Nesta terça-feira, durante a abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a performance de Wagner Schwartz causou. Intitulada La Bête, a performance apresenta o artista fluminense nu, deitado no chão e convida os expectadores a manipularem seu corpo em referência ao que propõe as esculturas da série Bichos, da artista brasileira Lygia Clark  (esculturas com várias dobradiças que podem ser manipuladas).

Um vídeo que circula nas redes sociais, mostra uma menina interagindo na apresentação. A garota, que deve ter cerca de 5 anos é instruída por uma adulta, que o museu diz ser sua mãe. Ela toca nas mãos, nas pernas e nos pés de Wagner e depois  sai do espaço engatinhando e volta a assistir à performance.

Não foi a primeira vez que aconteceu essa interação infantil à performance, apresentada também em Salvador, no Goethe-Institut, quando uma outra criança (aparentando mais idade que esta) tocou a cabeça do artista.

A nota oficial do MAM diz o seguinte:

 “Museu Arte de Moderna de São Paulo informa que a performance ‘La Bête’, que está sendo atacada em páginas no Facebook, foi realizada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira, em evento para convidados. A sala estava sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez do artista. O trabalho não tem conteúdo erótico ou erotizante e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, que trata de objetos articuláveis. As acusações de inadequação são descabidas e guardam conexão com a cultura de ódio e intimidação à liberdade de expressão que rapidamente se espalham pelo país e nas redes sociais. O material apresentado nas plataformas digitais omite a informação de que a criança que aparece no vídeo participou brevemente da performance acompanhada de sua mãe e que a sala estava ocupada pelos espectadores. As insinuações de pedofilia são resultado de deturpação do contexto e significado da obra.

Vale saber:

Nesta quinta-feira, o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul determinou, através de uma recomendação, que o Santander Cultural reabra imediatamente a exposição Queermuseu. O procurador Fabiano de Moraes defende:

“O precedente do fechamento de uma exposição artística causa um efeito deletério a toda liberdade de expressão artística, trazendo a memória situações perigosas da história da humanidade como os episódios envolvendo a ‘Arte Degenerada’ (Entartete Kunst), com a destruição de obras na Alemanha durante o período de governo nazista”.

Também foi pedido que o Santander Cultural realize uma nova exposição com o mesmo objetivo da Queermuseu, aberta aos visitantes em período não inferior a três vezes o tempo que a mostra boicotada permaneceu sem visitação, como forma de compensação ao público.

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