Pular para o conteúdo

Marianão! Atlético Mineiro 2 x 1 Flamengo

Marianão! Atlético Mineiro 2 x 1 Flamengo

Mariano jogou muito bem pelo Galo na vitória contra o Flamengo, no domingo, no Mineirão, pelo BR-22. Mariano jogou ainda melhor contra o Flamengo nos 2 a 1,  na  partira de ida da Copa do Brasil. Quando logo depois do apito final ele soube da morte da mãe. E ele foi guerreiro como ela lutando nos últimos tempos.

Logo aos seis minutos, o lateral mineiro deu um passe de curva maravilhoso para Hulk ganhar na corrida do desatento Pablo e tocar por cobertura na saída destrambelhada de Diego Alves – mas compreensível adiantada do goleiro rubro-negro: a zaga do Flamengo joga mais alto, o goleiro precisa estar um pouquinho mais à frente e condicionado a sair da meta. Mas precisaria de fato ter saído um instante antes. Como Pablo poderia ter se antecipado a Hulk. A marcação rubro-negra deveria ter mordido desde o começo.

Como se fazia brilhantemente em 2019 e início de 2020.

Mas ninguém mais marca lá na frente como jogava muito e não deixava jogar nada aquele Flamengo. Como não se reconhece mais aquele Flamengo em grandes e pequenos jogos. Ainda mais contra um Galo que vai se recuperando.  Muito baseado na incrível força do crível  Hulk. Mais do que nas estratégias do Turco.

O golaço atleticano de cara recondicionou o clássico. Fez com que o supercampeão nacional desse campo e bola ao Flamengo. Estratégia que Dorival Júnior havia também  concebido ao colocar Everton Ribeiro e Arrascaeta mais próximos de Gabi, e o meio-campo mais pegador com Arão, João Gomes e Andreas Pereira. O Flamengo ficou mais com a bola. Criou mais chances do que no domingo — até porque seria difícil criar menos. Mas, como na partida pelo Brasileirão, não foram todos tantas oportunidades de lado a lado. E, quando elas aconteceram, o Galo teve outro show de oportunismo e E eficiência. Na segunda oportunidade mais aguda, bola de Hulk na cabeça de Ademir e gol do Galo, aos 9.

Dorival resolveu não administrar a vantagem contra. Jogou a equipe mais à frente, e com as caras novas que entraram, diminuiu o placar, num cruzamento de Rodinei para Lázaro, aos 34.

A derrota acabou sendo muito melhor do que a encomenda pela atuação e fase do Flamengo, e pela pressão natural de enfrentar o Mineirão lotado com Galo tão qualificado.

Mas segue a impressão de que o Flamengo tem ajudado os seus rivais diretos em momentos instáveis. Foi assim contra o Fortaleza, Red Bull Bragantino, e nos dois jogos em Belo Horizonte contra o Galo. Fato mesmo é que o Flamengo não tem mesmo se ajudado. Se Dorival Júnior provavelmente conduziu e controlou o vestiário, de lá pra fora, as coisas continuam ruins como já estavam com Paulo Sousa. As diferenças são os nomes. Os históricos. O senadores que não conseguem mais ditar os rumos da nação, dos próprios jogos e das partidas dos adversários.

O treinador do Flamengo parece refém de um grupo vencedor, histórico, dono de belíssimas páginas na antologia do futebol sul-americano. Mas que, agora, não entra mais em campo. E o resultado óbvio e esperado são partidas ruins, com maus resultados, e desempenho abaixo da média, da crítica, e do que ainda imaginava-se que esse time pudesse jogar. E não consegue.

Não parece ser apenas a questão física. Vai além. E o resultado é que o tímido time do Flamengo está muito aquém do que pode e do que deve.

O Galo não tem nada com isso. Ganhou mais uma. Deu mais tranquilidade a Turco. Mas o golzão de Lázaro ainda pode ressuscitar na volta o Flamengo.

O confronto segue aberto.

Só que com a disposição do Galo, e a indisposição que está dando ver esse Flamengo, parece que a superação de Mariano vai contagiar um time que está melhor. Porque parece ter mais apetite.  Mais vontade. E acaba mesmo tendo mais futebol.