Ontem, a Marinha da Argentina admitiu que as buscas pelo submarino ARA San Juan entraram em uma etapa crítica. A embarcação, conta 44 tripulantes a bordo e possui capacidade para armazenar oxigênio e se manter submerso por sete dias apenas. Pois bem, hoje completam-se sete dias do último contato da embarcação.

A última vez que o ARA San Juan manteve contato com a base foi em na quarta-feira passada, dia 15. O submarino estava no sul do Mar Argentino, a 432 km da costa patagônica. O submarino teria subido à tona e comunicado um problema elétrico, e depois disso desapareceu. Ontem, circulou uma informação de que alguma coisa teria sido detectada por radares, localizada a 300 km da costa e a cerca de 70 metros de profundidade… Mas a Casa Rosada e a Marinha não confirmaram se as imagens eram mesmo do submarino desaparecido.

Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. Afinal, foram concebidos para operar em operações secretas. Se estiver parado então, quase impossível, já que os sons que emitiriam se parecem, para o sonar com os do fundo do mar.

A busca conta com a ajuda de quatro embarcações submergíveis e controladas por controle remoto, pertencentes à Marina dos EUA. A Marinha do Brasil também disponibilizou a Fragata Rademaker para buscas na Patagônia.

O problema nesse caso argentino é a falta de comunicação. Pelo que pude apurar, em casos de acidentes, a tripulação de um submarino se comunica com o resgate por meio de um sistema de comunicação que emite ondas sonoras. Se esse sistema estiver danificado, a única forma de tentar alguma comunicação seria usar batidas nas paredes do casco. Aí, eles teriam de contar ainda com a sorte desse ruído ser captado na superfície por sonares super sensíveis. Outra forma de pedir ajuda seria enviar chamadas com sinalização para bases navais ou navios aliados ou soltar um dispositivo que flutua até a superfície, mas que continua ligado ao submarino.

Um dos casos que envolvem submarino mais famosos é o naufrágio da embarcação russa Kursk, em 2000. Em 12 de agosto daquele ano, um acidente com o submarino nuclear chocou o mundo. Eram 118 pessoas dentro do submarino, que afundou nas frias águas do mar de Barents devido a duas explosões de origens desconhecidas. Muitas foram as tentativas de resgate, mas todos os tripulantes morreram.

Já em 2005, depois de três dias presos a uma profundidade de 190 m no oceano Pacífico, sete tripulantes do minissubmarino russo AS-28 foram salvos. Eles lutavam contra a escassez de oxigênio, e estavam presos por cabos ao fundo do mar. Um  veículo britânico operado por controle remoto conseguiu cortar esses cabos e eles foram resgatados.

Em qualquer caso de afundamento, é importante ressaltar que o socorro à tripulação pode ser feito por um veículo de resgate (minissubmarino) ou trazendo a embarcação até a superfície (por meio de boias, por exemplo) O sucesso do resgate estaria relacionado a fatores como a profundidade do submarino, o terreno do fundo do mar, as correntes marítimas e as condições do tempo na superfície.

No acidente do Kursk, a grande profundidade foi determinante para a tragédia. Mais de 100 m de profundidade e enorme pressão da água impossibilitariam o resgate. O drama será retratado em um filme, com lançamento previsto para o ano que vem. A atriz francesa Léa Seydoux está confirmada no elenco de Kursk, nome do novo filme de Thomas Vinterberg A Caça, Festa de Família). Além de tratar do resgate, o filme deverá também mostrar o desespero das famílias dos tripulantes, que precisaram lutar contra o descaso do governo para tentar salvar seus parentes. O filme é baseado no livro A Time to Die, de Robert Moore, e roteirizado por Robert Rodat (O Resgate do Soldado Ryan). O elenco conta ainda com Colin Firth .

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