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Daniel Alves faz São Paulo sonhar, e o VAR não deixa o Ceará dormir

Daniel Alves foi o primeiro a entrar voando no aquecimento no Morumbi. Foi o nome mais ovacionado quando anunciado pelo sistema de som do estádio. Parecia gol. E parecia mesmo que só com ele sairia gol no primeiro tempo bem disputado e mercado, até mesmo bem jogado, mas com poucas chances.

O bem armado Ceará de Enderson teve três, todas impedidas por boas defesas de Volpi. O Tricolor chegou também apenas três vezes. A primeira no primeiro toque na bola de Dani, de canhota, para defesa de Diogo Silva, com apenas 31 segundos. Goleiro que nada poderia fazer aos 39min42s, quando o também estreante Juanfran tocou para Raniel acertar seu primeiro lance para o camisa 10 fazer 1 a 0.

Daniel Alves também criaria a terceira chance na primeira etapa batendo falta rente à meta alvinegra.

Na segunda etapa, Cuca manteve o desenho tático são-paulino (o ideal quando Juanfran está na lateral): um 4-3-3 típico, com Tchê Tchê na cabeça da área, Liziero pela esquerda dando um pé mais atrás, Dani pela direita saindo mais pro jogo, e devendo criar parceria sólida com Antony. Com mais tempo, ritmo e jogo, Daniel poderá dar a amplitude que o canhoto Antony não dá. Sem a bola, vira um 4-4-2 básico, co Daniel Alves adiantado, Antony e Everton fechando espaços.

Como o esperado, e com a vantagem inicial, o São Paulo foi melhor e mais perigoso na segunda etapa nos primeiros 15 minutos. Mas o bom time cearense equilibrou e foi melhor. Criou sete oportunidades. As mesmas que o São Paulo. E teve uma sonegada pela arbitragem, aos 14. Pênalti claro de Volpi que só atingiu o perigoso Felippe Cardoso numa saída de gol. Sem VAR já era marcável. Com VAR, a única coisa indiscutível é que o árbitro ao menos deveria ter assumido a responsabilidade para interpretar melhor o lance.

O São Paulo vai crescer. Como admiravelmente melhorou o time cearense depois da Copa América.