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Clássico – Flamengo 3 x 1 São Paulo

Clássico – Flamengo 3 x 1 São Paulo

Futebol é maravilhoso. Como um clássico num domingo de sol no Maracanã lotado. Como tem sido há mais de 40 anos praticamente todos os duelos entre Flamengo e São Paulo. Jogos de muitos gols e muito futebol. independente da qualidade técnica e tática das equipes.

Não foi diferente pela segunda rodada do Brasileiro. O São Paulo que era líder na primeira rodada depois de uma ótima vitória por 4 a 0 diante do Athletico, contra o Flamengo que escapou da derrota em Goiânia contra o Atlético. No Rio, o dono da casa foi dono da primeira etapa. Quando fez um gol bonito com Gabi em mais uma bola retomada na frente, com Arrascaeta servindo Lázaro, e este achando Gabi. Como Rafinha encontraria em belo passe o goleador Calleri para empatar no fim do primeiro tempo rubro-negro.

Na segunda etapa, o Flamengo teve sérias dificuldades pelo bom trabalho de Rogério Ceni, ainda mais com Sara equilibrando o meio como não conseguia Pablo Maia. Paulo Sousa havia sido feliz no 3-4-2-1 do time dele. Arão, David Luiz e Filipe Luís constroem bem o jogo. Thiago Maia e João Gomes sustentam o meio. Com liberdade para rodar, Everton Ribeiro, Arrasta e Gabi criam muito bem.

Mas o treinador português resolveu mexer. Nada contra. O São Paulo estava bem melhor do pouco que criara no primeiro tempo. Mas era o caso de sacar Lázaro (outra vez ótima alternativa pelo lado esquerdo rubro-negro), com a proteção de Filipe Luís? Talvez fosse o melhor jogador do Flamengo depois de um ótimo primeiro tempo, em uma segunda etapa mais marcada e menos intensa. Se já não  dava para entender a saída de Lázaro, menos ainda parecia compreensível a entrada de Marinho que vinha seguidamente jogando mal pela equipe rubro-negra.

O que não dizer então do outro lado, na ala-direita. Se Rodinei segue em jornadas de Rudinei, e não marcou Calleri no gol, Isla nunca foi no Flamengo uma alternativa confiável ao próprio Rafinha (que vinha bem mais uma vez pela lateral direita tricolor).

A FlaTT já carregava nas tintas e tweets contra a mexida quando João Gomes mais uma vez fez boa jogada e lindo para baixar o santo e o pacote Leandro de upgrade do lateral chileno. Em lindo lance desempatou.

Na sequência, Nestor quase empatou de fora da área.

Mas, pouco mais dê quatro minutos depois do gol, Marinho enfim fez uma daquelas jogadas que muito bem fazia pelo Santos, e até então nada fizera pelo Flamengo. Quando ele mais chutou do que cruzou, Arrascaeta abaixou e usou a cabeça privilegiada para vencer Jandrei.

O mesmo craque uruguaio que pouco antes havia mandado uma bola por fora da barreira na trave do goleiro são-paulino.

Outro gol de rara felicidade do Flamengo e de raríssima felicidade de Paulo Sousa. Que segue sem dar consistência a um time que acerta o pé mais pelas qualidades individuais do que pelos tantos experimentos do treinador português.