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A guerra política no laranjal do PSL e o soldado Carlos

Wilton Junior/Estadão Conteúdo
A guerra política no laranjal do PSL e o soldado Carlos

O desdobramento político do laranjal do PSL e do empurra-empurra entre Gustavo Bebianno e Luciano Bivar não tem a interferência de Carlos Bolsonaro à toa.

O grupo ideológico do bolsonarismo, aquele que opera em função do projeto de poder de Eduardo Bolsonaro (e que tem Carlos como principal agente), não gosta – nunca gostou – de Bebianno, de resto mais próximo do abandonado Flavio.

Não que Carlos queira proteger Bivar. Não. (Essa galera quer é se livrar dele e criar um novo partido.) Apenas viu no episódio uma chance de subir o fogo com que frita o secretário-geral da Presidência, fritura que também interessa à disputa de influência entre os ministros do Planalto, notadamente a Onyx Lorenzoni, que se aproximou recentemente do grupo de Eduardo e Carlos. Isto tudo – esta disputa de poder palaciana – no dia mesmo em que o presidente Bolsonaro volta a Brasília para tomar decisões a serem decisivas no equilíbrio de forças políticas no governo. Não foi à toa.

É preciso, pois, ser prudente com a versão que já atribui a Bebianno, fulminantemente, a responsabilidade sobre o suposto esquema de laranjas plantado no diretório do PSL em Pernambuco, estado em que Bivar jamais deixou de controlar o partido – nisto, incluídas as contas.

Não tem puro na parada. Tem método.