É o que anunciou Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, em coletiva para falar sobre Homem-Formiga e a Vespa, próxima adaptação a migrar para os cinemas agora em 5 de julho. Ao site The Playlist, Faige não deu muitos detalhes de quais seriam esses personagens, se são conhecidos já com suas histórias, ou completamente novos.

Sabemos por exemplo, que entre os X-Men, o Homem de Gelo, ou Bobby Drake é homossexual, tendo assumido sua orientação em dois momentos das histórias em quadrinhos, quando jovem e depois mais velho. America Chavez é personagem Marvel, e talvez a mais assumida de todas elas. Mulher, latina, negra e gay, diversidade nos quadrinhos? Temos. Já Jean-Paul Beaubier foi o primeiro super-herói gay assumido da editora. Ele surgiu em meio a epidemia de AIDS, em 1992, sob a forma do mutante Estrela Polar. Sua trajetória inclui a adoção de um bebê portador da doença que acaba morrendo. Seguem os acontecimentos e Jean se assume, torna-se uma ativista dos direitos LGBTQ e escreve sua autobiografia, contando como é ser mutante e gay. Em 2012, Se casa com seu namorado, recebendo como testemunhas diversos outros heróis. Entre eles Vampira. Numa das falas dela, uma outra revelação: ela não consegue deixar de pensar se suas mães teriam gostado de se casar, sendo as mães Mística e Sina.

Também na Marvel temos um casal adolescente formado por Hulkling e Wiccano, assumidos desde que surgiram como personagens membros dos Jovens Vingadores, exatamente parte do grupo ao qual também pertence America Chavez.

Na DC também tem herói conhecidamente LGBTQ. A Mulher Morcego, que surgiu nos anos 50 como parça e também amante de Batman, mudou sua trajetória e assumiu ser lésbica, inclusive por essa razão é expulsa do exército, que proíbe os militares de serem assumidamente homossexuais. Foi através dessa personagem que rolou o primeiro pedido de casamento lésbico na história dos quadrinhos. Mas a celebração do amor de Kate e da policial Maggie Sawyer nunca foi mostrado pela DC, que proibiu os criadores de Batwoman de mostrarem o casamento alegando que “os super-heróis têm a missão de sacrificar suas vidas pessoais para defenderem todos que precisem da sua ajuda.” Os criadores dos quadrinhos pediram demissão.

Também na DC temos John Constantine, anti-herói bissexual que já mencionou sua orientação nos quadrinhos em 1992, explicando que tinha namoradas e namorados. A própria Mulher-Gato é bissexual, assim como a Arlequina. E se considerarmos que a Mulher-Maravilha vivia  em uma sociedade utópica unicamente composta por mulheres, não é difícil de compreender que ela pudesse ser no mínimo bissexual, o que foi confirmado de certa forma em 2016, pelo criador da história Greg Rucka:

“Uma Amazona não olha para outra Amazona e diz ‘Você é gay.’ Elas não fazem isso. O conceito não existe”.

Vamos torcer pra ver tudo isso parar no cinema? Eu vou.

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