Saiu uma matéria da Ilustrada que trata de um livro chamado The Bestseller Code: Anatomy of the Blockbuster Novel ( que ainda não tem previsão de chegar ao Brasil), dos pesquisadores Jodie Archer e Matthew L. Jockers. A publicação reúne quatro anos de pesquisa, nos quais analisaram 20 mil volumes de ficção que figuraram na lista de mais vendidos do New York Times nos últimos 30 anos, desenvolvendo um código que prevê best-sellers com uma eficácia de 80%. Toda essa analise teria sido realizada por computadores capazes de mapear um enredo e identificar tudo que seria necessário para se chegar a 2.799 características que estariam fortemente associadas ao sucesso de vendas de uma livro. Será mesmo?

Essa história de usar algoritmo para desenvolver um produto de sucesso é assunto recorrente nos serviços de streaming de conteúdo de vídeo. A Netflix sempre divulga os hábitos dos seus assinantes, com precisão quase que assustadora. Sabendo até em que momento as pessoas ficam mais engajadas em suas séries preferidas. alguns dizem que eles usam esses dados, dos hábitos dos usuários para bater martelo em relação a escolha de projetos e até para conduzir suas tramas.

Eu já acho tudo isso uma grande balela… Mas vamos lá.

 

Heroínas jovens e fortes que sejam levemente desajustadas: Sim tem uma lista gigante de xoovens fortes e desajustadas. Daenerys Targaryen , heroína do autor George R. R. Martin e uma das melhores personagens de Game of Thrones pode ser um bom exemplo, já que é super forte, e digamos que ser mãe de dragões à categoriza como desajustada.

Prefere cenas de intimidade às de sexo: Sei. E como explicar 50 Tons de Cinza?

Evitar pontos de exclamação: Jura!!!!!!!!!!!!! só vale em rede social. imagino que emojis também não sejam legais em livros best sellers.

Prefira personagens cachorros do que gatos: Será mesmo? De qualquer forma temos muitos best sellers em que cachorros são protagonistas. alguém aqui chorou lendo Marley e Eu? , de John Grogan

Fale sobre casamentos, mortes, funerais, impostos, armas, escolas, crianças, mães e tecnologias vagamente ameaçadoras: Ou sobre a vida. Que tal resumir?

Sexo, drogas e rock’n’roll estão em baixa: Duvido muito….

Diz que corpos humanos só devem ser descritos exaustivamente em cenas de crime ou em contextos de dor: Tá. Eu tô nessa. Adoro descrição de cena de crime…

O livro deve ter três ou quatro temas centrais: Normal, né? não dá pra falar de tuuuuudo

 O ritmo da narrativa deve ser regular: Até porque ter um ritmo faz você seguir na leitura. Se bem que as vezes começa lento e depois acelera e a gente gosta do livro mesmo assim, não?

 O narrador deve ser uma voz de autoridade: Será mesmo?

 Finais tristes estão liberados: E são ótimos, não. Amo dar uma chorada no final do livro, ou aguardar um próximo que possa satisfazer minhas frustrações.

Seja vago: Ou seja lá o que isso quer dizer.

Linguagem simples e direta é a favorita. Frases curtas e autores que vêm da publicidade ou do jornalismo têm mais chances. O leitor mainstream quer um texto transparente, quer ter a impressão de que teve um entendimento total da obra.

O pessoal curte aquele tipo de história que se divide entre apresentação dos personagens e do universo ficcional, conflito e resolução. Eu já curto uma coisa mais caótica…

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De acordo com o levantamento, o romance perfeito se chama O Círculo, de Dave Eggers. O livro se passa num futuro próximo indefinido, e conta a história de Mae Holland, uma jovem profissional contratada para trabalhar na empresa de internet mais poderosa do mundo: O Círculo. Google feelings? Problemas ético exatamente com esse lance de algoritmos? Vamos ter que ler pra saber 😉

 

Vem espiar o trailer de ELIS Assista ao trailer de Logan, que fecha a saga de Wolverine nos cinemas.

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