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Esqueça o iPhone: Apple quer assinaturas 

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Esqueça o iPhone: Apple quer assinaturas 

O evento online de lançamento de novos produtos da Apple evidenciou uma mudança que vem acontecendo lentamente, uma manobra importante na estratégia da empresa que, sob o comando de Tim Cook, coleciona resultados incríveis. A Apple não quer ser apenas a empresa dos iPhones, ela quer converter os applemaníacos em assinantes.

Há algum tempo, seguindo tendência global, a empresa anunciou serviços digitais por assinatura, como o Apple Music, o Apple TV Plus e a plataforma de games Apple Arcade. No evento desta semana, mais um serviço por assinatura foi lançado, o Apple Fitness, que como o próprio nome sugere oferece conteúdos para quem quer se exercitar.

Algumas dessas plataformas e o serviço de armazenamento na nuvem, o iCloud, foram reunidos sob o nome Apple One e convertidos em um pacote que pode ser contratado individualmente ou em um plano familiar, para mais de um usuário. O Apple One replica um modelo já conhecido no mercado e que na Amazon, por exemplo, se chama Prime.

Esse pacote de vantagens tem como principal trunfo a capacidade de retenção do usuário nas plataformas da empresa e a recorrência no pagamento. Das músicas aos jogos, você não deixa o mundo Apple. E isso te estimula, enquanto usuário, a buscar pela melhor experiência que pode ser alcançada por meio da assinatura de mais serviços da empresa ou pela compra de dispositivos da marca.

Evidentemente a Apple não vai abandonar o hardware, ou seja, os iPhones, iPads e MacBooks, para viver das plataformas digitais. A empresa está se adaptando aos novos tempos e a uma nova forma de consumo para se manter relevante.

O tempo de vida útil de um smartphone vem subindo, segundo apontam estudos de mercado. Antes a troca acontecia em intervalos de pouco mais de um ano. Agora, na média, esse prazo subiu para quase três anos. É muito tempo para sustentar a dinâmica de lançamentos anuais de novidades (e vamos combinar que nem sempre as novidades empolgam, afinal é difícil surpreender sempre).

O sucesso desse formato de assinatura, em diferentes segmentos, está na premissa de que o consumidor é quem manda. Ele dita as regras e define quando e como consumir um novo produto ou serviço. Logo, as assinaturas se tornaram a melhor forma de as empresas escolherem quanto e quando pagar pelo serviço. De preferência mensalmente e em parcelas pequenas.

A Apple entendeu essa dinâmica ao perceber o fenômeno que é a Apple Store, que gerou receita de U$ 519 bilhões em 2019. E agora trabalha para ganhar tração com os serviços por assinatura. Para isso, a empresa fundada por Steve Jobs conta com uma legião de fãs apaixonados e com uma capacidade única de tornar exclusivas e melhores iniciativas antes vistas no mercado.

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