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[Resenha afetiva] A morte de Deus na cultura

[Resenha afetiva] A morte de Deus na cultura

Como viver em um mundo supostamente sem fé, ameaçado pelo fundamentalismo religioso? Em A morte de Deus na cultura, o filósofo e renomado crítico cultural Terry Eagleton investiga as contradições, dificuldades e significados do desaparecimento de Deus na era moderna.

Com base em um vasto espectro de ideias e problematizações de pensadores desde o Iluminismo até os dias de hoje, Eagleton discute o estado da religião antes e depois do 11 de setembro; as ironias do capitalismo ocidental, que deu origem à criação não apenas do secularismo, mas também do fundamentalismo; e os insatisfatórios substitutos surgidos na era pós-iluminista a fim de preencher o vazio deixado pela ausência de Deus.

Com a lucidez e elegância que caracterizam o seu estilo, o autor reflete sobre as capacidades únicas da religião, a possibilidade da cultura e da arte como caminhos modernos para a salvação, o impacto no ateísmo da chamada guerra ao terror, e muitos outros tópicos importantes para aqueles que vislumbram um futuro em que comunidades misericordiosas prosperem.

O resultado é um estudo do pensamento moderno que também serve como intervenção oportuna e extremamente necessária em nosso preocupante cotidiano político – e que nos adverte, sem hesitar: se Deus está morto, o próprio homem também está chegando ao fim. Não restaria, portanto, muita coisa a desaparecer.