O presidente americano, Donald Trump tem defendido o juiz Brett Kavanaugh, que indicado à Suprema Corte do país, enfrenta acusações de assédio sexual denunciadas por três mulheres.

“É um tempo muito assustador para homens jovens nos EUA, quando você pode ser culpado de algo de que você pode não ser culpado”

Para Trump, a máxima “inocente até provado culpado” se transformou em “culpado até provado inocente.”

“Alguém pode acusar você de algo —não necessariamente tem que ser uma mulher—, mas alguém pode acusar você de algo e você automaticamente se torna culpado.”

As afirmações foram uma resposta quando questionado sobre se temia mais por seus filhos ou filhas em meio à reação provocada pelas acusações contra Kavanaugh.

“Agora, eu diria por meus filhos…Quando eu vejo o que está acontecendo agora, é assustador.”

Uma investigação está sendo conduzida pelo FBI para apurar as alegações contra o juiz, mas o presidente espera que a votação no Senado (controlado pelos republicanos por uma pequena margem) para confirmar Kavanaugh na Suprema Corte aconteça ainda nesta semana.

A investigação do FBI sobre Kavanaugh deve ser concluída ainda esta semana, mas é possível que todos os fatos não tenham sido apurados até lá.

A aprovação de Kavanaugh alteraria o equilíbrio da Suprema Corte, que passaria a ter quatro progressistas e cinco conservadores.

No dia 27, a professora de psicologia Christine Blasey Ford deu um depoimento emocionante em audiência no Comitê Judiciário do Senado dos EUA. Ela disse que tem 100% de certeza de que foi Kavanaugh que a atacou sexualmente no início da década de 80. O juiz negou esta e qualquer outra acusação do tipo.

Sobre a possibilidade do juiz ter mentido perante o Congresso, o presidente ressaltou que a atitude não seria aceitável.

“Eu não acho que você deveria mentir para o Congresso e há muitas pessoas no último ano que mentiram no Congresso. Para mim, isso não seria aceitável.”

O The New York Times publicou uma matéria que mostra que o juiz esteve envolvido em uma briga de bar em setembro de 1985. Depoimentos e o relatório policial questionam o comportamento de Kavanaugh e seu relacionamento problemático com bebidas alcoólicas. Ele nega que tenha problemas com álcool, mas a afirmativa é questionada por depoimentos de duas outras mulheres:

Deborah Ramirez, que foi colega de Kavanaugh em Yale nos anos de 1983-84, e que contou um episódio ocorrido em uma festa num dormitório da universidade. Em entrevista à New Yorker, ela contou que o jovem, então com 18 anos, teria colocado o pênis na cara de uma colega, que teve que afastá-lo. Isso na frente de vários estudantes que, como Kavanaugh, riram e ridicularizaram a colega.

O juiz respondeu:

“Este suposto acontecimento de há 35 anos não aconteceu. As pessoas que me conheciam na altura sabem que isto não aconteceu, e já o disseram. Isto é difamação, pura e simples. Espero depor [no Senado] na quinta-feira e defender o meu bom nome – e a reputação de carácter e integridade que levei toda a vida a construir – contra estas acusações de última hora”.

Julie Swetnick  conta que conheceu Brett Kavanaugh e o amigo Mark Judge ( mesma dupla da narrativa de Ford) entre 1981 e 1982.

 “Também testemunhei esforços de Mark Judge, Brett Kavanaugh e outros para embebedarem e desorientarem meninas para que pudessem depois violá-las em grupo numa sala ou num quarto, por um ‘grupo’ de vários rapazes.”

“Vi Brett Kavanaugh a beber de forma excessiva em muitas dessas festas e a ser fisicamente agressivo com as raparigas, a agarrar-se a elas sem consentimento e a tentar retirar ou afastar as suas roupas para expor partes do corpo”,

Julie Swetnick também disse que, em 1982, foi vítima de uma dessas violações em grupo, “em que Mark Judge e Brett Kavanaugh estavam presentes”.

“Pouco depois de isso ter acontecido, contei a pelo menos duas pessoas. Durante [a violação] fui incapacitada sem o meu consentimento e fiquei incapaz de lutar contra os rapazes que me violaram. Acredito que fui drogada com  ou com algo semelhante que foi posto na minha bebida.”

 

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