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[Resenha afetiva XXIV] A morte de Sócrates

[Resenha afetiva XXIV] A morte de Sócrates

Acusado de corromper os jovens e de não reconhecer os deuses oficiais do Estado, o filósofo grego Sócrates foi condenado à morte pelos juízes da Atenas democrática em 399 a.C.

Esse episódio emblemático para a cultura ocidental suscita questões até hoje: por que Atenas executava seus principais intelectuais? Pode nossa sociedade, mais ainda do que o modelo ateniense de quem reivindicamos descendência, permitir total liberdade de expressão e de pensamento? Devemos admirar Sócrates? Ou os atenienses estavam certos em executá-lo? Como o julgamento e a morte de Sócrates assombraram a imaginação ocidental desde a Antiguidade?

Na obra de seus amigos e alunos – especialmente Platão –, Sócrates tornou-se um novo tipo de herói. Ele não morreu em batalha defendendo seu país, mas foi injustamente executado como um criminoso. Pereceu não pela espada ou pela lança, mas pelo veneno, sem violência nem dor.

A história sobre como um herói deveria morrer era instigante para os gregos antigos e continua a nos desafiar e intrigar hoje em dia. Este A morte de Sócrates, obra de de Emily Wilson, é um estudo profundo e revelador sobre o fim do filósofo, desde os métodos da execução e a política vigente em Atenas até a análise das consequências desse evento na sociedade atual.