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EUA contra o Google em processo histórico

EUA contra o Google em processo histórico

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa o Google de manter monopólio nos serviços de buscas e de anúncios na Internet. O jornal The New York Times, antecipou que o o processo seria aberto nesta terça-feira. E, sem dúvida, será um divisor de águas para o segmento da indústria de tecnologia que tem modelo de negócios baseado em publicidade, como ocorre com Google, Facebook e outros.

O Google é acusado de manter o monopólio por meio de contratos de exclusividade mantidos com outras companhias e que impedem a concorrência. Os detalhes desse processo foram revelados ao NYT por fontes envolvidas no caso, que citaram, como exemplo, os bilhões de dólares pagos pelo Google à Apple para ser definido como buscador padrão dos iPhones. O Google, claro, de forma enfática e recorrente sempre negou quaisquer ilegalidades.

Não é novidade que a dominação do Google sobre o mercado de buscas ocorre por meio de contratos bilionários estabelecidos, entre outros, com fabricantes de smartphones e desenvolvedoras que colocam o buscador da empresa como serviço prioritário. Mas é recente a mobilização do governo norte-americano contra os diferentes tipos de monopólios estabelecidos pelas tech companies. Não é um movimento exclusivo da administração federal, mas um esforço que vem sendo trabalhado paralelamente em alguns estados americanos.

A magnitude do embate, pelo tamanho das partes envolvidas, vai fazer com que o processo se arraste por alguns anos. Embora não seja possível prever o desfecho, é sabido que as empresas de tecnologia – importante dizer que todas elas, não só o Google – se valem do poder econômico e do alcance global que têm para preservar seus territórios e bloquear os avanços de potenciais concorrentes. Fazem isso inclusive por meio de acordos entre os gigantes, como forma de preservação do status quo.

É parte do jogo que essa queda de braços aconteça. E o que precisa ser investigado – e punido, se confirmado – pelas autoridades é a eventual ilegalidade contida nessas práticas. O que não se pode admitir é uma caça às bruxas que tenha como alvos as big techs. Isso seria ruim em vários aspectos. Vale lembrar que recentemente CEOs do Facebook, Amazon, Apple e também do Google foram convocados para um depoimento ao Congresso dos EUA, justamente sobre práticas de truste.

Um dos efeitos de uma possível confirmação de ilegalidade mais adiante, observando ainda de forma superficial, é claro, seria a mudança completa no modelo de financiamento do Google (e talvez de outras empresas), que hoje é baseado em publicidade e poderia ser convertido em assinatura. Quanto custaria um pacote de assinatura que englobasse todos os serviços da companhia?

 

 

 

 

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