensor da Bica, caminhe duas quadras e se aproxime da escadaria que chega em Noobai, como o Miradouro de Santa Luzia também é conhecido.

Endereço: Largo Santa Luzia
Horário de funcionamento: 24 horas

Jardim Júlio Castilho no Miradouro Santa Luzia (Foto: Trip To Follow)

Jardim Júlio Castilho no Miradouro Santa Luzia (Foto: Trip To Follow)

Largo Portas do Sol
Depois de caminhar pelo Castelo São Jorge, continue no bairro e faça uma parada estratégica no Largo Portas do Sol.

O miradouro tem um belo visual de Alfama e é um dos pontos queridinhos para assistir ao nascer do sol. No verão, inclusive, o local é ponto de encontro de turistas que provam algo da lanchonete ou curtem música ao vivo.

O nome vem da antiga Porta do Sol, uma das portas da Lisboa medieval, que fazia parte da cerca moura cidade e que foi destruída com o terremoto de 1755. Lá também fica uma estátua de São Vicente, o padroeiro da cidade.

Endereço: Largo Portas do Sol
Horário de funcionamento: 24 horas

BELÉM

Torre de Belém
Chegamos a um dos pontos mais famosos de Lisboa, a Torre de Belém. Ela foi construída entre 1514 e 1520 pelo arquiteto e escultor Francisco de Arruda.

Inicialmente ela foi criada com o intuito de defesa na época de D. João II e seria chamada Baluarte de São Vicente. Teoricamente, ela iria substituir uma nau artilhada que estava ancorada nas águas do rio Tejo, de onde partiram as frotas para as Índias.

Assim que a obra foi finalizada, a torre foi perdendo sua função de defesa e, em seguida, teve outras funções como aduaneiro, sinalização telegráfico e farol.

Em 1907 foi classificada como Monumento Nacional e em 1983 foi classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO. Atualmente é ponto turístico e, assim como a vista de fora, a vista de dentro para o Rio Tejo é muito bonita.

A torre tem 5 andares com áreas como a sala do governador, sala dos reis, sala das audiências, capela e terraço. O bilhete para visitar a torre custa 6 euros. Se você também for visitar o Mosteiro dos Jerônimos, pode comprar um bilhete conjunto por 12 euros.

Endereço: Avenida de Brasília
Horário de funcionamento: de terça a domingo, entre outubro e abril das 10 às 17h30; entre maio e setembro, das 10h às 18h30

Torre de Belém, em Lisboa, Portugal (Foto: Trip To Follow)

Torre de Belém, em Lisboa, Portugal (Foto: Trip To Follow)

Padrão dos Descobrimentos
Ao sair da Torre de Belém, caminhe alguns metros beirando o Rio Tejo e chegue no Padrão dos Descobrimentos, mais um cartão-postal de Lisboa.

O monumento foi erguido em 1960 pelo arquiteto português Cottinelli Telmo e é um símbolo do passado glorioso que o país teve na época das grandes navegações. Sendo assim, o Padrão dos Descobrimentos homenageia os navegadores portugueses e retrata incentivadores como poetas e outros personagens da época.

O Padrão dos Descobrimentos tem 56 metros de altura e 32 estátuas que retratam nomes como Dom Henrique, Bartolomeu Dias, Fernão de Magalhães, Vasco da Gama, Lís de Camões, a rainha Filipa de Lencastre, Gil Eanes, o rei Afonso V de Portugal e Pedro Álvares Cabral.

É possível subir ao topo da construção e ter uma bela vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos, do Palácio de Belém e, claro, do Tejo. Para entrar no Padrão do Descobrimento é preciso pagar 4 euros.

Endereço: Av. Brasília
Horário de funcionamento: de março a setembro, das 10h às 19h; de outubro a fevereiro, de terça a domingo, das 10h às 18h.

Padrão dos Descobrimentos (Foto: Trip To Follow)

Padrão dos Descobrimentos (Foto: Trip To Follow)

Mosteiro dos Jerônimos
O Mosteiro dos Jerônimos fica atrás do Padrão dos Descobrimentos. Ele foi idealizado em 1496 pelo rei Dom Manuel I, a construção em rocha calcária levou mais de 90 anos para ficar pronta e, depois da inauguração, o Mosteiro dos Jerônimos se tornou um dos maiores de Portugal.

Desde 1907 ele tem o título de Patrimônio Humanidade pela UNESCO e, em 2007, foi considerado uma das sete maravilhas de Portugal.

Além de sua construção externa, com arquitetura imponente, em estilo manuelino, misturando elementos góticos e do renascimento, e seus belos jardins, a área interna chama atenção. O mosteiro abriga o túmulo de Dom Manuel I e seus descendentes, que ficam na capela-mor da Igreja e nas capelas laterais.

O bilhete para visitar o Mosteiro dos Jerônimos custa 10 euros. Lembre-se que se você também for visitar a Torre de Belém, pode comprar um ticket conjunto por 12 euros. A entrada à igreja é grátis.

Endereço: Praça do Império
Horário de funcionamento: entre outubro e abril, de terça a domingo, das 10h às 17h30; de maio a setembro, das 10h às 18h30.

Mosteiro dos Jerônimos, em Belém, Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Mosteiro dos Jerônimos, em Belém, Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Antiga confeitaria de Belém
Se você quiser experimentar o original pastel de Belém, este é o endereço. A antiga confeitaria de Belém existe desde 1837 no edifício de uma refinaria de açúcar.

Ali eles guardam uma receita “secreta” que era conhecida apenas pelos monges e produzem de fato o melhor doce típico português, também conhecido como pastel de nata.

Em 1834 todos os conventos e mosteiros de Portugal foram fechados e, na tentativa de sobreviver, uma pessoa do Mosteiro começou a vender o famoso doce, que rapidamente ficou conhecido como Pastel de Belém.

Dica: você provavelmente vai passar lá na frente e ver uma longa fila. Não entre nela! Há vários salões com mesas, mas a maioria das pessoas espera para pedir um pastel de Belém no balcão (e perdem um tempão).

Endereço: Rua de Belém
Horário de funcionamento: diariamente das 8h às 23h

Museu dos Coches
A uma distância curta do Mosteiro dos Jerônimos está o Museu Nacional dos Coches. Ele foi inaugurado em 1905 e tem uma coleção de carruagens e carros da realeza dos séculos 17, 18 3 19.

A ideia da criação do museu partiu da rainha D. Amélia d’Orleães e Bragança, que quis preservar o acervo de coches pertencentes à Casa Real, além de viaturas eclesiásticas, carros de passeio, liteiras, cadeirinhas etc.

O museu, que antes funcionava no antigo salão do Picadeiro Real, atualmente está em um edifício projetado pelo arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha.

A exposição fica em duas salas imponentes com as peças enfileiradas, desde as mais luxuosas até os mais simples, que eram usados para locomoção dentro do palácio. A entrada ao Museu dos Coches custa 5 euros.

Endereço: Praça Afonso de Albuquerque
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h

Museu dos Coches, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Museu dos Coches, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

ALCÂNTARA

Ponte 25 de Abril
Engana-se quem compara a Ponte 25 de Abril com a Golden Gate, em San Francisco. Apesar da semelhança e da cor, a ponte de Lisboa foi inspirada em outro modelo da mesma cidade norte-americana, a Bay Bridge (que é branca, mas sua formação é ainda mais parecida).

A Ponte 25 de Abril começou a ser construída em 1962 r foi inaugurada em 1966. Ela tem 2277 metros de comprimento e foi por muito tempo a maior ponte suspensa da Europa. A 70 metros de altura da água, ela tem dois níveis, sendo o superior para carros e o inferior para trens, construído posteriormente, em 1999.

Arrematando o visual de Lisboa, não por acaso ela foi eleita a ponte mais bonita da Europa, em 2014, pela European Best Destination.

Cortando o Rio Tejo, ela liga a cidade de Lisboa à Almada. Lembre-se que não dá para cruzá-la caminhando.

Endereço: Ponte 25 de Abril
Horário de funcionamento: 24 horas

Ponde 25 de Abril, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Ponde 25 de Abril, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Pilar 7
Mais um ponto para ter uma vista privilegiada da cidade, o Pilar 7 fica na Ponte 25 de Abril, sendo um dos pilares da famosa construção inaugurada em 1966.

A experiência sensorial foi inaugurada em 2017 e se tornou mais uma ponte de desejo dos visitantes em Lisboa.

Além de conhecer tudo sobre a construção da ponte, é possível descobrir algumas curiosidades. Você sabia que foram utilizados mais de 54 mil km de fio de aço?

O miradouro recebe apenas 40 pessoas por vez, mas a pequena sala feita totalmente de vidro (inclusive o chão) é o auge do passeio! A visita custa 6 euros.

Endereço: Avenida da Índia
Horário de visitação: de maio a setembro, das 10h às 20h; de outubro a abril, das 10h às 18h

LX Factory
Se você busca um lugar charmoso para comer ou até mesmo fazer umas compras longe do famoso centro da cidade, precisa conhecer a LX Factory.

A rua que reúne lojas, restaurantes e até uma feirinha é bastante descolada, tem vitrines divertidas e é uma delícia para caminhar. A LX Factory foi construída onde em 1846 se instalava a Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense uma das mais importantes do ramo em Portugal e por muito tempo ficou abandonada.

A também conhecida como “Ilha da Criatividade” ocupa uma área de cerca de 23 mil metros quadrados e reúne empresas de design, arte e publicidade que se dividem em salas comerciais dos antigos prédios.

Um dos destaques da LX Factory é a livraria Ler Devagar, considerada uma das mais interessantes de Lisboa. Além de ter um café e ter vários cantinhos para leitura, ela tem uma estrutura chamativa, com muitos livros espalhados pelas paredes nos dois andares.

Endereço: Rua Rodrigues Faria, 103
Horário de funcionamento: cada restaurante e loja segue um horário. Cheque no site oficial da LX Factory

Livraria Ler Devagar dentro da LX Factory (Foto: Trip To Follow)

Livraria Ler Devagar dentro da LX Factory (Foto: Trip To Follow)

Docas de Santo Amaro
Não muito distante da LX Factory está a Doca Santo Amaro, um antigo porto que foi reformado e atualmente reúne restaurantes, baladas, quadras de tênis e até uma escola para quem quer aprender a velejar.

O local ficou esquecido até os anos 90, quando foi revitalizado e o conjunto de armazéns antigos ganhou uma marina e se tornou um point da cidade, principalmente no verão.

Endereço: Docas de Santo Amaro
Horário de funcionamento: cada restaurante segue um horário

Doca Santo Amaro, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Doca Santo Amaro, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

PARQUE DAS NAÇÕES

Parque das Nações
O Parque das Nações é uma região nova – tem cerca de 20 anos – e é uma das áreas mais modernas da capital portuguesa.

O parque foi construído para sediar a Exposição Mundial de 1998, conhecida como Epo 98, com o tema “Os oceanos: um patrimônio para o futuro”, e oferece diversas atrações interessante. Atualmente o parque ocupa uma área de cerca de 5 km à beira do Rio Tejo e é repleto de obras de arte, sendo considerado um museu à céu aberto.

Uma das principais estações do metrô, a Estação do Oriente, desemboca lá dentro e faz o meio de transporte o mais fácil para chegar na região. A estação foi projetada pelo arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava.

Oceanário de Lisboa
Um dos pontos dentro do Parque das Nações é o Oceanário de Lisboa. São mais de 22 mil metros quadrados de área total, 30 aquários com 7 milhões de litros de água salgada e centenas de espécies aquáticas, incluindo tubarões e pinguins.

O objetivo do Oceanário vai muito além de apenas entreter os turistas, mas sim ter um gigante campo de pesquisas marinhas. Além de ser o segundo maior oceanário do mundo, ele também contém uma extensa coleção de espécies marinhas nunca vistas em outros lugares, tanto de aves, mamíferos e peixes.

Ele é considerado uma das atrações mais visitadas da Europa, recebendo em média um milhão de visitantes por ano. A entrada ao Oceanário custa 15 euros.

Endereço: Doca dos Olivais, Parque das Nações
Horário de funcionamento: diariamente, das 10h às 20h

Telecabine Lisboa
Uma forma de ter uma vista panorâmica do Parque das Nações é percorrê-la pelo teleférico, também conhecido como Telecabine Lisboa.

O trajeto não é muito longo, tem apenas 1,2 km e a viagem dura aproximadamente 8 minutos. Mas lá do alto é possível ter uma visão geral do parque e de várias de suas atrações, incluindo a Ponte Vasco da Gama, que tem 17,2 km de extensão e uma das torres com 150 metros de altura.

Uma das entradas fica próxima ao Oceanário e a outra nas proximidades da Torre Vasco da Gama. Essa torre tem 145 metros de altura e antigamente funcionava como um mirante. Hoje ela faz parte de um complexo do Myriad By SANA Hotels.

O preço de ida é de 6 euros, incluindo a viagem de ida e de volta.

Endereço: Passeio das Tagides – Estação Norte – Passeio de Neptuno – Estação Sul
Horário de funcionamento: diariamente; de marco a junho, das 11 às 19h; de junho a setembro, das 10h30 às 20h; de setembro a outubro, das 11h às 19h; de outubro a março, das 11h às 18h

CAIS DO SODRÉ

Mercado da Ribeira
O Mercado da Ribeira, também conhecido como Time Out Market, é um dos mercados mais tradicionais da cidade.

Sim, impossível não compará-lo a um “mercadão” que encontramos nas principais capitais pelo mundo, já que reúne comidas típicas apresentadas de forma autêntica e moderna.

O mercado nasceu em 1600, mas foi destruído no terremoto de 1755. Foi reerguido em 1771 por Marquês de Pombal. Em 1983 foi novamente destruído após um incêndio e teve as obras finalizadas novamente em 1940. Só em 2010 a revista Time Out ganhou a concessão do mercado.

Atualmente mais de 30 espaços dividem a área, entre restaurantes, bares, pastelarias, floriculturas e lojas de souvenirs. Vá com tempo, pois cada loja, uma longa parada para degustar pratos e petiscos deliciosos.

Endereço: Av. 24 de Julho s/n
Horário de funcionamento: de domingo a quarta, das 10h às 00h; de quinta a sábado, das 10h às 2h.

Mercado da Ribeira, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Mercado da Ribeira, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Rua cor-de-rosa
Rua Nova do Carvalho, no Cais Sodré, popularmente conhecida como rua cor-de-rosa, foi eleita uma das 12 ruas favoritas do velho continente pelo New York Times.

Antigamente a área era reduto de drogas, prostituição e criminalidade, mas atualmente é um cantinho boêmio cool da cidade. A cor rosa marca a transformação da “rua da liz vermelha” para uma rua com bares, restaurantes e baladas disputados.

A “pink street” atualmente é conhecida como a artéria mais animada de Lisboa. Ela não é longa, é charmosa e com um viaduto que cruza sua parte mais alta e tem parte fechada ao trânsito de automóveis. O projeto de intervenção urbana foi assinado pelo atelier do arquiteto José Adrião e teve participação da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação Cais do Sodré.

Entre os destaques da rua estão o bar da Velha Senhora, o Povo, o Sol e Pesca e os bares-discoteca Roterdão, Bar do Cais, MusicBox, Europa, Jamaica, Tokyo e clássicos como o Viking ou o Liverpool.

SANTO ANTÔNIO

Igreja Sagrado Coração de Jesus
A Igreja Sagrado Coração de Jesus tem uma construção bastante diferente das outras igrejas que encontramos por Lisboa.

Ela foi construída na década de 60 pelos arquitetos Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas e não por acaso é considerada uma referência no campo da arquitetura.

Ela pode passar despercebida por você, mas vale a pena a visita. Discreta por fora, é imponente por dentro e chega a ser bastante moderna se comparada às outras construções. As imagens dos santos ficam no andar inferior, expostos como um museu. A igreja é considerada um monumento nacional.

Endereço: Rua Camilo Castelo Branco, 4
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 7h30 às 19h30; de sábado e domingo, das 9h às 12h30 e das 17h às 19h30

Igreja Sagrado Coração de Jesus (Foto: Trip To Follow)

Igreja Sagrado Coração de Jesus (Foto: Trip To Follow)

Praça Marquês de Pombal
A Praça Marquês de Pombal tem um jardim redondo que cerca o monumento ao Marquês de Pombal, governador de Lisboa entre 1750 e 1777.

A praça está em uma área menos turística e em seu entorno estação sedes coorporativas, bancos e alguns hotéis famosos de rede.

A área da Praça Marquês de Pombal é considerada uma boa região para se hospedar, já que fica bem conectada com o resto da cidade.

Vale a pena visitá-la e seguir viagem caminhando pela Avenida da Liberdade, uma das principais ruas de Lisboa, que hospeda lojas de marcas de luxo.

Endereço: Praça Marquês de Pombal
Horário de funcionamento: 24 horas

Praça Marques de Pombal, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Praça Marques de Pombal, em Lisboa (Foto: Trip To Follow)

Parque Eduardo VII

O Parque Eduardo VII foi batizado em 1903 com o nome de Eduardo VII, rei do Reino Unido e filho da Rainha Vitória, um ano depois de sua visita à Lisboa, com o objetivo de reafirmar a aliança dos dois países.

Ele é o maior parque de Lisboa e tem um grande canteiro central que formam um desenho geométrico, além de um lago de carpas, uma estufa, um parquinho, alguns restaurantes e coretos. É por lá que acontece anualmente a tradicional Feira do Livro.

O parque também tem um visual lindo da Avenida Liberdade até o Rio Tejo e é um passeio perfeito para um dia ensolarado. No topo da colina tem o Monumento ao 25 de Abril, polêmica obra do artista plástico João Cutileiro (a aparência fálica representa a Revolução Portuguesa de 1974).

Endereço: Parque Eduardo VII
Horário de funcionamento: 24 horas (restaurantes seguem horários diferentes)

|Extras

Cristo Rei e Castelo de São Filipe

Durante minha temporada em Portugal tive o prazer de conhecer os serviços do Portugal Afora, do meu amigo Emílio Ferasso e do português Pedro Carapinha. Eu tinha uma manhã livre e eles me levaram para conhecer dois lugares incríveis.

O primeiro deles foi o Cristo Rei. Tínhamos uma visão distante do Cristo Rei do outro lado do Rio Tejo e, como não estávamos de carro lá, eles nos levaram até o ponto cruzando a famosa Ponte 25 de Abril.

A obra foi iniciada em 1946 e terminada em 1959. D. Manuel Gonçalves Cerejeira visitou o Cristo Redentor do Rio de Janeiro teve a ideia de construir um parecido em Lisboa.

Por lá, há uma sala dedicada ao Papa João XXIII e uma Capela de Nossa Senhora da Paz. Além de conhecer o monumento, posso dizer que foi a vista mais linda que vi de Lisboa. A entrada para o Cristo rei custa 6 euros

Endereço: 2800-058 Almada
Horário de funcionamento: diariamente das 9h30 às 18h

Vista de Lisboa desde o Cristo Rei (Foto: Trip To Follow)

Vista de Lisboa desde o Cristo Rei (Foto: Trip To Follow)

A segunda parada foi o Castelo de São Filipe e uma surpresa para mim. Ele fica entre o final da cidade de Setúbal e o início do Parque Natural da Serra da Arrábida, uma área linda de Portugal.

Desde a fortaleza é possível ter uma vista panorâmica do Rio Sado, de Troia, do Oceano Atlântico e da Serra da Arrábida.

O castelo foi construído no século 16 e segue as construções tópicas militares da época. Vale a pena a visita!

Castelo de São Filipe (Foto: Trip To Follow)

Castelo de São Filipe (Foto: Trip To Follow)

|Portugal Afora

Além de conhecer pontos incríveis de Lisboa, com o Portugal Afora você pode dedicar um dos seus dias em Lisboa para conhecer cidades próximas como Fátima, Óbidos, Sintra, Nazaré, etc.

O passeio é pré-agendado e todo feito em um carro premium no maior conforto. Você não precisa se preocupar com absolutamente nada: eles te buscam na porta da sua hospedagem e te deixam no mesmo lugar ao fim do tour. Saiba mais sobre o Portugal Afora aqui.

Lembre-se de avisar que você conheceu o Portugal Afora através do Trip To Follow e ganhe um desconto especial!


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