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O Paulistão mais esvaziado

O pior Paulistão de todos os tempos, piorado pela parada da pandemia, teve outra semifinal medíocre, sem torcida, sem futebol, sem tesão, sem atenção devida.
Mas com mais uma vez dando a lógica.
O primeiro tempo em Itaquera foi deprimente. Na segunda etapa, o Mirassol se fechou ainda mais (compreensível para um time que perdeu 18 atletas e 8 titulares), e mais nada fez. Também porque seu melhor jogador (Juninho) entrou duro em Carlos Augusto, aos 14 minutos. No campo, eu talvez nem falta tivesse marcado. Pelo VAR, eu teria expulsado o meia por uso de força excessiva, como pede a regra que eu interpretaria do mesmo jeito.
Com um a menos, o Mirassol se fechou ainda mais, e Kewin aceitou (mais) um chute forte e de longe do Ederson e definiu o placar que foi mais justo pelo que o Corinthians produziu em modestos 90 minutos – foram seis oportunidades contra apenas aquela falta do próprio Juninho.
Ainda pouco pelas necessidades.
Mas o suficiente pelas carências de um futebol doente como a nossa vida. E às vezes sem remédio pelo negacionismo dos fatos e feitos, ou pela análise apenas emocional.
A semifinal do Allianz Parque foi bem melhor que a fraca partida na Arena Corinthians. Também porque o Palmeiras acertou o pé e a ideia ao apostar na base de Patrick de Paula e Gabriel Menino no meio, com Ramires ainda buscando seu jogo no 4-3-3 de Luxemburgo. Se faltava Roni acertar o pé e Willian ser eficiente como é, sobrava o excelente Ivan na meta da Ponte. No primeiro tempo foram oito oportunidades alviverdes até Patrick chutar a bola que desviou em Wellington Carvalho e fez justiça ao melhor time em campo.
Na segunda etapa, Moisés mais uma vez deu mais gás e força ao ataque da Ponte Preta, aproveitando-se da cabeça de área ainda exposta do Palmeiras. Weverton faria mais uma defesa importante em lance de Roger. Mas foi Ivan (mais uma vez) e o travessão (de novo) que impediram o Palmeiras de ganhar por um placar maior e merecido. Criou 12 chances contra 6 da Ponte. Se não foi tão eficiente no segundo tempo, foi mais time. É mais time que o rival. Tem mais time e mais elenco que o Corinthians.
Mas é final. É Derby.
É muro mesmo.
Hoje, domingo, chuto 55% de chances para o Palmeiras, 45% para o Corinthians.
Mas isso durante a semana a gente conta melhor.
Se o passado recente tem sido mais corintiano, o histórico em decisões é mais palmeirense.