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Os maiores Derbys para os torcedores

Os maiores Derbys para os torcedores

Meu maior Derby para um palmeirense como Mauro Beting : decisão do SP-93, 4 a 0 Palmeiras (3 x 0 no tempo normal, 1 x 0 na prorrogação, em 12 de janeiro de 1993, “O Dia da Paixão Palmeirense”). Também o meu primeiro documentário, codirigido com Jaime Queiroz). Também o jogo da minha vida.

Meu maior Derby para um corintiano como Celso Unzelte: Corinthians de Sócrates e Palhinha 3, Palmeiras do “Ciclone” de Don Ernesto Filpo Núñes 0, jogo único das quartas de final do primeiro turno do Paulista de 78, em 12 de novembro daquele ano. Aos 10 anos de idade, o meu primeiro Derby no Morumbi. Jamais me esquecerei de um torcedor do meu lado gritando para o Vaguinho, na hora em que o Pedrinho trombou com o Gilmar e a bola sobrou pra ele marcar o terceiro: “Faz com a bunda! Faz com a bunda!” Nem de um torcedor enorme, gritando enquanto batia um bumbo: “Três a zero, três a zero, três a zero! O Biro-Biro acabou com o lero-lero!”

A maior atuação palmeirense para um alviverde: como eu não tinha nascido nos 8 x 0 para o Palestra no jogo que valeu tanto para a campanha do bi paulista em 1933 quanto para o primeiro Rio-São Paulo, também fico com os 4 a 0 de 1993. Arbitragem ruim para os dois lados. E pior por ter anulado no final o quinto gol legal de Edmundo.

A maior atuação corintiana para um alvinegro: como eu não tinha nascido na noite em que o Luizinho sentou na bola na frente do Luiz Villa e o Corinthians ganhou a Taça São Paulo em definitivo fazendo 5 a 1, em agosto de 1952, vou ficar com outro 5 a 1, 30 anos depois, em agosto de 82. Era o primeiro Derby do garoto Casagrande, que marcou três gols em três minutos, aos 37, 38 e 40 do segundo tempo, transformando um apertado 2 a 1 em goleada. Na hora do quinto gol, eu ajoelhei, levantei as mãos pro céu e agradeci: “Chega! Não quero mais nada na vida! Estou satisfeito!” No dia seguinte, o primeiro da volta às aulas na oitava série, após as férias do meio do ano, dei bom dia mostrando os cinco dedos da mão espalmada. Principalmente para os meus melhores amigos, que sempre foram palmeirenses.

O gol que mais celebrei em Derby para um palmeirense: em 1993 eu já comentava na Rádio Gazeta. Poderia ter sido o de Zinho, o primeiro dos 4 a 0. Ou de Evair, o quarto, de pênalti, que é o fio condutor do meu primeiro documentário. Mas fico com o gol que de fato não consegui celebrar por falta de ar: semifinal do SP-86, Mirandinha, aos 42 do segundo tempo. Acabou 1 a 0 no tempo normal. Mais 2 a 0 na prorrogação. Parecia impossível. Parece o Palmeiras em Derby.

O gol que eu mais celebrei em Derby para um corintiano: é recente, o da vitória por 1 a 0 na fase de grupos do Paulista de 2017. Porque estava com o meu filho. O Corinthians jogava desde o primeiro tempo com um homem a menos, pois o Gabriel havia sido expulso por um erro de identificação do árbitro Thiago Duarte Peixoto – tudo bem, ele já tinha amarelo, mas quem fez aquela falta foi o Maycon! Nos últimos minutos, eu não tirava os olhos da TV, tenso, já rezando pra acabar 0 a 0, quando o meu filho olha pra mim e diz: “Me dá a mão, pai! Vamos fazer uma corrente pro Timão ganhar!” Ganhar???? Bom é por isso que eu fico com a pureza da resposta das crianças, como dizia o Gonzaguinha: naquele momento, o Jô, que tinha acabado de entrar no lugar do Kazim, faz o gol da vitória. Naquela noite, lá em casa, ninguém dormiu.

A derrota mais dolorida para um palmeirense: 1 x 0 Corinthians, jogo de volta da semifinal do SP-79. Vicente Matheus, cartola alvinegro, melara a fase anterior e o Paulistão foi adiado para ser decidido em fevereiro de 1980. Sem o craque Jorginho em Toulon, sem o mesmo ritmo do timaço que levou Telê à Seleção, Biro-Biro fez de canela o gol que eliminou o time que tinha vencido os três turnos do SP-79. E nem pra final foi… Foi o gol contrário que mais chorei.

A derrota mais dolorida para um corintiano: uma dupla derrota, duplamente dolorida. 3 a 2 no tempo normal, 5 a 4 nos pênaltis, perdendo a chance de ir pra final da Libertadores de 2000 com o maior ídolo da vez, Marcelinho, perdendo pênalti e consagrando o maior ídolo da vez do rival, o goleiro Marcos. Não só para mim, mas também na opinião insuspeita do meu pai, Dario, hoje com quase 91 anos de vida e 85 de corintianismo. Pior: tendo muito mais time que o adversário e depois de ter chegado a fazer 3 a 1 com sobras no primeiro jogo, que acabou com uma vitória apertada por 4 a 3. Profissionalmente também foi péssimo: estava fechando a primeira edição do “Almanaque do Timão”. Se desse Corinthians, eu ganharia mais um tempo na gráfica, pra incluir no livro as finais contra o Boca. Se desse Palmeiras, eu teria que colocar o ponto final ali mesmo, com a derrota para o rival. Foi o que aconteceu.

A vitória mais injusta palmeirense para o vencedor. SP-81, torneio seletivo. 1 x 0 Palmeiras, gol de Freitas. Mas era para ser 10 x 1 Corinthians, não fosse a atuação portentosa de Gilmar catando tudo e mais um pouco. O único que merecia vencer naquela noite no Pacaembu o Timão de Sócrates.

A vitória mais injusta corintiana para o vencedor: 1 a 0, primeiro jogo das semifinais do Paulista de 86, gol do Cristóvão já aos 41 minutos do segundo tempo (no qual palmeirenses mais fanáticos ainda viram impedimento do lateral corintiano Édson na origem do lance). Naquele dia, deu a louca no árbitro Ulysses Tavares da Silva Filho. Ele anulou um gol de cabeça marcado pelo zagueiro palmeirense Vágner Bacharel por enxergar uma mão no peito do defensor corintiano que poucos juízes no mundo marcam. Marcou escanteio em um lance em que o zagueiro corintiano Edivaldo, já dentro do gol, tirou a bola com a mão no chute de Mirandinha, que já havia driblado o goleiro Carlos. Expulsou Edu Manga, o craque do Palmeiras, além dos reservas Zetti, Amarildo e o diretor de futebol Nicola Raccioppi. Naquele dia, eu estava excepcionalmetne nas numeradas, por não ter conseguido ingresso na arquibancada, sentado ao lado de um senhor cujo time que torcia eu não fazia a mínima ideia. Até ele se levantar e ir embora no meio do jogo, dizendo: “Com esse juiz, hoje, nem Cristo ganha!” Mas como era contra o Palmeiras, pouco depois eu também fui pra casa. Feliz da vida.

A derrota mais injusta para um palmeirense: também a que teve a pior arbitragem contra o Palmeiras. Primeiro jogo da semifinal do SP-86. Um gol mal anulado de Vagner Bacharel. Expulsão injusta de Edu Manga. Pênalti absurdamente não marcado de braço na bola sobre a linha fatal de Edvaldo. Discutível impedimento no gol de Cristóvão. 1 x 0 Corinthians. Na volta, 3 x 0 Palmeiras. Com a torcida palmeirense gritando “justiça” entre o tempo normal e o extra. Depois de a diretoria pagar bicho por vitória na derrota inicial mais para a arbitragem de Ulisses Tavares da Silva do que para o rival.

A derrota mais injusta para um corintiano: nem foi derrota, porque naquela noite o Corinthians ganhou por 2 a 0. Mas como tinha perdido a primeira, também por 2 a 0, teve que ir para os pênaltis e aí deu Palmeiras na semifinal da Libertadores de 99, que o rival, inclusive, ganhou pela primeira vez. Injusta porque no primeiro jogo o Marcos só não fez chover. Foi uma das maiores atuações de um goleiro que eu já vi na vida ao lado daquela do Zetti, pelo São Paulo, contra o Palmeiras, no mata-mata de 1994. Injusta porque sempre acontecia uma desgraça com alguém do Corinthians em jogo decisivo de Libertadores, e daquela vez foi o Amaral (ex-Palmeiras), que errou um tempo de bola no lance de um dos gols palmeirenses. Injusta porque no segundo jogo o Corinthians merecia fazer o terceiro e se classificar. Injusta porque quem perdeu os pênaltis foram dois jogadores muito identificados com a Fiel – Dinei e Vampeta, que justamente por terem posado antes para uma revista gay deram involuntariamente àquele episódio o apelido rodriguiano de “Toda Nudez será castigada”. Pelo espírito daquele time, a derrota de 1999 foi mais injusta que a de 2000, quando nos 3 a 1 que viraram 4 a 3 do primeiro jogo muita gente começou a dar toquinho de calcanhar em vez de tentar aumentar a diferença.

O mais belo gol palmeirense para um alviverde: Jorge Mendonça, o segundo gol do 2 x 1 que foi o jogo das faixas do SP-76. Na prática, o primeiro jogo da fila até 12 de junho de 1993. Drible da vaca no goleiro Sérgio depois de ultrapassar o zagueiro Ademir, e ainda entrar  com bola e tudo dentro da rede corintiana, no Morumbi. O que eu mais chorei no estádio pela beleza em um Derby. Eu tinha 9 anos.

O mais belo gol corintiano para um alvinegro: menos pela beleza, mais pela importância. Ronaldo, de cabeça, em sua volta ao futebol, empatando um Derby quase perdido em Presidente Prudente, já aos 48 do segundo, derrubando o alambrado na comemoração e garantindo, mais adiante, a invencibilidade na campanha do título paulista de 2009. Acho que esse é o gol do Corinthians que foi mais visto em todo planeta, tanto que pouca gente lembra que o Timão NÃO ganhou aquele Derby (no Brasil, não: por aqui, o gol mais visto e repetido é mesmo o do Basílio).

O lance mais futebol do Derby na opinião de um palmeirense: Edmundo chamando os corintianos depois de um drible e recebendo o carinho de 4 deles, antes de ser sacado de campo por Luxemburgo. Finalzinho de Palmeiras 1 x 1 Corinthians, decisão do BR-94.

O lance mais futebol do Derby na opinião de um corintiano: Luizinho (dizem…) sentando na bola diante do argentino Luiz Villa na goleada por 5 a 1 que decidiu a posse definitiva da Taça Cidade de São Paulo para o Corinthians, em 1952. Não há registros visuais nem escritos da jogada, apenas um comentário do jornal Mundo Esportivo que dá pistas do que teria acontecido: “Tínhamos visto anteriormente outros duelos entre ele [Luizinho] e Villa […] No entanto, desta feita, Luizinho foi o vencedor legítimo e indiscutível, esmagadoramente superior, que, amarrando um cordão no pescoço de Villa, andou brincando, puxando-o de lá para cá, como qualquer criança faz com um brinquedo ou como fazem os artistas mais talentosos da arte das marionetes”.

O lance inesquecível do Derby para um palmeirense: Ronaldo fazendo 1 x 0 na final do SP-74. Inspiração para a canção “zum, zum, zum, é o 21”. A primeira das derrotas que o rival só conseguirá devolver se um dia o Palmeiras estiver 20 anos sem título e o Corinthians o deixar mais um ano de jejum. Como o Corinthians só devolve 1993 se encerrar 16 anos sem títulos sobre o maior rival.

O lance inesquecível do Derby para um corintiano: o gol de Elivélton, em Ribeirão Preto, que libertou o Corinthians do jugo mercantilista da era Parmalat, na decisão do Paulsita de 95. Até ali, haviam sido três derrotas seguidas em finais, no Paulista e no Rio-São Paulo de 1993 e no Brasileiro de 1994. O Corinthians,, também jamais havia saído de campo campeão contra o Palmeiras com uma vitória, que só veio na prorrogação, por 2 a 1, após empate no tempo normal. O que deu ainda mais sabor à festa, embora o empate também bastasse. Pra completar, àquela altura, os dois estavam empatados na condição de maiores campeões do Paulista, com 20 títulos cada um. O Corinthians chegou ao 21º, confirmando que é mesmo o Campeão dos Campeões.

A derrota mais inesperada para um palmeirense: perda do título do Paulistão de 2018 no Allianz Parque, nos pênaltis, depois da polêmica do pênalti em Dudu desmarcado depois de 8 minutos.  Depois da vitória na ida em Itaquera por 1 a 0, gol de Borja.

A derrota mais inesperada para um corintiano: talvez a de 1974, na final do Paulista, da qual só me lembro posteriormente, de um adesivo com o escudo do Corinthians, colocado no vidro da minha classe de aula, que dizia: “Campeão ou não, és minha paixão!” Talvez não pela diferença entre os dois times, pois o Palmeiras tinha sido bicampeão brasileiro em 1972-73, e o Corinthians buscava um título depois de 20 anos, tendo a chance de lutar diretamente por ele em um jogo de tudo ou nada, no Paulista, depois de 17. Mas pelo clima que envolveu a cidade, com cerca de 100 mil corintianos entre as 120 mil pessoas que estavam no Morumbi. Também pelo que foi o jogo, morno, igual, decidido em um lance isolado. Naquele dia o Corinthians tinha que ter sido campeão, mas não foi.

A vitória mais inesperada para um palmeirense: semifinal do SP-15, virada nos pênaltis em Itaquera, quando Fernando Prass defendeu o chute de Petros, depois do 2 x 2 no tempo normal. O Corinthians tinha melhor campanha. O Palmeiras iniciava o processo de reconstrução da equipe. Parei dentro da piscina com toda a minha família no frio da tarde paulistana na celebração.

A vitória mais inesperada para um corintiano: o 1 a 0 que deu o bicampeonato paulista nos pênaltis em pleno Allianz, em 2018. Naquele dia, depois de ter perdido a primeira em casa, por 1 a 0, e pelas características dos dois times, o Corinthians só teria uma chance: fazer 1 a 0 logo de cara, enervar o Palmeiras e levar a decisão para os pênaltis. Foi tudo o que aconteceu, incluindo a polêmica do pênalti inexistente para o Palmeiras que o árbitro primeiro marcou e depois voltou atrás, dizem que por influência externa. Maravilhoso!

A comemoração mais raivosa para um palmeirense: Marcos defendendo o pênalti de Marcelinho Carioca, nas semifinais da Libertadores-2000: tanto quanto o bicampeonato do torneio, essencial era não deixar o rival ganhar o título.

A comemoração mais raivosa para um corintiano: mais do que raivosa, eu diria marcante. A do Viola, imitando um porco depois de fazer o gol da vitória por 1 a 0 no primeiro jogo da final do Paulista de 1993. A mais marcante, talvez, de TODA a história do Derby, até mesmo para os palmeirenses.

A torcida mais inusitada em um Derby para o palmeirense: celebrar o gol de honra do Corinthians em agosto de 1986, quando o Palmeiras vencia por 5 a 0. Eu queria que o time devolvesse exatamente o 5 a 1 sofrido em 1982, também no último domingo das férias de julho. Deu certo.

A torcida mais inusitada em um Derby para o corintiano: nem foi diretamente no Derby. Mas em 1988, para ir à final do Paulista, o Corinthians precisava ganhar do Santos, no Pacaembu, torcendo para que, no mesmo dia e horário, o São Paulo, que também brigava pela classificação, não ganhasse do já eliminado Palmeiras, no Morumbi (outros tempos, algo absolutamente impensável em termos de segurança da cidade nos dias de hoje). Durante a semana, Vicente Matheus insinuou que o Palmeiras ia entregar, Biro-Biro também. Deu certo: enquanto o Timão fez o serviço pra cima do Peixe (2 a 0), o Palmeiras, que se empatasse com o São Paulo já ajudaria o Corinthians, ainda ganhou do Tricolor de 1 a 0, gol do volante Gérson Caçapava, ex-jogador de futebol de salão do próprio Timão. Naquele dia, a Fiel saiu do Pacaembu gritando “E dá-lhe Porco, e dá-lhe Porco, olê, olê, olê”. Em sua capa, a revista Placar estampou: “Porcorinthians”.

Seleção do Palmeiras para Mauro Beting  (levando em conta apenas os Derbys desde que ele nasceu, em 1966): Marcos; Arce, Luís Pereira, Antonio Carlos e Roberto Carlos; Dudu, Evair  e Ademir da Guia; Edmundo, César e Rivaldo. Wanderley Luxemburgo.

Seleção do Palmeiras (levando em conta apenas os Derbys que Celso Unzelte viu, desde 1978): Marcos (melhor, até, que o Gilmar…): Arce, Antonio Carlos, Vágner Bacharel e Júnior; César Sampaio e Ademir da Guia; Edmundo, Jorge Mendonça, Evair e Rivaldo. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Seleção do Corinthians  (levando em conta apenas os Derbys desde que Mauro Beting nasceu, em 1966): Cássio, Zé Maria, Gamarra, Amaral e Wladimir; Ralf, Sócrates, Marcelinho Carioca e Rivellino; Romarinho e Danilo. Tite

Seleção do Corinthians (levando em conta apenas os Derbys que Celso Unzelte viu, desde 1978): Cássio, Fagner, Marcelo, Amaral e Wladimir; Rincón, Sócrates, Marcelinho Carioca e Danilo; Casagrande e Romarinho. Técnico: Tite

Seleção do Derby para Mauro Beting (levando em conta o que jogaram especificamente no clássico): Marcos; Zé Maria, Luís Pereira, Amaral e Roberto Carlos; Dudu, Ademir da Guia, Marcelinho Carioca e Sócrates; César e Riva. Osvaldo Brandão (ele é hors-concours).

Seleção do Derby para Celso Unzelte (levando em conta o que jogaram especificamente no clássico): Marcos, Arce, Antonio Carlos, Amaral e Wladimir; Rincón, Sócrates e Marcelinho; Edmundo, Evair e Casagrande. Técnico: Tite

Maior craque palmeirense no Derby para um palmeirense: Marcos.

Maior craque palmeirense no Derby para um corintiano: Ademir da Guia.

Maior craque corintiano no Derby para um palmeirense: Sócrates.

Maior craque corintiano no Derby para um corintiano: Luizinho.

Um ídolo para definir o Derby para Mauro Beting: Ademir da Guia – melhor jogador da história do Palmeiras, quem mais atuou pelo clube, é filho do maior zagueiro da história do Corinthians – Domingos da Guia. Desde que chegou ao Palmeiras, em 1961, até pendurar as chuteiras, o Corinthians jamais foi campeão. 25 dias depois de se aposentar, o rival foi campeão paulista. Seu último jogo? Derrota para o Corinthians por 2 a 0. Ele ficaria 16 anos sem voltar ao Morumbi em um Derby. No primeiro que foi, 4 a 0 Palmeiras. Final da fila palmeirense.

Um ídolo para definir o Derby para Celso Unzelte – Roberto Rivellino, para o bem e para o mal. Palmeirense de nascimento, rejeitado em peneira pelo seu time do coração, foi o maior ídolo corintiano durante os 10 anos mais difíceis da história do clube e talvez o maior jogador da centenária história corintiana. Acabou injustamente marcado por uma derrota em um Derby, na final de 74, mas ao longo de uma década foi quem mais ajudou a dar dignidade ao Corinthians diante de um adversário muitas vezes mais forte.