Não é de hoje que o CEO da Apple, Tim Cook, bate de frente com gigantes como Facebook e Google por ser bastante crítico em relação à coleta de dados dos usuários. Ontem, em conferência sobre privacidade da UE em Bruxelas, Cook comparou esses serviços à “vigilância”, e defendeu a importância da privacidade e de legislação para proteger os usuários e seus dados.

“Isso é vigilância e esses conjuntos de dados servem apenas para enriquecer as empresas que os coletam. Isso deveria nos incomodar.”

A União Européia está avançada em relação a legislação , e acaba de implementar um novo bloco de regras, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados. Já Apple, está acertando seu relógio com a UE, após uma disputa de 13 bilhões de euros por impostos supostamente não pagos.

Cook reforçou que seria importante uma legislação federal de privacidade para os EUA similar à esta lançada na Europa. apesar do CEO dizer que a Apple tenta coletar o mínimo possível de dados dos seus usuários,s abe-se que o próprio Google pagará à Apple até US$ 9 bilhões neste ano para que seu mecanismo de busca seja padrão do iPhone e de outros dispositivos da empresa:

“Nós, da Apple, acreditamos que a privacidade é um direito humano fundamental, mas também reconhecemos que nem todos pensam assim”

“O desejo de colocar os lucros acima da privacidade não é novidade.”

A Apple também já enfrentou problemas de segurança de dados, com vazamento de dados da nuvem de usuários.

Tim Cook, que em 2014 se assumiu gay publicamente, falou novamente sobre sua orientação sexual em entrevista à Christiane Amanpour, da CNN. Voltou a dizer que o melhor presente que Deus lhe deu foi ser gay.

“Tenho muito orgulho disso”

Ele explicou a razão pela qual resolveu tornar pública sua orientação sexual:

“Tornei público porque comecei a receber histórias de pessoas que liam na internet que eu era gay.”

Cook se refere a cartas e emails que chegavam à ele, em que pessoas narravam que sofriam bullying e outros tipos de abuso devido à orientação sexual. Assim, o executivo percebeu que sua postura poderia ajudar outras pessoas.

“Precisava fazer algo por elas”

Além de Cook, executivos da tecnologia como Peter Thiel, cofundador e presidente do PayPal, Peter Arvai, do Prezi, Joel Simkhai, do aplicativo Grindr, Jon Hall, veterano da computação do sistema Linux, e Chris Hughes, um dos cofundadores do Facebook, já manifestaram suas orientações sexuais publicamente ou se engajaram em causas de diversidade.

Na entrevista, o presidente da Apple também se mostrou chocado por ter sido o primeiro CEO gay de uma empresa na lista anual da revista Fortune com as empresas mais ricas dos Estados Unidos. Ele afirmou estar feliz por outros líderes terem falado abertamente sobre sexualidade.

“Aprendi como era ser uma minoria”

Apenas em agosto desse ano a Fortune 500 listou uma empresa cuja presidente mulher é abertamente homossexual. Beth Ford comanda a companhia de alimentos Land O’Lakes, e é a primeira a aparecer na publicação.

 

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