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Entenda porque a Medicina Personalizada faz a diferença na sua vida

Entenda porque a Medicina Personalizada faz a diferença na sua vida

Cada vez mais os tratamentos seguem um caminho personalizado. O que serve para um determinado paciente pode não ser o melhor para outro, ainda que com a mesma doença.  Mas, afinal, o que é a Medicina Personalizada? para onde caminha? Para falar sobre o assunto, entrevistamos Marcelo Oliveira,  Head de Medicina Personalizada da Roche Brasil. 

Confira:

  1. O que é medicina personalizada? Poderia dar exemplos práticos?

MARCELO OLIVEIRA – Quando falamos sobre medicina personalizada, nos referimos ao que será o futuro dos cuidados com a saúde, que já vem sendo realidade atualmente em algumas áreas. Acreditamos que, vistos de perto, cada paciente e cada doença são únicos e apresentam diferenças singulares. A proposta de valor da medicina personalizada sugere que as necessidades específicas de determinada doença ou paciente sejam consideradas para definição da linha de cuidado mais adequada, alcançando resultados clínicos melhores, ao mesmo tempo em que se coleta dados para a geração de insights que viabilizem uma gestão de saúde mais assertiva. Na Roche, entendemos que uma jornada de assistência médica personalizada compreende três etapas:

Iniciamos buscando por maior precisão do diagnóstico e do conhecimento mais avançado sobre como seguir diante daquele determinado perfil de paciente – como, por exemplo, um teste de análise genômica. Os resultados poderão suportar a decisão clínica por uma terapia mais adequada para aquele perfil de paciente, maximizando os benefícios clínicos e evitando desperdícios

Na etapa seguinte, focamos na questão do Real Word Data, buscando formas de tornar essas informações acessíveis aos profissionais que atendem os pacientes na ponta, oferecendo ferramentas efetivas de suporte à decisão clínica. Neste ponto, é importante esclarecer que esses dados não são provenientes apenas de testes genômicos, mas também de outros dispositivos médicos como wearables, softwares, aplicativos, ferramentas de custo-efetividade e de apoio à decisão clínica, entre outros.

 

Já a última etapa é voltada a transformar o conhecimento gerado por meio da coleta e análise de dados em insights decisivos para guiar o desenvolvimento de novas soluções e terapias, a antecipação de cenários e as oportunidades de melhoria no acesso aos tratamentos.

 

Podemos concluir, assim, que a medicina personalizada agrega valor em uma abordagem individual, levando os tratamentos mais adequados aos pacientes, como também em uma abordagem mais holística e coletiva, colaborando para a sustentabilidade do ecossistema de saúde.

 

  1. Quem pode se beneficiar da medicina personalizada hoje?

Hoje a medicina personalizada é bastante aplicada na oncologia, com um futuro promissor e próximo para grandes avanços também em doenças raras e outras patologias desafiadoras, que ainda comprometem severamente a qualidade de vida de um grande número de pessoas no mundo e no Brasil. Entre os avanços que se destacam, podemos citar o Navify – uma colaboração da Roche Diagnóstica, nos permitindo acessar, cada vez mais, dados do mundo real/real world data. O Navify é uma plataforma de software que a Roche Diagnóstica desenvolveu para auxiliar o fluxo de informação para a tomada de decisão para pacientes oncológicos – a plataforma consolida informações do paciente, de maneira holística, para contribuir com a melhor tomada de decisão. É a única plataforma de tumor board implementada no país com alcance nacional. Além dos processos se tornarem mais ágeis e o mapeamento do paciente ser feito de maneira mais holística, a plataforma possui alguns aplicativos que mostram publicações científicas sobre oncologia, cruzando com o caso do paciente em questão. Outro exemplo está no pilar de análise de dados e coleta de insights, no qual podemos destacar os serviços da Foundation Medicine disponíveis no Brasil, como a análise genômica de tumores por biópsia tecidual ou biópsia líquida.

Por fim, outro caso que considero esclarecedor é que, em um de nossos estudos, não foi viável incluir um braço comparador devido à raridade do grupo de pacientes que estávamos estudando – desenvolvemos, então, um braço de controle externo usando dados da Flatiron, uma das empresas da Roche, para comparar os pacientes tratados com a medicação avaliada e com uma coorte do mundo real tratada com o padrão de atendimento. Um grande exemplo de como tornar a pesquisa mais eficiente e oferecer uma melhor opção para os participantes por meio da gestão de dados.

 

  1. O que se espera da medicina personalizada no futuro?

Quando pensamos no presente e no futuro dos cuidados com a saúde, a medicina personalizada é, sem dúvida, um ponto de inflexão. Tornar a medicina personalizada uma realidade para um número cada vez maior de pessoas, inclusive em países de menor renda, como o nosso, sem dúvida é uma tendência para ajudar os sistemas de saúde, que estão progressivamente pressionados pela escassez de recursos financeiros e, mais recentemente, impactados pela pandemia e a crise sanitária advinda dela.

Essa mudança de paradigma em direção à medicina personalizada significa ir além das soluções de curto prazo para alcançar objetivos de longo prazo. Projetar processos de saúde personalizados é, sem dúvida, um desafio devido a uma série de deficiências sistêmicas a serem superadas. Contudo, ao utilizar os dados para apoiar a tomada de decisões e investimentos terapêuticos, a medicina personalizada promove resultados clínicos significativos que melhoram a qualidade de vida e a eficiência, tornando a saúde mais integrada e humana. É nisso que acreditamos e assim que vemos o futuro.

 

  1. Como o Brasil está posicionado em relação à medicina personalizada na comparação com outros países?

A Roche tem se dedicado muito a catalisar iniciativas que ajudem todos os envolvidos a ter esse panorama. Neste sentido, lançamos recentemente a FutureProofing Healthcare LATAM, uma plataforma inédita que oferece uma visão geral e comparativa de dez sistemas de saúde da região: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru e Uruguai. Trata-se de uma iniciativa internacional apoiada pela Roche e projetada por especialistas independentes para guiar as discussões sobre as intervenções necessárias para preparar os sistemas de saúde para o futuro.

O Brasil ficou em primeiro lugar em importantes dos 31 indicadores apresentados, mas tem espaço para evolução em áreas estratégicas na comparação com seus vizinhos.  Ao fazer avaliações e comparações de ordem quantitativa, FutureProofing Healthcare pontua indicadores em que o Brasil ainda está construindo suas bases, ao mesmo tempo em que evidencia outros em que o país está entre os mais avançados. Convidamos todos os interessados a conhecerem a plataforma, que é de acesso gratuito e tem uma navegação intuitiva.

 

  1. Como é o acesso à medicina personalizada hoje no sistema privado e na saúde pública?

Ainda há bastante espaço para a medicina personalizada avançar tanto no sistema privado, onde as soluções inovadoras historicamente chegam antes, quanto na saúde pública. A Roche tem se dedicado intensamente a cocriar soluções com diversos parceiros que ajudem a alavancar a medicina personalizada no ecossistema de saúde brasileiro, gerando valor aos pacientes. Uma das iniciativas que nos fazem acreditar que avanços importantes estão em curso no Sistema Único de Saúde (SUS) é o Programa Genomas Brasil, lançado em 2020 pelo governo federal. Seu principal objetivo é criar um banco de dados nacional com 100 mil genomas completos de brasileiros, nos próximos anos, entre portadores de doenças raras, cardíacas, câncer e infectocontagiosas, como a covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, a escolha das doenças levou em conta justamente a quantidade de casos no país e o alto custo que geram ao SUS. Em uma das frentes, um projeto piloto avalia a viabilidade de implementação de serviço de genômica e saúde de precisão no SUS, além de qualificar os profissionais da rede pública para a medicina personalizada.

 

  1. Por que a Roche optou por atuar em medicina personalizada?

Para a Roche, a medicina personalizada representa uma estratégia primordial para garantir melhores desfechos aos pacientes e uma gestão mais sustentável do ecossistema de saúde. Somos uma empresa 100% focada em inovação e que investe anualmente 20% de seu faturamento em Pesquisa & Desenvolvimento e estamos comprometidos a expandir cada vez mais esta abordagem no Brasil e no mundo.

Atualmente, a medicina personalizada é uma das principais estratégias que posiciona a Roche como líder global em biotecnologia e inovação, pois conecta as áreas de P&D das divisões Farmacêutica e Diagnóstica, criando uma sinergia para entregar soluções médicas por meio de testes e medicamentos extremamente avançados.

A companhia hoje integra uma convergência sem precedentes de conhecimento médico, tecnologia e ciência de dados, que está revolucionando o atendimento ao paciente por meio da medicina personalizada. A Roche é catalisadora de iniciativas para o desenvolvimento da próxima geração de assistência médica, com parceiros no Brasil e em todo o mundo. Juntos, estamos reunindo uma compreensão única da biologia humana, com novas maneiras de analisar dados de saúde. Nossa visão é garantir que a triagem, o diagnóstico, o tratamento e até a prevenção de doenças transformem a vida das pessoas de maneira mais rápida e eficaz, garantindo o tratamento adequado para o paciente certo no momento oportuno – com mais qualidade de vida, acesso e sustentabilidade do sistema de saúde.