A Federação de Futebol da Nova Zelândia cravou que salários , prêmios e direitos de imagens das seleções masculina e feminina de futebol serão equiparados. As jogadoras da seleção feminina também ganharam o direito de viajarem em classe executiva ( já rolava para os caras).

Reparem que a seleção feminina de futebol da Nova Zelândia ocupa a 20ª posição no ranking da Fifa, já a masculina, a posição de número 133.

De acordo com o diretor geral da federação, Andy Martin, é um “momento chave” para o futebol da Nova Zelândia:

“As Football Ferns são modelos para as 30 mil jogadores em todo o país”, disse Martin. “É importante reconhecer sua contribuição e firmar um acordo revisado. É um momento emocionante para o futebol neste país”.

No ano passado, a Noruega também equiparou os salários das seleções masculina e feminina. Por lá, a decisão de dividir igualmente o dinheiro  relativo às atividades comerciais realizadas pela federação com o uso da imagem de seus atletas aconteceu quando os jogadores homens reconheceram as demandas das mulheres e aceitaram reduzir o valor de seus prêmios na seleção. A mudança praticamente dobrou os ganhos do time feminino.  Joachim Walltin, representante da união nacional de futebolistas, falou:

“A Noruega é um país onde a igualdade é muito importante para nós, então penso que isto será bom tanto para o país quanto para o esporte. O sentimento de serem realmente respeitadas é importante para elas. A federação pode ver isso como um investimento para melhorar o nível da seleção feminina”.

Campeã mundial em 1995 e olímpica em 2000, a seleção feminina da Noruega chegou às oitavas de final na última Copa do Mundo.

Curiosidade:

Dados recentes que analisam o salário de jogadores, divulgados pelo Sporting Intelligence mostram que a soma do salário de Neymar, no PSG e na seleção brasileira, se iguala a soma dos ganhos de todas as 1.693 jogadoras das principais ligas da França, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Suécia, Austrália e México.

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A seleção americana de futebol briga desde 2016, inclusive na justiça, pela igualdade de pagamento, que resultou em um novo contrato coletivo de trabalho. A iniciativa puxou reações também da liga feminina de basquete profissional dos Estados Unidos que pressionaram os proprietários das equipes por padrões unificados para toda a organização, em relação à viagens, acomodações e preparação física. A seleção feminina canadense, por exemplo, brigou pela licença-maternidade remunerada nos contratos das jogadoras.

Nos Estados Unidos, o futebol feminino é tão ou mais popular que o masculino. A final da Copa do Mundo feminina, em que as jogadoras enfrentaram e venceram as japonesas resultaram em audiência de 26,7 milhões de televisões ligados na disputa.

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