Ontem, antes da solenidade do dia de enfrentamento à violência contra a mulher no Palácio do Planalto, a ministra Damares Alves convocou a imprensa para uma coletiva. Quando chegou, posicionou-se diante ali dos microfones e manteve-se calada por 30 segundos. Foi embora sem responder a nenhuma pergunta.

A própria ministra depois explicou seu silêncio:

“Eu queria dizer para os repórteres que não podemos tirar a voz de nenhuma mulher. Nenhuma mulher pode ficar sem voz no Brasil“

A ação da ministra reforça a campanha publicitária Denuncie. Você tem voz, de enfrentamento à violência contra a mulher,  lançada na 2ª feira pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, data do Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher.

A campanha conta com uma música da dupla sertaneja Simone e Simaria, custou R$ 11 milhões e será veiculada em vários meios de comunicação até domingo (1º.dez).

Entre as propostas anunciadas pela ministra Damares Alves para combater a violência contra as mulheres e a falta de moradia para elas no Norte do país, a capacitação de delegados em todo Brasil para que toda delegacia tenha a capacidade de receber queixas de mulheres. Hoje, o país conta com 35 Delegacias da Mulher, mas apenas em 9% das cidades brasileiras.

“A solução está posta: a partir de janeiro, todas as delegacias também serão Delegacias da Mulher. Pronto.”

“Vamos capacitar todos os agentes de delegacias do Brasil, vamos capacitar todos os delegados. Nem que seja uma salinha deste tamanho, pequetitica, nem que seja uma salinha pequenininha, todas as delegacias do país estarão capacitadas para receber mulheres. Detalhe: eu vou pintar as salinhas de cor-de-rosa. Yes!”

Damares também falou de 2 navios, que pintados de rosa, serão usados como “a casa da mulher brasileira itinerante”. Localizados na Ilha de Marajó e na Amazônia. Também foi dito que serão buscadas formas de facilitar o microcrédito para a mulher vítima de agressão.

“Muitas vezes o agressor também é o provedor”

A ministra também citou leis sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro, como a que estabelece o ressarcimento por parte do agressor por danos causados em razão da violência doméstica.

Na cerimônia, a ministra aproveitou para alfinetar Nirlando Beirão, que escreveu sobre ela na polêmica matéria da revista Carta Capital, de 20 de novembro, intitulada Mulheres Que Envergonham Mulheres. Sem falar o nome, a ministra falou do “jornalista que não gosta de mulheres”, e que este cometeu violência contra ela.

 

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