Um mês separados. Na última terça feira, Lídia Karine Souza pode se encontrar por uma hora com seu filho Diogo, de nove anos. Eles foram detidos na fronteira dos EUA com o México, e submetidos a política de tolerância zero a imigrantes do governo de Donald Trump.

Lídia foi à Chicago, para encontrar o menino na instituição na cidade onde estava abrigado. A brasileira conta com a assistência do advogado Jesse Bless, que a representa gratuitamente. Em comunicado oficial descobrimos que o encontro foi emocionante, mas que a criança não pode ser liberada sob a custódia da própria mãe.

O advogado de Lídia explicou que a brasileira entrou nos EUA legalmente em 29 de maio em busca de asilo. Ao que parece, Lídia tem medo de perseguição no Brasil, e precisava de asilo nos EUA. Não foram dados detalhes das motivações para este medo. A questão de se pedir asilo nos Estados Unidos não é atípica. Muitos adultos detidos hoje argumentaram sofrer ameaças no Brasil. Nesses casos, o processo de liberação é longo.

Muitas famílias brasileiras tentam conseguir reaver suas crianças. Ao que narram, as exigências burocráticas dos abrigos (colher as digitais dos que irão conviver com o menor nos EUA, checar antecedentes criminais, visitar a casa em que o menor estará hospedado, comprovantes de renda, e outras documentações) impedem que isso aconteça rapidamente.

Alguns pais, detidos, passam a autorização para que os filhos sejam reunidos com as famílias, em liberdade e muitas vezes residentes no país. Mesmo assim, o processo é difícil. Os consulados brasileiros estão ajudando com tradução de documentos e orientações legais sobre o processo.

O governo americano argumenta que as medidas são precauções estabelecidas em lei para combater o tráfico de pessoas, e cita casos de crianças estrangeiras que foram entregues a traficantes, que haviam sido apontados como amigos da família pelos próprios pais.

Na última quarta, o juiz federal Dana Sabraw, do Tribunal de San Diego, passou uma determinação válida para todos os Estados Unidos, que impede temporariamente a separação das crianças de seus pais na fronteira com o México e ordena que todas as famílias já separadas sejam reunidas em no máximo 30 dias (crianças de até 5 anos têm prazo de 14 dias).

 

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