Na madrugada de quinta para sexta, um ataque americano contra aeroporto de Bagdá matou o general Qassem Suleimani , do Irã. O governo americano confirmou em comunicado que foi o responsável pelo bombardeio realizado por um drone e que a ação foi autorizada pessoalmente pelo presidente Donald Trump.

O bombardeio ao aeroporto, atingiu o comboio em que estava Suleimani com mísseis, exatamente no momento em que deixava o aeroporto. Segundo a imprensa internacional, o general iraniano estava em Bagdá para participar de encontros com líderes de milícias iraquianas. O ataque americano também matou Abu Mahdi al-Muhandis, um dos chefes das Forças de Mobilização Popular (milícias iraquianas apoiadas pelo Irã), o porta-voz do grupo, Mohammed Ridha Jabri, e pelo menos mais 7 vítimas.

Para Washington, Suleimani era o idealizador da estratégia iraniana de apoiar milícias no Iraque e na Síria contra as tropas americanas. O governo dos EUA culpava o general pela morte de até 700 militares do país nos últimos anos. O Pentágono justificou a ação como uma forma de impedir que o Irã realizasse novos ataques contra alvos americanos.

“O general Suleimani estava desenvolvendo planos de atacar diplomatas americanos e militares a serviço no Iraque e em toda a região”

“Esta ação teve como objetivo dissuadir futuros planos de ataques iranianos”

Qassem Suleimani é considerado um herói em seu país. Sua morte foi anunciada pela Tv iraquiana. O militar recebeu uma oração em rede nacional como homenagem e foi chamado de mártir. Líder há mais de 20 anos da força Quds, braço de elite da Guarda Revolucionária do Irã responsável pelo serviço de inteligência e por conduzir operações militares secretas no exterior, era tido por muitos como a segunda pessoa mais poderosa pessoa do Irã, atrás apenas do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e à frente do presidente Hassan Rowhani. Suleimani foi considerado pela revista Time uma das 100 pessoas mais importantes de 2017, devido exatamente a todo este poder.Alguns jornalistas consideravam que Suleimani era um dos nomes mais cotados para assumir o comando do país no futuro, já que Towhani soma 80 anos.

O governo iraniano convocou uma reunião de emergência ara debater uma resposta ao ataque. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei informou a televisão estatal que o assassinato de Suleimani dobra a motivação de resistência contra os Estados Unidos e Israel.

Hassan Rouhani, presidente do país, e o ministro de defesa prometeram vingança pela morte do general.

O governo americano pediu que todos seus cidadãos deixem o Iraque imediatamente.

Contexto:

A ação aconteceu horas após o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, ameaçar realizar ataques contra Teerã.

Os ânimos já estavam exaltados desde que no último dia 24, um funcionário terceirizado do Exército americano foi morto em um ataque contra uma base americana atribuído à milícia Kataib Hezbollah. No dia 29, domingo, os americanos realizaram ataque aéreo em áreas controladas por essa facção no Iraque e Síria, o que gerou revolta contra os Estados Unidos no Iraque. Dia 31 de dezembro, terça, manifestantes e milicianos atacaram a embaixada dos EUA em Bagdá, cerco que só terminou no dia seguinte. O presidente Donald Trump acusou o Irã de orquestrar a invasão e disse que o país seria responsabilizado.

“O Irã matou um segurança privado [terceirizado] americano e feriu outras pessoas. Respondemos com vigor e sempre iremos responder. Agora, o Irã está orquestrando um ataque contra a embaixada dos EUA no Iraque. Eles serão responsabilizados. Esperamos que o Iraque use suas forças de segurança para proteger a embaixada”

Nesta Sexta, o Twitter amanheceu com a tag #terceiraguerramundial . Também entre os assuntos mais comentados, #BolsonaroFicaCalado.

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