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Caldera de Itaquera – Corinthians 1 x 0 Deportivo Cali

Caldera de Itaquera – Corinthians 1 x 0 Deportivo Cali

O Corinthians foi muito bem no primeiro tempo contra o Botafogo, no Rio. E fez o que era necessário em casa na segunda partida do grupo complicado na Libertadores. Difícil pela qualidade dos rivais. E pela busca de qualidade do Timão.

A pavorosa atuação na estreia na altitude  contra o Always Ready, na Bolívia, somada à derrota do Boca Juniors remendado em Cali, contra o Deportivo, fizeram com que o Corinthians, na Neo Química Arena, já na segunda rodada, disputasse o seu primeiro mata-mata  na Libertadores.

E foi esse o espírito do jogo em todo o primeiro tempo. O Deportivo Cali chegando na bola parada, e só não abrindo o placar com menos de 20 minutos pela grande defesa de Cássio. E o Corinthians tentando responder o apoio da sua torcida com um time mais fluido, mais solto, e mais equilibrado.

O lado direito com Fagner, Paulinho e Mantuan fluiu  bem. William quase fez um belo gol de falta. Jô marcou um gol, mas estava em posição de impedimento. E o Cali sabe o que fazer com a bola. E também sabe o que não deixar o adversário fazer com a cera típica de Libertadores.

O primeiro tempo acabou sendo travado e com poucas chances Mas com a equipe já com mais ideias e fluidez.

Na segunda etapa, com menos de 10 minutos, o Corinthians teve duas boas

chegadas, bola na trave de Mantuan, e uma equipe mais ofensiva.

Toda a falta de ar, de ação, de entrega e de concentração de La Paz se viu muito mais em Itaquera. Até os carrinhos tão exigidos se viram sem estar um bando desgovernado. O Corinthians marcou mais, com mais intensidade e organização. Os veteranos mostraram parte do que fizeram na gloriosa história corintiana. E a torcida teve a paciência que vem faltando em alguns meses independente do comando técnico.

Aos 15, VP mexeu no time pela primeira vez. Lucas Pito  foi  mais ofensividade  que Fábio Santos na lateral esquerdo, e Du Queiroz foi marcar mais do que Maycon, liberando um pouquinho mais Paulinho à direita, e Renato Augusto pela esquerda.

O jogo não estava fácil. Mas Caldera resolveu acender Itaquera. Numa bomba de longe de Fagner, o goleiro colombiano se atrapalhou com a bola.  e, no rebote, de modo bizarro, o zagueiro Caldera tocou de cabeça pra recuar a bola pro goleiro e acabou encobrindo o De Amores, e fez 1 a 0 pro Timão, aos 22.

Vítor Pereira então refrescou o time com Róger Guedes no lugar de Jô, no comando de ataque, e Giulaino pra fazer a de Paulinho, no 433 de VP.

Com a confiança restabelecida com o gol, o Corinthians passou a jogar melhor, mais solto, e até mais bonito. Mas ainda com deficiência defensiva. E com dificuldade física para manter o ritmo, o Deportivo conseguiu mandar  uma bola na trave de Cássio. E poderia ter feito mais estrago até o final do jogo, quando Caldera perdeu gol feito que a Lei da Compensação do Gol Contra caiu por decurso de prazo.

Mais uma vez, o Corinthians passou a ideia de um time de muita qualidade técnica e experiência, mas, por tabela, com o condicionamento físico debilitado por conta disso. Nem a mescla entre juventude e qualidade com rodagem com mais qualidade ainda, deu o blend necessário pro time.

O necessário foi conquistado. Ainda falta mais.