Democracia em Vertigem é o representante brasileiro no Oscar 2020, disputando a estatueta na categoria de melhor documentário. A diretora, Petra Costa está nos  Estados Unidos em campanha pelo filme. Em almoço promovido pela Academia, Petra conversou com diversos astros, especialmente os mais próximos de causas ambientais, como Leonardo DiCaprio e Brad Pitt.

Em campanha por seu filme, Petra concedeu diversas entrevistas, inclusive ao programa de Christiane Amanpour, na CNN. Entre o que foi dito por ela:

  • Muitos brasileiros estavam mudando seus votos de última hora devido às fake news, inclusive uma que dizia respeito ao candidato Fernando Haddad estar envolvido com satanismo.
  • Empresários pagaram por uma campanha de fake news e colaboraram a empurrar nossa democracia ainda mais para a vertigem.
  • Uma onda evangélica contra negros, feministas e gays impulsionou a candidatura de Bolsonaro e que, desde que ele foi eleito, a taxa de homicídios cometidos por policiais aumentou mais de 20%.
  • A Amazônia está a ponto de virar uma Savana.

A Secom, Secretaria Especial de Comunicação Social achou por bem responder:

E respondeu a algumas colocações da diretora:

  • No primeiro ano da gestão do presidente @jairbolsonaro, o número de homicídios teve uma queda de aproximadamente 20% no Brasil todo. A criminalidade violenta também caiu. No Sudeste, onde fica o Estado do RJ, o número de homicídios caiu mais de 17% em 2019.
  • Para que a floresta amazônica NUNCA vire uma savana, a #OperaçãoVerdeBrasil do Governo Federal combateu 1.835 focos de incêndio na região da Amazônia e aplicou R$ 141,9 milhões em multas ambientais. Nenhum incêndio ou invasão de terra indígena é incentivado pelo Governo Federal.

Inclusive com versão em inglês:

A cineasta Petra Costa desempenhou o papel de ativista anti-Brasil e manchou a imagem do país no exterior com uma série de notícias falsas em uma entrevista na televisão americana.
Sem o menor senso de respeito por sua terra natal e pelo povo brasileiro, Petra disse em um roteiro irracional que a Amazônia se tornará uma savana em breve e que o Presidente Bolsonaro ordena o assassinato de afro-americanos e homossexuais.
É inacreditável que um cineasta possa criar uma narrativa cheia de mentiras e previsões absurdas para denegrir uma nação só porque ela não aceita o resultado das eleições.

E ai, Bial? 

Em conversa com a Rádio GaúchaPedro Bial deu sua opinião sobre o documentário Democracia em Vertigem.

“Eu dei muita risada. É um ‘non sequitur’ atrás do outro”

Bial não curtiu também a “narração miada, insuportável, onde ela [Petra Costa] fica choramingando o filme inteiro”.

“É um filme de uma menina dizendo para a mamãe dela que fez tudo direitinho, que ela está ali cumprindo as ordens e a inspiração de mamãe, somos da esquerda, somos bons, não fizemos nada, não temos que fazer autocrítica. Foram os maus do mercado, essa gente feia, homens brancos, que nos machucaram e nos tiraram do poder, porque o PT sempre foi maravilhoso e Lula é incrível.”

Para ele o filme “É uma ficção alucinante. É mais que maniqueísmo, é uma mentira”

Mesmo assim, Bial acredita que a produção tem méritos técnicos, por ser “uma história bem contada” e tem chance de vencer no Oscar:

“Depois que vi Indústria Americana [outro dos indicados], acho que a Academia dá o prêmio ao filme brasileiro”

Nem tudo foram farpas. Bial elogiou o primeiro filme da diretora, Elena, de 2012:

“Eu acho bacana que ela possa fazer o filme dela, é uma ótima cineasta. Elena [de 2012], o primeiro filme dela, é bem urdido, profundo, bem contado”

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