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Uma vez Flamengo, 36 vezes Flamengo

Uma vez Flamengo, 36 vezes Flamengo

Para o Fluminense era a final do Planetão, o campeonato intergaláctico contra o maior e hoje mais temido rival do Rio, do Brasil e da América. Para o Flamengo era a decisão protocolar de um torneio para ele hoje de outro patamar.

Isso não são migalhas para milhares e/ou apenas arrogância para mais milhares. São consequências naturais do que têm rolado em campo e também fora dele. Não só durante a doença mundial. Também com as mazelas de malas e males.

O Fla-Flu nunca esteve tão descompensado. Tão desbaratado. Tão desnivelado.

Nunca um grande foi tão favorito e tão “obrigado” a ser campeão. Nunca outro grande foi tão zebra, underdog, o bicho que for.

Não era a disputa da Taça 4 x 4 ou do Torneio Amassamos os Caras. Como também não foi em Doha o Jogamos de Igual para Igual Cup.

Todas as disputas têm seus tamanhos e momentos. Suas justificativas até quando injustificáveis.

Entender e louvar o que foi feito pelo Fluminense com suas limitações atuais e estruturais é compreender que o futebol é muito mais do que o troféu em disputa, a vitória no clássico, o jogo jogado, o bastidor das jogadas.

Compreender e entender tudo que tem feito o Flamengo vai além das conquistas de campo e o temor, respeito e mesmo raiva das torcidas rivais pelo momento mágico.

Apenas se ater ao que rolou é ser mais tacanho do que tudo que aconteceu antes e depois da bola voltar a rolar.

O Fla-Flu sobreviveu mesmo com as irresponsabilidades e insensibilidades.

É o que quero guardar.

Muito mais que o jogo decisivo que se arrastava para o chocho 0x0 que daria o merecidíssimo e aguardado bicampeonato do Rio ao Flamengo quando Vitinho arriscou um chute que desviou e tirou Muriel do lance e de qualquer chance, aos 49 finais.

O Flu foi bravo em 180 minutos. Merecia mais sorte.

Mas quem merece mais títulos do que este Flamengo?