Ator e comediante morreu aos 91 anos, neste domingo, em sua casa em Las Vegas. Não se sabe detalhes sobre a causa da morte, mas sabe-se que entre junho e agosto deste ano, ele ficou hospitalizado para tratar de uma infecção urinária e tratava um problema no coração. Um jornalista especializado publicou o que seria um comunicado oficial da família, dizendo que o artista teria falecido de causas naturais, de forma tranquila, ao lado da família.

Quem não conhece o trabalho do artista a fundo, pode ter viva na memória a imagem de seus célebres personagens, em dupla com Dean Martin. Jerry Lewis era o humorista de personagens ingênuos e que arrancava risadas entre caretas, confusão e aquele velho e bom humor físico.

No cinema, esteve ao lado do cantor de 1949 a 1956… em 1954, a relação da dupla já não era lá essas coisas, mas não atrapalhou a qualidade de filmes como Artistas e Modelos (1955) e o último Ou Vai ou Racha (1956).

Muita coisa aconteceu depois disso, protagonizando filmes do diretor Frank Tashlin: Bancando a Ama-Seca (1958), O Cinderelo Sem Sapato (1960), Detetive Mixuruca (1962), Errado pra Cachorro (1963) e O Bagunceiro Arrumadinho (1964), entre outras produções, e em meio a elas sua estreia como diretor em 1960, estreou na direção com O Mensageiro Trapalhão. Olá comédia non sense:

Começou aí também uma das marcas do trabalho do artista: personagens duplos, múltiplos, desdobramento de personalidade. No ano seguinte, O Terror das Mulheres tem o ator vivendo o protagonistas e a mãe dele também. Já em 1963, o filme que é considerado o mais marcante da carreira do artista. O Professor Aloprado é a versão comédia de O Médico e o Monstro.

Depois de completar 40 anos, foi saindo de cena trabalhou como professor de cinema na Universidade da Califórnia do Sul. Retornou como ator em 1982, no filme O Rei da Comédia (1982), de Martin Scorsese, onde faz um mal-humorado apresentador de televisão. O protagonista do filme é Robert DeNiro.

Como diretor, também apresentou no ano seguinte a produção As Loucuras de Jerry Lewis. Fez outras participações em filmes e inclusive em séries como Mad About You, Os Simpsons e Law And Order Speceial Victims Unit. Em 2013, apareceu em cena do filme brasileiro Até Que A Sorte Nos Separe 2, em que ele revive seu personagem de O Mensageiro Trapalhão.

O Rei da Comédia se apresentou pela última vez no palco do hotel South Point, em Las Vegas, em outubro do ano passado. Também em 2016, fez uma participação no filme A Sacada, Com Elijah Wood e Nicolas Cage.

Jerry também apresentou um programa beneficente anual do Dia do Trabalho para a Associação de Distrofia Muscular, cumpriu seu papel de apresentador de 1952 a 2011. Por esse trabalho, chegou a aparecer entre os candidatos a recebe o Nobel da Paz em 1977. Também lançou um livro, chamado The Total Filmmaker, algo como cineasta total.

Teve polêmica? Sim… Declarações que pegaram para a comunidade gay e para as mulheres comediantes, quando em 2000, em um evento de humor, ele disse não gostar de comediantes mulheres: “Penso nelas como máquinas de produzir bebês”. Claramente uma piada? Algo que não cabe nos dias de hoje? O artista também criticou o então presidente Barack Obama, em 2015, em relação à política de refugiados e chegou a elogiar a candidatura de Donald Trump por ele ser um ‘showman’. Eu tô considerando que essa última foi piada sim.

O The Hollywood Reporter produziu uma série com artistas na casa dos noventa anos que ainda estão na ativa.Entre eles,  Jerry Lewis soltou um papo truncado, que parece um esquete de humor negro.

O jornalista Andy Lewis passou maus bocados nas mãos de Jerry. De cara, Lewis se irritou com toda a infra de equipamentos e pessoas para a gravação. Agora, o mais complicado foram as respostas monossilábicas, do tipo: não. nunca.

De cara ele rebateu:

Nunca pensou em se aposentar?

“Por quê?”

Em nenhum momento você pensou: talvez seja a hora de aposentar?

“Por quê?”

E seguiu com uma série de vrás. Como faz para continuar produzindo material original? “Trabalhando nisso.” Como Las Vegas mudou desde 1947? “Continua exatamente a mesma”. Como faz para manter um público assíduo em seus espetáculos? “Aviso que vou me apresentar e eles aparecem”.

Sete minutos de desconforto. Nem um ótimo roteirista saberiam organizar tão bem esse pastelão. Se quer conhecer mias sobre a trajetória do artista, busque pelo doc O método da loucura de Jerry Lewis (2011).

Fica também a expectativa para um tal filme secreto de Lewis. The Day the Clown Cried teve um cópia doada para a Biblioteca do Congresso Americano em 2014, mas a pedido do artista o acesso do público só fosse liberado em 2024. O filme é algo de bastante polêmico. A história se passa na Segunda Guerra Mundial,  quando um palhaço famoso que é enviado para um campo de concentração ao ser flagrado ridicularizando Adolf Hitler. Em Auschwitz, ele faria números cômicos para as crianças judias que rumavam para a câmara de gás, a mando dos nazistas. sim, o próprio artista, judeu, achou a ideia de mal gosto e chegou a rejeitar o papel. Mas ingressou no projeto e reescreveu o papel acreditando que poderia contribuir para a trama, emagrecendo 15 quilos para viver o palhaço Helmut Doork. O projeto nunca foi finalizado ou lançado.

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