Ontem, a Netflix colocou uma pulga ( ou a abelha?) atrás da orelha dos fãs de Beyoncé. Acontece que eles postaram em suas redes um anúncio misterioso com texto em fundo amarelo, todo na identidade visual do showzão de Bey no Coachella do ano passado.

Bastou para ligarem os pontos. Beyoncé havia dito à US Weekly que estava trabalhando em um documentário especial para a Netflix, exatamente sobre o que ficou conhecido como Beychella. Diz que além do que vimos em palco, o documentário reunirá “filmagens adicionais”. Já quer? Anote a data de lançamento: 17 de abril. Opa! Confirmou! Olha o trailer:

RELEMBRE BEYCHELLA

A gente já sabia que seria algo impactante, por que se fosse diferente Beyoncé nunca entraria pra jogo. Agora, a primeira mulher negra a ser headliner do Coachella fez bonito com um show inesquecível. Sua entrada triunfal como uma rainha africana, uma Cleópatra atualizada, o look moletom amarelo, com shorts jeans e bota cheia de fios holográficos ( 5 looks do figurino assinados por Balenciaga), tudo já virou ícone.

Duzentas pessoas entre dançarinos e músicos, que se organizavam e vibravam em formações sobre uma escadaria. No palco, a high school negra americana reverenciada com uma mega marching band <3 Teve até Lift Every Voice and Sing , de James Weldon Johnson e considerado o hino negro dos Estados Unidos.

As passarelas que traziam a rainha para perto dos súditos rendidos, e a humildade de sempre reverenciar a família, com participações do marido Jay Z e da irmã Solange, e reviver em sua volta aos palcos o trio Destiny´s Child , no qual começou.

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Quando Kelly Rowland e Michelle Williams andava com Beyoncé, ela não estava à frente. Não precisava estar. As três não se apresentavam juntas desde 2015, e cantaram os hits Lose My Breath, Say My Name e Soldier.

“Obrigada por me deixarem ser a primeira mulher negra como atração principal do Coachella. Era para eu ter me apresentado antes, mas acabei ficando grávida. Eu tive tempo para sonhar sobre esse show, com duas almas lindas na minha barriga, e isso é mais do que eu sempre sonhei. Eu espero que vocês tenham gostado, trabalhamos duro’
Foi #beychella sim. E com diversas referências políticas. Feminista, citou a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e homenageou a cantora Nina Simone ( Lilac Wine e rolou um momentinho Strange Fruit), ativista dos direitos civis dos negros norte-americanos. A força negra também foi trazida em referências aos Pantera Negra e em trechos do discurso de Malcolm X. Além dos hits de todas as fases da carreira da cantora, ela ainda realizou vários mash ups com trechos de músicas de Juvenille e Fela Kuti.
Duas horas de uma presentação vibrante, perfeita tecnicamente e inesquecível. Agora quem sabe, na Netflix para a gente ver e rever.
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