Os números dizem que foi uma edição de baixo orçamento, e a observação admite que a cidade de Paraty não pode usufruir do esperado grande público interessado no evento literário. Mas o que você deve saber sobre a FLIP? Vamos aos destaques?

A grande homenageada poeta brasileira Ana Cristina César, a segunda mulher a ser homenageada no evento (Clarice Lispector, também foi, em 2005) . Sua obra é cheia de textos autobiográficos e ficcionais, cartas e diários. Ana fez parto do movimento da Poesia Marginal da década de 1970, também conhecidos como Geração Mimeográfo, pois tinham que usar meios alternativos de circulação, por causa da censura durante a ditadura militar.

ana cristina

a guerraA autora Svetlana AleksiévitchNobel de Literatura,  liderou a lista dos mais vendidos com o livro A Guerra Não Tem Rosto de Mulher (Companhia das Letras), sobre mulheres que lutaram no Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial. Outro livro da autora que também ficou na lista dos 5 mais vendidos ( em quarto lugar) foi Vozes de Tchernóbil , com relatos de sobreviventes da catástrofe nuclear de 1986.

A presença do norueguês Karl Ove Knausgård também foi um um marco para o evento. Conhecido por  livros reveladores, em que fala da própria vida, em detalhes. Karl era uma das estrelas da 14ª Festa Literária Internacional de Paraty. A série Minha Luta soma 3,6 mil páginas, nas quais o autor escreve sobre si e cita parentes, amigos e familiares, todos pelo nome verdadeiro. ao todo são seis volumes, lançados entre 2009 e 2011, dos quais apenas quatro já saíram por aqui. A crítica adorou, os livros vendem super bem, mas trouxeram repercussões para a vida pessoal do autor, que perdeu amigos, foi processado por um tio e teve a esposa hospitalizada por um colapso nervoso…

Muito se falou também sobre o autor Irvine Welsh, o escocês que escreveu Trainspotting (1996). O romance sobre usuários de heroína foi adaptado para o cinema, e atualmente estão inclusive filmando a continuação da saga dos amigos, que elevou Ewan McGregor ao time A . Irvine lançou um novo livro no evento, A Vida Sexual das Gêmeas Siamesas. A história é de Lucy Brennan e Lena Sorenson, duas mulheres muito diferentes que se veem intimamente ligadas após um incidente. Olha pra onde vai:

“o romance é uma hilária descida ao inferno da malhação, com direito a barrigas saradas, suor, sangue, cárcere privado, sexo e sadomasoquismo.”

Nessa mesma linha tivemos também a presença do autor americano  Bill Clegg, de Retrato de um Viciado Quando Jovem (Companhia das Letras), que narrou em livro seu vício e reabilitação do crack. Ele tem uma opinião bastante interessante sobre a legalização da maconha:

“Acho que nem conseguiria me formar no colegial se a maconha fosse legalizada na minha época (risos). Acho que não é mais como era antigamente. Na minha época a maconha era mais leve. Hoje em dia, com todas as técnicas da maconha hidropônica, ela ficou cada vez mais forte. Só pra vocês terem uma ideia, com 30 anos, senti que a maconha estava forte demais pra mim e eu parei de usar, era quase como uma ‘viagem’ com ácido, era muito forte, mas continuei usando crack. A gente não pode considerar a maconha como uma droga leve como era antigamente”

Rolaram manifestações contra o presidente interino, Michel Temer. A Flip não condenou nem endossou os atos.

 

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