Durante todo o século 20 e boa parte deste começo de 21, a ideia de ser feliz no local de trabalho soava papo de líder hippie, utopia dos nascidos pós-1983, da geração millennium, muitas vezes vista como mimada, indisciplinada, com tendência a nascer CEO. Trabalho era para imensa maioria das pessoas apenas um meio de ganhar dinheiro – com sorte, o suficiente para ser feliz longe dali, depois de se aposentar. Corte no tempo, choque de novo normal e chegamos a 2020, o ano em que tudo mudou. 

O ano 1 da pandemia grifou com caneta marca texto laranja neon o que era latente, mas quase nunca debatido a sério, como estratégia dentro das corporações: 1) Empresas são feitas por pessoas; 2) Pessoas felizes trabalham melhor; 3) Negócios com funcionários felizes são mais bem quistos pelos consumidores (que consequentemente serão melhor atendidos) e mais desejados pelos melhores profissionais do mercado. Um ciclo onde todo mundo ganha. 

“Se alguns anos atrás, os colaboradores não tinham muito poder de fala, hoje são os candidatos que escolhem as empresas”, disse Suzie Clavery, Employer Branding & Employee Experience Senior Manager na United Health Group, durante o SAP NOW Brasil 2021, deixando claro que bons salários são default, não mais diferencial competitivo, o que faz do Human Experience Management o Santo Graal do momento“Gestão de talentos é algo muito importante, porque quanto mais as empresas crescem e precisam se adaptar, mais elas precisam dos talentos certos; e a gente só consegue isso proporcionando a eles experiências positivas”, resumiu a especialista. 

Pesquisas corroboram a fala: segundo estudo da Forrester Consulting realizado neste ano com 1.800 profissionais de RH, a experiência do colaborador será um dos aspectos mais importantes das estratégias de RH para 80% das organizações nos próximos dois anosEntre as principais descobertas, a consultoria cravou que uma boa jornada da experiência do colaborador pode ser traduzida em profissionais mais ágeis, mais produtivos e com maiores chances de permanecer no trabalho, diminuindo o turnover e aumentando a reputação da empresa. O principal: garantir que eles se sintam bem atrai e retém talentos, que, como bem definiu o guru da gestão Ram Charan no livro “Talent Wins”, “é o ativo mais valioso e confiável de uma empresa nos momentos mais conturbados”. 

Além da pesquisa de clima

Human Experience Management (HEX), portanto, é a habilidade de gerir esse caminho durante a jornada de trabalho e garantir seu sucesso, bem além das velhas e conhecidas pesquisas de clima uma vez por ano. Tem começo e meio, mas não tem fim, precisa ser medida e atualizada pela tecnologia o tempo inteiro. “Ao analisarmos os dados do uso de um app de saúde e bem-estar, podemos perceber que o bem-estar não apenas impulsiona a eficácia e o engajamento dos colaboradores, como também tem benefício financeiro significativo na redução no absentismo e na retenção dos melhores talentos”, exemplifica Fernanda Phrofeta, Head of HXM Solution Advisory na SAP.

 

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