Seria ela a resposta conservadora à ativista Greta Thunberg? Um dos vídeos de Naomi Seibt diz: anti Greta ou pro humanidade? A menina é alemã, nascida em Munster. Tem mais de 69 mil inscritos em seu canal de YouTube, que alimenta desde maio de 2019. Fala contra o feminismo, políticas de imigração e “a mídia tradicional” e sobre as mudanças climáticas, acredita que é tudo alarmismo:

“O alarmismo das mudanças climáticas é, em sua essência, uma ideologia desprezível e anti-humana. Somos orientados a menosprezar nossas realizações com culpa, vergonha e nojo, sem nem mesmo levar em conta os vários benefícios que tivemos com o uso de combustíveis fósseis como principal fonte de energia.”

Na última sexta, na Conferência de Ação Política Conservadora, organizada pela direita americana, a menina de 19 anos discursou em um painel patrocinado pelo Heartland Institute, centro de estudos que defende o capitalismo e o livre mercado e é financiado por empresas de carvão e combustíveis fósseis.

“Fui doutrinada na escola para ser uma alarmista climática, mas fui inspirada por pessoas que encontrei online e cientistas a pensar mais. A propaganda sobre mudança climática é associada a políticas que querem nos impor. Eles nos levarão à pobreza energética, que é uma maneira de nos controlarem”

Seibt é contratada pelo Heartland desde o fim do ano passado, tendo como responsabilidade “comunicar o realismo climático para sua geração, envolta em absurdos apocalípticos a vida inteira, na Europa e nos EUA.” Diz ser libertária e não querer se alinha a nenhum partido, mas participou de um evento em Munique em um centro de estudos ligado ao partido de extrema direita alemão que milita contra a imigração, o Islã e a União Europeia.

Também já foi questionada sobre posições antissemitas e de apoio à supremacia branca. É fã do youtuber canadense Stefan Molyneux, que de acordo com Southern Poverty Law Center, que monitora o extremismo e a supremacia branca no mundo, é uma liderança jovem de culto que amplia o racismo científico, a eugenia e a supremacia branca. Entre as falas do rapaz, a afirmativa de que a Polônia era “pacífica, livre, fácil, civilizada e segura” porque era “essencialmente um país totalmente branco.

O questionamento sobre antissemitismo veio depois de um comentário de Seibt sobre um ataque a uma sinagoga na cidade de Halle, na Alemanha, que deixou dois mortos. Ela colocou que os judeus estavam “no topo” do grupo dos que se sentem oprimidos e que “alemães comuns” estavam no final da fila. Já jovem disse: “É ridículo como a mídia escolhe as coisas que eu falo.”

Seu patrocinador, o Heartland Institute tem 5.500 doadores anônimos que financiam suas atividades, entre eles  a família de Rebekah Mercer, que contribuiu com a campanha de Trump. Ela inclusive foi afastada do conselho do Museu de História Natural de Nova York depois de vir a tona a doação de US$ 7,5 milhões ao instituto, que para muitos nega a ciência e é acusado de lançar uma campanha para combater os esforços da Alemanha de regular as emissões de CO2.

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