Em manchete da Folha de São Paulo de hoje nos deparados com o seguinte dado: 71% dos feminicídios e das tentativas têm parceiro como suspeito. Apenas em janeiro, foram 119 mortes e 60 tentativas de feminicídio. Importante relatar que especialistas afirmam que o crime é subnotificado.

Muitas vezes, mesmo com o registro de boletim de ocorrência e  medida protetiva, essas mulheres acabam mortas…

A Folha apurou que de cada 4 suspeitos dos crimes, pelo menos 1 tinha histórico de violência ou antecedentes criminais. Entre as motivações alegadas para as violências estão o fim do relacionamento (18%) e brigas, ciúmes ou suposta traição (25%).

A Folha também levantou que pelo menos 11 dos casos apurados em janeiro culminaram no suicídio do agressor e em 15 deles, crianças presenciaram o crime. 47% desses crimes ocorreram na casa da vítima. A faca for a arma mais usada (41%), seguida por armas de fogo (23%). 74% dos crimes cometidos com armas de fogo resultaram em morte, contra 59% no caso de agressões a facadas.

Alertas para o risco do feminicídio: perseguição incessante, menções a suicídio pelo agressor e histórico de violência.

A Lei do Feminicídio está prevista no Código Penal desde 2015. É um tipo de homicídio, cometido “contra uma mulher por sua condição de sexo feminino”

“Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve: violência doméstica e familiar; menosprezo ou discriminação à condição de mulher”

Como crime hediondo, prevê reclusão de 12 a 30 anos, acima dos 6 a 20 anos no caso de homicídio simples. O tempo de detenção pode aumentar caso a vítima for gestante ou parturiente, se o crime ocorrer diante de descendentes ou ascendentes da vítima e descumprindo medidas protetivas. A Mídia Ninja fez um levantamento baseado em dados do ano passado, e eles são realmente muito tristes:

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