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Dicas para usar repelentes na hora de prevenir dengue e zika

Dicas para usar repelentes na hora de prevenir dengue e zika

No ano passado, foram 11.600 casos  de dengue registrados no estado de São Paulo, sete mortes, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. As três regiões do Estado com maior número de casos de dengue, no ano passado, foram Araçatuba ( 1.151), Campinas (895) e Araraquara (893).
O apoio da população é fundamental para evitar focos do mosquito transmissor da dengue, uma vez que cerca de 80% dos criadouros estão em residências. Não deixe água parada em vasos de plantas, garrafas pet.

O uso de repelentes de pele é um aliado importante para evitar dengue, zika e chicugunya e outras doenças graves. Mas, eles não são todos iguais. Saber escolher o repelente adequado e utilizá-lo corretamente é o que determina estar ou não protegido. Para ajudar nesse assunto, Fernanda Checcinato, engenheira química pela Universidade Federal de Santa Catarina, lista dicas importantes. E a dermatologista Denise Chambarelli também traz importantes informações para ajudar na hora da prevenção.

Fique atento ao princípio ativo

Todos os repelentes de mosquitos da espécie Aedes aegypti que possuem registro na Anvisa têm eficácia comprovada. No entanto, esses produtos são compostos por três substâncias diferentes: DEET, Icaridina e IR3535. Cada uma delas apresenta características específicas que vão determinar se podem ou não ser usadas por gestantes e idosos, por exemplo.

Existem hoje cerca de três substâncias presentes nos repelentes comercializados no Brasil. “A Icaridina a 25% é o mais potente, pois apresenta duração de até 10 horas após a aplicação e pode ser usada em crianças após os 2 anos de idade”, afirma a médica.

Tempo de proteção

Cada uma dessas substâncias tem um período de proteção, que pode ser reduzido em caso de suor ou contato da pele com a água. Portanto, é importante observar no rótulo da embalagem qual é o princípio ativo e a frequência de aplicação indicada pelo fabricante. Os que são a base de DEET protegem de 2 a 8 horas; Icaridina, de 5 a 10 horas; e os que utilizam o IR3535, de 4 a 8 horas, podendo chegar a 9 horas.

Toxicidade

Entre os repelentes os que são à base do IR3535 apresentam menor toxicidade, seguido pela citronela, Icaridina e DEET.

Crianças, idosos e portadores de necessidades especiais

Sempre é importante conversar com um médico antes de utilizar repelentes em crianças (especialmente entre seis meses e dois anos), idosos, gestantes e portadores de necessidades especiais. Bebês com até dois anos e grávidas não devem usar repelentes à base de DEET. Os produtos com Icaridina são indicados para gestantes; e os repelentes à base de IR3535 são indicados para gestantes e crianças de seis meses a dois anos.

Aplicação

Fernanda lembra que a maneira de passar o repelente é determinante para garantir sua eficácia. É preciso que o produto esteja bem espalhado para que toda a pele esteja protegida, cuidado a ser tomado principalmente quando se usa sprays. Além disso, é importante dar atenção a algumas partes do corpo como nádegas, pés tornozelos, cotovelos e parte interna das coxas, que costumam ser esquecidas.

A dermatologista completa e reforça que o produto deve ser aplicado em todas as áreas expostas do corpo,inclusive na face, respeitando o intervalo sugerido para o fabricante que varia de 1 até 3 vezes ao dia e uma quantidade adequada para recobrir a pele.

“É importante consulta com dermatologista para indicação de tipo mais indicado para cada paciente e também para orientar quanto ao uso do produto ( deve-se evitar mucosas e feridas, pois há maior absorção nessas regiões  e risco de toxicidade). 
Em caso de produtos em spray é indicado borrifar nas mãos e aplicar em face e em seguida higienizar as mãos”, explica a dermatologista Denise Chambarelli.