Finalmente marcaram a data de estreia para filme Marighella. A produção chegará aos cinemas no dia 14 de maio. O primeiro trabalho de Wagner Moura na direção fez sua estreia no Festival de Berlim, ainda no ano passado. O filme seria lançado em 20 de novembro, mas teve a estreia cancelada por contratempos com os prazos exigidos pela Ancine. Muitos consideram que a justificativa não colou e que na verdade essa seria uma tentativa de censura ao conteúdo.

O filme é inspirado na biografia escrita pelo jornalista Mário Magalhães, e foca nos últimos cinco anos de vida do guerrilheiro Carlos Marighella, que morreu em 1964 em uma emboscada em 1969. Seu Jorge protagoniza o filme, que conta ainda com Bruno Gagliasso, Humberto Carrão, Rafael Lozano e Luiz Carlos Vasconcelos.

Repercussão na internet:

Quem foi Marighella?

O baiano, filho de pai italiano e mãe negra, iniciou sua vida universitária cursando engenharia civil na Escola Politécnica da Bahia. Aos 18 anos, entrou para o Partido Comunista.

Em 1932, foi preso por escrever um poema com críticas ao interventor Juracy Magalhães. Fez carreira na militância política, foi preso e torturado diversas vezes, e como integrante do Partido Comunista Brasileiro, pelo qual chegou a se eleger deputado constituinte (1945), viveu também as sucessivas proscrições do partido. Marighella chegou a ir para a China entre 1953 e 1954, para conhecer a Revolução Chinesa.

Em 1964, depois do golpe militar, foi baleado e preso por agentes do DOPS dentro de um cinema, no Rio. Libertado em 1965 por decisão judicial, escreveu Por que resisti à prisão e A Crise Brasileira, nos quais pregava a luta armada com base na aliança entre operários e camponeses.

Carlos Marighella foi então expulso do PCB por participar da Organização Latino-Americana de Solidariedade, em Cuba, e logo depois criou o grupo de guerrilha urbana ALN, a Ação Libertadora Nacional.

Em 1969, junto com o Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), a ALN sequestrou do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, que foi trocado por quinze presos políticos. No mesmo ano, Marighella foi morto na noite de 4 de novembro, por policiais em uma emboscada em São Paulo, na Alameda Casa Branca. A operação foi comandada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, sendo considerada um dos marcos do fim da guerrilha urbana. A cena do crime foi adulterada pelos militares, que além de revistarem o corpo, colocaram Marighella, que estava no banco da frente de um Fusca, no banco de trás, antes que pudesse ser fotografado.

Na versão dos militares, Marighella foi varado por uma rajada de metralhadora quando, do banco de trás do fusca, reagiu a tiros a uma ordem de prisão do delegado Fleury. A perícia, entretanto, acabou concluindo que não saíra um tiro sequer da arma de Marighella. Os dois frades dominicanos, que a polícia usou como isca para Marighella, disseram em julgamento que o guerrilheiro foi executado no meio da rua, longe do fusca em que eles estavam. Existe ainda a versão do Grupo Tortura Nunca Mais, que através da interpretação de laudos, defendem que Marighella foi morto com um tiro no peito à queima-roupa, sendo que foi também alvejado por outros três disparos.

Entre os relatos da sua trajetória, cartas enviadas a Fidel Castro e manual de guerrilha que inspirou os Panteras Negras.

 

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