Saiu o listão do Ministério da Cultura com os 16 filmes brasileiros que concorrem a uma vaga na categoria de melhor filme em língua estrangeira do Oscar 2017. O longa nacional que vai efetivamente representar o Brasil só será revelado em 12 de setembro. Vamos conhecer mais sobre as produções?

A Despedida, de Marcelo Galvão

O filme tem Juliana Paes e Nelson Xavier vivendo a história de um homem de 92 anos que decide realizar o desejo de rever o maior amor de sua vida, a amante, uma mulher apaixonada por ele e 55 anos mais nova.

Mais Forte que o mundo, de Afonso Poyart

Mais Forte Que O Mundo – A História de José Aldo é dirigido por Afonso Poyart e conta com José Loreto, Cleo Pires e Rômulo Arantes Neto no elenco.O filme é baseado na história do expoente do MMA brasileiro, José Aldo, mostrando a vida de superação do lutador.

O outro lado do paraíso, de André Ristum

O filme é baseado em uma história real. Antônio (Eduardo Moscovis) faz o que pode para conseguir dinheiro para o sustento do lar. Já tentou garimpo, bicos diversos, e agora pensa ter encontrado finalmente seu lugar: Brasília. Atraído pelas promessas do presidente João Goulart e pela ampla oferta de emprego, ele se muda para a capital com a esposa e os filhos. O sonho da prosperidade, no entanto, é interrompido pelo golpe militar e Antônio, envolvido com o sindicalismo, começa a viver um pesadelo.

Pequeno segredo, de David Schurmann

Pequeno Segredo é uma coprodução Brasil/Nova Zelândia. O longa de ficção, baseado na história real de Kat Schurmann e que também inspirou o best-seller homônimo de Heloísa Schurmann, revela a força do amor no destino de duas famílias. Ao adotar Kat, o casal Schurmann convive com a delicada escolha de manter ou não um segredo que vai além da adoção.
Chatô – O rei do Brasil, de Guilherme Fontes

Bem conhecido pelas polêmicas que envolveram seu processo de produção, Chatô conta a história do magnata das comunicações Assis Chateaubriand (Marco Ricca) é a estrela principal de um programa de TV chamado “O Julgamento do Século”, realizado bem no dia de sua morte. É nele que Chatô relembra fatos marcantes de sua vida, como os casamentos com Maria Eudóxia (Letícia Sabatella) e Lola (Leandra Leal), a paixão não-correspondida por Vivi Sampaio (Andréa Beltrão), como manipulava as notícias nos veículos de comunicação que comandava e a estreita e conturbada ligação com Getúlio Vargas (Paulo Betti), que teve início ainda antes dele se tornar presidente.

Uma loucura de mulher, de Marcus Ligocki Júnior

Lúcia (Mariana Ximenes) é casada com Gero (Bruno Garcia), político que está deslumbrado com a possibilidade de se tornar governador. Lúcia está disposta a apoiá-lo, mas um vacilo dele a faz fugir para o Rio de Janeiro. Lá, ela redescobre a alegria de estar solteira e de perseguir os próprios sonhos. No elenco também tem Miá Mello e Sérgio Guizé.

Aquarius, de Kleber Mendonça Filho

O filme segue envolvido na polêmica do posicionamento político do diretor Kleber Mendonça Filho e do elenco, desde o seu lançamento em Cannes. Na história, Clara (Sonia Braga) mora de frente para o mar no Aquarius, último prédio de estilo antigo da Av. Boa Viagem, no Recife. Jornalista aposentada e escritora, viúva com três filhos adultos e dona de um aconchegante apartamento repleto de discos e livros, ela irá enfrentar as investidas de uma construtora que tem outros planos para aquele terreno: demolir o Aquarius e dar lugar a um novo empreendimento.

Nise – O coração da loucura, de Roberto Berliner

Ao sair da prisão, a doutora Nise da Silveira (Glória Pires) volta aos trabalhos num hospital psiquiátrico no subúrbio do Rio de Janeiro e se recusa a empregar o eletrochoque e a lobotomia no tratamento dos esquizofrênicos. Isolada pelos médicos, resta a ela assumir o abandonado Setor de Terapia Ocupacional, onde dá início a uma revolução regida por amor, arte e loucura.

Vidas partidas, de Marcos Schetchman

O casal Graça e Raul é apaixonado. Os dois se casam e têm duas filhas, uma família perfeita. Graça evolui no trabalho, Raul fica desempregado e é aí que tudo se modifica… Raul torna-se agressivo e possessivo. O drama trata de violência doméstica. no elenco Naura Schneider e Domingos Montagner.

O começo da vida, de Estela Renner

O documentário mostra como uma pessoa não é composta apenas de carga genética. Através de entrevistas reveladoras, prova que o desenvolvimento do ser humano depende do relacionamento dele com o meio ambiente e com outros seres, principalmente nos primeiros anos de vida. A diretora Estela Renner entrevistou especialistas e visitou famílias de diversas culturas, etnias e classes sociais do Brasil e de países como Canadá, Índia, China, Quênia, Itália, Argentina, Estados Unidos e França. A diversidade dos retratos vai desde a entrevista com Gisele Bündchen, falando sobre sua família, à Phula, uma menina que cuida sozinha dos irmãos em uma comunidade indiana em meio a obras em construção.

Menino 23: Infâncias perdidas no Brasil, de José Belisario Cabo Penna Franca

O documentário, de Belisário Franca, acompanha a pesquisa do historiador Sidney Aguilar, que descobriu que durante os anos 1930, 50 meninos negros foram levados de um orfanato no Rio de Janeiro para uma fazenda no interior de São Paulo, onde foram submetidos a trabalho escravo e identificados por números.

Tudo que aprendemos juntos, de Sérgio Machado

Laerte (Lázaro Ramos)  é um músico promissor que perde a chance de trabalhar na maior orquestra sinfônica da América Latina e, frustrado e com problemas financeiros, vai dar aulas na favela de Heliópolis. Na escola, cercado por pobreza e violência, redescobre a música de forma tão apaixonada que acaba por contagiar os jovens estudantes. O filme conta a história real da formação da Orquestra Sinfônica de Heliópolis e saga de um músico e seus alunos, que tiveram suas vidas transformadas pela arte. Também no elenco estão Sandra Corveloni e Fernanda de Freitas. Além da participação de artistas da música como Criolo e Rappin´Hood

Campo Grande, de Sandra Kogut

o filme conta a história de Ygor e Rayane, abandonados na porta de Regina, no bairro de Ipanema no Rio de Janeiro. Essa chegada repentina e inesperada na vida de Regina e a busca pela mãe das crianças irá mudar suas vidas para sempre. No elenco temos  Carla Ribas, Rayane do Amaral, Ygor Manoel e Julia Bernat.
A bruta flor do querer, de Andradina Azevedo e Dida Andrade

Na sinopse lemos: Diego (Dida Andrade), um recém formado em cinema, se vê obrigado a trabalhar como câmera-man de casamentos. Enquanto luta para realizar seu primeiro filme o mesmo vive um sentimento platônico por uma garota.

Até que a casa caia, de Mauro Giuntini

Ciça (Virgínia Cavendish) e Rodrigo (Marat Descartes) são um casal e têm um filho chamado Matheus (Emanuel Lavor). Os dois estão divorciados, mas vivem com o filho sob o mesmo teto, como uma família convencional. Sem afirmar a dependência emocional, o arranjo é identificado por motivos financeiros e pela criação do filho. Apesar do filho odiar a situação, existe um equilíbrio, porém, ele é rompido quando Leila (Marisol Ribeiro), a namorada de Rodrigo vai morar com eles.
O roubo da taça, de Caito Ortiz

Esse já falamos muito por aqui! No dia 19 de dezembro de 1983, o sonho foi roubado. Dois ladrões invadiram a sede da CBF no Rio de Janeiro e levaram a lendária taça Jules Rimet, símbolo máximo da supremacia brasileira no futebol mundial. Até hoje ninguém sabe ao certo o que aconteceu naqueles dias de verão carioca. No elenco Paulo Tiefenthaler ( agora premiado em Gramado), Taís Araújo, Danilo Grangheia, Milhem Cortaz, Stepan Nercessian, Fabio Marcoff e Mr. Catra. 

Detalhe: A Hora e a Vez de Augusto Matraga foi inabilitado por ter sido lançado fora do período exigido pela academia norte-americana, de 1° de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016.

 

RELEMBRE:

No ano passado, o longa Que Horas ela Volta?, de Anna Muylaert, foi o nosso representante. Não chegou a concorrer entre os 5 escolhidos pela Academia para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Este ano, Anna poderia concorrer com o filme, Mãe Só Há Uma, mas não inscreveu a produção para tentar uma vaga no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2017.

Ano passado concorreram: Embrace of the Serpent (Colômbia), Cinco Graças (França), O Filho de Saul (Hungria), Theeb (Jordânia) e A War (Dinamarca). O vencedor foi O Filho de Saul.

ENTENDA: 

O Oscar de Melhor Filme Estrangeiro existe dentro da premiação da Academia da Artes e Ciências Cinematográficas desde 1956, antes disso era entregue ocasionalmente, mas sem competição entre filme indicados. A categoria premia longas-metragem feitos fora dos EUA e com diálogos que não sejam predominantemente em inglês.

O anúncio do longa nacional escolhido este ano para representar o Brasil acontecerá no dia 12 de Setembro. A escolha é realizada por uma comissão nomeada pelo MinC  composta por Adriana Scorzelli Rattes, Luiz Alberto Rodrigues, George Torquato Firmeza, Marcos Petrucelli, Paulo de Tarso Basto Menelau, Silvia Maria Sachs Rabello,  Sylvia Regina Bahiense Naves, Carla Camurati e Bruno Barreto.

 

 

O filme que você quer ver essa semana se chama O Homem nas Trevas Sia + Kendrick Lamar: Assista ao clipe de The Greatest

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