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Na ONU, Bolsonaro fala sobre 5G e Huawei fica cada vez mais fora do jogo

Reprodução/Twitter
Na ONU, Bolsonaro fala sobre 5G e Huawei fica cada vez mais fora do jogo

Em discurso gravado previamente e transmitido nesta terça-feira durante a cerimônia de abertura da 75ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o 5G, um destaque que reforça a importância do assunto em âmbito global e mostra que o governo federal está atento ao assunto, apesar do enorme atraso no processo de implantação da tecnologia por aqui. Outro aspecto que ficou evidente na fala do presidente é restrição aos equipamento da chinesa Huawei.

“O Brasil está aberto para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e inovação, a exemplo da Indústria 4.0, da inteligência artificial, da nanotecnologia e da tecnologia 5G, com quaisquer parceiros que respeitem nossa soberania e prezem pela liberdade e pela proteção de dados”, afirmou Bolsonaro durante o discurso.

A fala do presidente reforça o que já foi dito por ele anteriormente. “quem vai decidir o 5G sou eu, não é terceiro, ninguém dando palpite por aí, não”, respondeu no início deste mês quando perguntado.

Os últimos meses serviram para mostrar alinhamento cada vez maior entre o governo brasileiro e o governo norte-americano, que é radicalmente contra a China e vem travando uma dura guerra contra as companhias de tecnologia do país asiático. Esse entendimento de ideias ajuda a dimensionar o peso que terá a posição dos americanos na decisão do presidente Bolsonaro sobre o 5G e as empresas autorizadas a participar do leilão das frequências, que ainda está repleto de indefinições.

A Huawei, principal player no mercado de 5G, já perdeu espaço no Reino Unido, grande aliado dos EUA, e está deixando de operar por lá. Outros parceiros comerciais dos norte-americanos estão divididos entre as vantagens competitivas que a tecnologia fornecida pelos chineses traz e os efeitos de contrariar Donald Trump. De todo modo, é preciso ressaltar, a Huawei não é a única fornecedora de equipamentos de transmissão 5G. Há companhias americanas e europeias no jogo, mas é inegável que os chineses estão alguns passos à frente quando o tema é a quinta geração da internet móvel.

O Brasil, independentemente das decisões políticas, precisa apertar o ritmo dessa caminhada e viabilizar a tecnologia 5G por aqui. Há benefícios que serão percebidos de imediato, nas telecomunicações e na indústria. Um estudo recente da Nokia apontou impacto econômico de US$ 1,2 trilhão para o Brasil. Logo, definir o quanto antes as regras do jogo para o estabelecimento do 5G por aqui é urgente.

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