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Einstein e Fleury criam novos testes para detectar coronavírus

Divulgação
Einstein e Fleury criam novos testes para detectar coronavírus
Exame do Hospital Albert Einstein

O Brasil tem novos testes para diagnosticar coronavírus, desenvolvidos pelo Hospital Albert Einstein e pelo Grupo Fleury, de medicina diagnóstica.

O Grupo Fleury coloca em rotina teste inédito de diagnóstico da COVID-19 que analisa proteínas do novo coronavírus (SARS-CoV-2) diretamente de amostras clínicas do trato respiratório.  

Também recomendado para pessoas que apresentam nos primeiros três a sete dias os sintomas da COVID-19, o teste é realizado a partir de amostra de raspado (swab) de nasofaringe ou orofaringe – material obtido da mucosa do fundo do nariz ou da garganta com uma haste flexível (cotonete estéril). O exame apresenta sensibilidade próxima ao do RT-PCR que detecta o RNA do vírus, mas o processamento do teste por proteômica é totalmente automatizado, reduzindo os riscos na manipulação das amostras, no tempo de análise e mantendo a confiabilidade dos resultados. O resultado fica pronto em três dias úteis.

O teste diagnóstico que analisa proteínas do vírus se destaca neste momento da pandemia pela maior estabilidade das amostras que podem ser transportadas em temperatura ambiente, ampliando o acesso ao teste a regiões remotas.

Já o Hospital Israelita Albert Einstein criou o primeiro exame genético do mundo para detecção em larga escala do novo coronavírus. O recurso será uma opção viável de testagem em massa. A análise dos resultados é realizada por meio da plataforma de bioinformática Varstation, start-up criada pelo Departamento de Inovação do Einstein.

O teste criado pelo Einstein identifica a presença do vírus, funcionando como instrumento diagnóstico a ser usado desde o primeiro dia de infecção, da mesma forma que o RT-PCR. “A nova tecnologia amplia a capacidade mundial de diagnóstico, início rápido de tratamento e de isolamento dos doentes e contactantes, contribuindo, desta maneira, para o controle da expansão da pandemia”, afirma o médico Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.