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Micromobilidade desafia gestão das cidades

Micromobilidade desafia gestão das cidades

A forma como nos deslocamos pelas cidades muda constantemente, e talvez nos últimos meses essa transformação tenha ficado ainda mais evidente com a  multiplicação das bicicletas e dos patinetes elétricos compartilhados, que dividem o espaço urbano com pedestres e carros.

Na capital paulista, por exemplo, a disponibilidade desses veículos – fornecidos por diversas startups – está concentrada em regiões com grandes centros comerciais, como Avenida Paulista e Faria Lima.

Algo que deve começar a mudar após o anúncio da empresa Grow de que dois bairros mais distantes do centro como Capão Redondo e Jardim São Luiz vão receber duzentas bicicletas e patinetes.

Um estudo realizado pela consultoria norte-americana Mckinsey revela que 60% dos deslocamentos em todo o mundo são realizados em distâncias menores do que 8 quilômetros. É justamente aí que se faz necessário pensar – e repensar – a micromobilidade, como sugere o diretor-geral da Grow Brasil, Marcelo Loureiro.

 

O líder do Plano Municipal de Segurança Rodoviária Visão Zero da Prefeitura de Lisboa, Pedro Homem de Gouveia, apresentou a experiência portuguesa em um evento em São Paulo, o 1º Summit Grow de Segurança e Convivência na Micromobilidade.  A cidade de Lisboa recentemente transformou 1,6 mil vagas de estacionamento para carros em vagas para patinetes e bicicletas. O que, segundo ele, foi um um enorme desafio para a gestão pública.

Mas há um caminho positivo: Pedro Gouveia ressalta que a população, aos poucos, percebe as vantagens da inclusão da micromobilidade no planejamento urbano. O caminho está na aposta em modelo de gestão pública que olhe para o futuro e não só para o que acontece hoje.

 

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