Depois das primeiras denúncias, o que não falta é gente saindo da sombra para se colocar abertamente contra o comportamento do produtor Harvey Weinstein. A situação é tão grave, que a produtora da qual o cara foi fundador e fazia parte corre o risco de fechar as portas. A situação só piora, a medida que detalhes vão aparecendo. O TMZ obteve o contrato do produtor com a Weinstein Company, em que era permitido que ele fosse processado por assédio, sem ser demitido, e que teria apenas de arcar com os custos jurídicos disso.

E tem mais gente falando sobre os abusos. A atriz Jane Fonda falou à CNN que se sente envergonhada por não ter denunciado o caso quando tomou conhecimento, há cerca de um ano. Penélope Cruz, que venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante por seu papel no filme Vicky Cristina Barcelona, produzido por Weinstein, disse que o abuso de poder por parte do produtor era “inaceitável”.

Uma das declarações mais aguardadas a respeito do caso, do cineasta Quentin Tarantino, ainda não aconteceu exatamente. Pelo Twitter da atriz Amber Tamblyn, o diretor afirmou estar “de coração partido” e processando a dor, para mais tarde se pronunciar a respeito do caso.

Woody Allen, que está lançando filme novo e que tem seu nome envolvido em denúncias bastante graves( acusado pela sua ex-mulher, Mia Farrow, de ter abusado sexualmente da filha adotiva deles, Dylan, quando a menina tinha apenas 7 anos), falou sobre o caso:

“Esta situação do Harvey Weinstein é triste demais para todos os envolvidos. Trágica para as mulheres vítimas dos ataque, triste para o Harvey por ter esta bagunça em sua vida. Não há ganhadores. É muito, muito triste e trágico para estas mulheres que precisam encarar isto”

Para a BBC, o diretor ainda emendou:

“Não é interessante que o caso crie uma atmosfera de caça às bruxas, onde qualquer cara em um escritório que dê uma piscadinha para uma mulher de repente estará condenado a chamar um advogado para se defender. Isso também não é certo. Mas, com certeza, esperamos que o que aconteceu possa ser transformado em benefício para as pessoas, em vez de apenas uma situação triste ou trágica”

Uma curiosidade: foram duas as reportagens importantes que denunciaram o caso Weinstein, a primeira no The New Times, e a segunda, na revista New Yorker, com mais testemunhos que fortaleceram o caso foi escrita pelo jornalista e ativista de direitos humanos Ronan Farrow, filho biológico de Woody Allen com Mia Farrow.

Claro que as declaração de Allen caíram super mal… O que fez com o diretor se justifica-se em um comunicado publicado pela Variety, em que diz que foi mal interpretado.

“Quando disse que estava triste por Weinstein, achei que estava claro que era porque ele é um homem triste e doentio”

“Estou surpreso que minha afirmação foi tratada de outra forma.”

NOVAS DENÚNCIAS:

A cantora Björk resolveu também tocar na questão do abuso e assédio cometidos por diretores de cinema. Ontem, em um post em seu Facebook, revelou que foi vítima de assédio sexual por um diretor dinamarquês. Apesar de não nomear o agressor, especula-se que ela esteja falando do diretor dinamarquês Lars von Trier, com quem trabalhou em 2001. no filme Dançando no Escuro.

“Me senti inspirada pelas mulheres pelo mundo que estão falando sobre suas experiências online. Isso me fez sentir vontade de contar minha experiência com um diretor dinamarquês”

“Venho de um país onde a diferença entre os sexos é pequena, apesar de ainda existir. Quando entrei na carreira de atriz, já era uma cantora de sucesso, mas sabia que poderia, ainda assim, ser assediada.”

“Quando impedi que o diretor tentasse alguma coisa, ele fez com que a minha imagem ficasse mal para toda a equipe do filme. Por conta da minha força, do meu incrível time e porque não tinha nada a perder no meio da atuação, eu deixei essa profissão de lado e me recuperei desse episódio com o passar dos anos.”

 A cantora ainda disse:

“O diretor está 100% familiarizado com esse jogo e tenho certeza que o filme que ele fez foi baseado em sua experiência comigo. Eu fui a primeira que ele tentou assediar e não deixei ele chegar perto.”

 

Larry Flynt X Trump: U$ 10 milhões por um impeachment Harvey Weinstein pode ser expulso do Sindicato de Produtores Cinematográficos de Hollywood

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