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Espondilite Anquilosante, você conhece essa doença?

Hoje, dia 7 de maio, é  o Dia Mundial de Conscientização da Espondilite Anquilosante, doença que se caracteriza pela inflamação das grandes articulações da coluna e tem como principal sintoma a dor nas costas. Para chamar a atenção e promover a conscientização da sociedade sobre a doença, a Janssen, empresa farmacêutica da Johnson&Johnson, lança a campanha Combata a Dor: enfrente a Espondilite Anquilosante e conquiste mais movimento, que traz um game como ferramenta de engajamento e educação.

Principais sintomas da doença

É comum os primeiros sintomas serem vistos comoconsequência das atividades do dia a dia ou serem confundidos com outras doenças. Porém, com o tempo, as constantes dores nas costas e a diminuição da mobilidade por conta da fusão óssea chamada de anquilose, acabam gerando grandes impactos na vida dos pacientes. Daí a importância de conhecer a doença. A informação correta leva ao reconhecimento dos primeiros sintomas, permitindodiagnóstico precoce e tratamento adequado, e garantindo mais qualidade de vida ao paciente.

A Espondilite Anquilosante atinge em sua maioria homens jovens, de 20 a 40 anos, mas também pode acometer mulheres da mesma faixa etária. Familiares de pessoas com a doença têm mais chances de serem afetados. Apesar de cada pacienteter a sua própria experiência, os sintomas mais comuns são dores na coluna que por vezes irradiam para as nádegas, pioram com o repouso e melhoram com movimento, podendo inclusive despertar o indivíduo do sono. O quadro geralmente surge lentamente, persiste por mais de 3 meses e pode vir acompanhado de dores e inchaços em articulações como pés e tornozelos, mais intensas ao se levantar pela man. Outros sinais de alerta que também podem ser relacionados àEspondilite Anquilosante são a uveíte (inflamação no olho) da região colorida do olho), a psoríase (inflamação da pele com característica descamativa e avermelhada) e a colite (inflamação do intestino).

“O diagnóstico tardio, a demora para chegar ao especialista e iniciar o tratamento adequado tornam a jornada dessas pessoas ainda mais difícil. Esses fatos reforçam a importância de identificar precocemente a doença, acompanhar esse paciente e colocar à sua disposição tratamentos inovadores que vão ajudá-lo a conquistar mais qualidade de vida”, afirma o reumatologista Cristiano Campanholo, membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Papel do reumatologista

Visto por alguns como “médicos dos idosos”, os reumatologistas são profissionais especialistas em doenças dos ossos e articulações, bem como de doenças inflamatórias e autoimunes em pessoas de todas as idades e estão preparados para entender e reconhecer a ampla gama de sinais e sintomas presentes nessas condições.

Os sintomas da doença geralmente se iniciam em indivíduos ainda jovens e persistem por longos períodos até que sejam reconhecidos os sinais de alerta como cronicidade da dor e ritmo inflamatório (que piora com repouso e melhora com exercícios). O reumatologista poderá avaliar a origem das dores e realizar o diagnóstico e tratamento de doenças imunes como a Espondilite Anquilosante, afirma Campanholo. O detalhamento das informações trazidas pelos pacientes é de grande importância para o raciocínio médico, então uma sugestão é que se faça um diário com os sintomas e fenômenos clínicos associados para ajudar na identificação precoce da doença”, complementa o especialista.

Diagnóstico

O diagnóstico da Espondilite Anquilosante é realizado a partir da identificação de um conjunto de sinais e sintomas com o auxílio de exames de imagem (radiografia e ressonância magnética) e também exames laboratoriais que auxiliam na investigação diagnóstica, como o HLA-B27.

Outros impactos na vida do paciente

A ameaça de perder a independência física e motora recai sobre uma faixa da população que costuma estar no auge da vida produtiva e social. Muito frequentemente esses pacientes apresentam comorbidades em saúde mental, como transtornos de ansiedade e depressão, podendo se isolar por causa da dor. “Esse paciente também acaba deixando de realizar diferentes atividades, seja porque sente dor e consequentemente limitação dos movimentos, seja pelo isolamento social ou pela longa jornada até o diagnóstico”, explica Campanholo. Os pacientes de Espondilite Anquilosante também estão mais expostos a outras doenças concomitantes como fibromialgia, doenças coronarianas, diabetes, osteoporose, entre outras.“Como estamos tratando de uma doença autoimume, outras patologias desencadeadas pelo mesmo mecanismo acabam sendo mais frequentes nestes pacientes”, complementa o especialista.

Tratamento adequado = mais qualidade de vida

Para o alívio e controle total da dor existem tratamentos cada vez mais inovadores que trazem mais qualidade de vida para o paciente. Eles são determinados de acordo com a fase da doença e pode variar desde o uso de anti-inflamatórios e a prática de atividades físicas, já que os sintomas da doença podem melhorar com exercícios, até a terapia imunobiológica, um dos tratamentos mais inovadores disponíveis hoje. Após análise e diagnóstico, o reumatologista será capaz de prescrever o melhor tratamento para o paciente.

Campanha de Conscientização: tecnologia em prol da saúde

A campanha Combata a Dor da Janssen, quer mostrar para a população a importância da identificação dos sintomas, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado de maneira leve e conectando também ao universo do paciente de Espondilite Anquilosante. Para isso, um game educativo foi desenvolvido para ser transmitido em uma intervenção urbana na Avenida Paulista, no coração de São Paulo. No dia 13 de maio, um prédio em local de grande circulação será transformado em uma grande tela gamer. Diretamente do local, um streamer estará acompanhado de um paciente e juntos disputarão um game de desafios com as principais informações sobre a doença e sobre o dia a dia do paciente. Na ocasião, também será disponibilizado um espaço de prestação de serviço com muita interação e informação. Médicos parceiros estarão no local com orientações sobre sintomas suspeitos e reforçando o papel do reumatologista no diagnóstico da doença.