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A endometriose e a relação com o que você come

Divulgação/Pixabay

A Campanha Mundial de Conscientização da Endometriose, conhecida como Março Amarelo, tem a intenção de alertar as mulheres para a doença de grande incidência e  uma das principais causas de infertilidade. A endometriose, que atinge cerca de 15% das mulheres em idade reprodutiva, é caracterizada pela presença de células do endométrio fora do útero, em órgãos como ovários, intestino e bexiga.

Por conta dos sintomas principais – cólicas menstruais fortes, dores na relação sexual, dor pélvica, alterações urinárias e intestinais – a endometriose causa incapacidade nas mulheres em suas atividades rotineiras, devido ao constante incômodo, reduzindo a qualidade de vida e a produtividade.  Existem casos em que a endometriose é assintomática, ou seja, não apresenta sintomas.

“A doença se classifica em quatro níveis, mínima, leve, moderada ou severa. O tratamento muitas vezes é a cirurgia”, destaca Rogers Camargo, ginecologista do Núcleo de Endometriose do Hospital e Maternidade Brasil.

Você sabia que o tratamento de endometriose deve ser multidisciplinar? “O acompanhamento com nutricionista, por exemplo, tem grande relevância. Estudos já mostram que alguns alimentos potencializam a inflamação. Por isso, a mulher precisa deste atendimento nutricional como parte do tratamento”, exemplifica Renato Barretto, cirurgião do aparelho digestivo do Núcleo de Endometriose do Hospital e Maternidade Brasil.

“Estudos apontam que a dieta livre do glúten e de um grupo de carboidratos encontrados em uma variedade de frutas, vegetais e grãos pode trazer significante melhora nos sintomas da endometriose e até tornar o tratamento medicamentoso mais eficaz”, afirma o médico e nutrólogo Thiago Giaconi, do Rio de Janeiro.

Ainda segundo  Giaconi, alguns destes alimentos são mal absorvidos e facilmente fermentáveis por bactérias. Suas ações osmóticas e produção de gás causam distensão intestinal induzindo dor e inchaço em pacientes. “A literatura científica mostra que a endometriose é mais comum em mulheres com síndrome do intestino irritável (SCI). Além disso, parece que casos desta síndrome podem ser simplesmente endometriose não diagnosticada, uma vez que essa ginecopatia pode provocar queixas intestinais semelhantes às da SCI. Por isso, o acompanhamento médico e de nutricionista são fundamentais. Nunca tome condutas sem a orientação destes profissionais.”