Uma doença respiratória misteriosa relacionada ao uso de cigarros eletrônicos tem preocupado usuários e autoridades de saúde nos Estados Unidos. A sexta morte confirmada ocorreu no Estado do Kansas. O paciente com mais de 50 anos foi internado e a doença teve rápida progressão.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos relatou que investiga 450 casos de doenças pulmonares relacionadas ao fumo de cigarros eletrônicos, em 33 estados. Os sintomas da doença incluem dor no peito, dificuldade para respirar e vômito. Alguns pacientes chegam a ter que fazer uso de respirador mecânico para se recuperar. Muitos deles estão têm cerca de 20 anos.

A recomendação das autoridades de saúde é para que as pessoas parem imediatamente de usar esse tipo de dispositivo, mesmo porque ainda não se sabe exatamente o que causa o problema. As pesquisas sobe o hábito de se fumar cigarros eletrônicos são recentes, mas o uso do dispositivo e de componentes “fumados” é um mercado gigantesco nos Estados Unidos. Até agora, o que se apurou é que entre paciente e mortos, existia sim o uso do cigarro eletrônico, algumas vezes com THC, que é o componente psicoativo da maconha, e outros ativos como a nicotina.

Uma das linhas das pesquisas identifica o acetato de vitamina E, como produto que possa ter sido acrescido ao que foi fumado por alguns usuários. O óleo pode ser perigoso ao ser inalado. Altos níveis da substância foram encontrados em amostras que continham cannabis, e sabe-se que o componente também está presente em algumas essências com sabor.

As fabricantes dos cigarros e de essências estão confortavelmente se protegendo, apostando para a hipótese de que adulterantes adicionados nas essências ( como por exemplo a vitamina E) sejam os culpados por esse surto.

Para se ter noção do mercado: a Juul que é uma das principais marcas de cigarros eletrônicos nos Estados Unidos teve 35% das suas ações compradas por uma grande fabricante de cigarros tradicionais, que desembolsou US$ 12,8 bilhões.

No Brasil, cigarros eletrônicos têm a venda proibida pela Anvisa, mas são facilmente encontrados principalmente na internet.

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