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Sistema inédito no Einstein reduz contaminação por Covid-19 em ambiente hospitalar

Sistema inédito no Einstein reduz contaminação por Covid-19 em ambiente hospitalar
Hospital Albert Einstein em SP

O Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, foi a primeira unidade a receber um paciente no Brasil com sintomas de Covid-19, no dia 24 de fevereiro, que acabou se confirmando no dia seguinte após exames. A pandemia causada pelo coronavírus coloca em risco, além de pacientes em ambiente hospitalar, os profissionais de saúde que assistem os infectados.  Diante deste cenário, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e a Enebras, empresa especializada em soluções de ar condicionado para a área da saúde, desenvolveram em tempo recorde um sistema que auxilia a prevenir a propagação do novo coronavírus no ambiente hospitalar.

Os pacientes com Covid-19 precisam ficar em isolamento para evitar a propagação do vírus – transmitido pelo contato físico ou com objetos e superfícies contaminados, além da via respiratória através de gotículas de saliva, espirro, tosse e secreções do nariz.

O sistema inédito foi batizado de Atmus. Como funciona? Ele promove uma pressão negativa, ou seja, por meio de um sistema de exaustão, a pressão do ar dentro de um quarto é controlada para que fique abaixo daquela dos demais ambientes do hospital. O ar contaminado, depois de passar por um filtro de alto desempenho e por lâmpadas germicidas do tipo UVC, é expelido para o ambiente externo já sem os contaminantes.

Segundo o hospital, o ar de maior pressão dos demais ambientes entra no quarto e não deixa o ar do quarto se espalhar para os cômodos adjacentes. Assim, impede-se a saída de ar de uma área de isolamento para as demais, prevenindo-se a contaminação além realizar constante renovação de ar do quarto. Isso reduz a possibilidade de contágio dos profissionais de saúde que mantêm contato com o paciente.

O sistema é portátil, ou seja, pode ser levado para outros ambientes do hospital. A iniciativa ainda tem o apoio da fabricante de aviões Embraer.

Aos interessados na tecnologia

A patente do sistema pertence à Enebras e ao Einstein. Mas, caso alguma empresa queira produzir esta tecnologia poderá licenciá-la a custo zero durante a pandemia da Covid-19, para que todo o sistema de saúde do Brasil se beneficie com a inovação, ampliando capacidade de produção em todas as regiões do país.