O desempenho do Brasil no Pisa aplicado em 2018 foi divulgado ontem. Ficamos entre as 20 piores colocações no ranking internacional. O ministro da Educação, Abraham Weintraub comentou a estagnação do Brasil nos últimos dez anos:

“Estamos estagnados desde 2009, não houve progresso. Estatisticamente estamos de lado, a despeito do aumento dos recursos que foram investidos. Porque a técnica e o formato que estávamos fazendo são ruins. Este governo não tem nada a ver com este Pisa”

O ministro também aproveitou para reiterar suas críticas à Paulo Freire:

“O símbolo máximo do fracasso da gestão do PT começou quando foi construída a lápide da educação, que está lá embaixo na entrada do MEC, que é esse mural do Paulo Freire. Representa esse fracasso total e absoluto. Então, sim, [o Pisa é] integralmente culpa do PT, integralmente culpa dessa doutrinação esquerdófila sem compromisso com o ensino. Que quer discutir sexualidade e não quer ensinar a ler e escrever”

O Pisa é aplicado pela OCDE, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico a cada três anos. Foram avaliados alunos de 15 anos de 79 países ou regiões. Na habilidade que foi foco do estudo de 2018, a leitura, o Brasil está na 42ª posição do ranking. Em matemática, ocupamos a posição de número 58, e a 53ª posição no ranking de ciências. No Brasil, a prova foi realizada em 597 escolas públicas e privadas fizeram a prova, totalizando 10.961 alunos.

“São 79 países avaliados em três áreas: o Brasil ficou, na América do Sul, no último lugar em matemática. Todos os outros países estavam à frente do Brasil em matemática, nenhum país ficou atrás. A Argentina ficou empatadinha ali, mas empatada em último”

“Em ciências, o Brasil ficou em último lugar na América do Sul. Não tem o que discutir, o número é absoluto, empatado com Argentina também e com Peru, mas em último. E em leitura o Brasil não ficou em último. Ficou na frente também da Argentina e do Peru, só. Mas de três, dois o Brasil ficou em último”.

Das medidas implementadas pelo governo Bolsonaro, o ministro falou sobre a política nacional de alfabetização, o projeto de expansão do acesso à internet para escolas públicas brasileiras e os planos de ampliação do ensino em tempo integral, além do Future-se. houve também a defesa das escolas militares e cívico-militares:

“Na média, é uma tragédia. Mas quando olhamos as escolas militares e cívico-militares já existentes, o Brasil está acima da média da OCDE”

Weintraub disse que o objetivo do governo é melhor o número do país no próximo teste:

“Eu assumo integral responsabilidade se esse número não inflexionar”

O secretário de Educação Básica do MEC, Janio Macedo, disse que espera realizar um trabalho conjunto com estados e municípios para reverter os resultados recentes da avaliação internacional.

Entre os dados coletados, em entrevista com os estudantes, foi apontado que alunos brasileiros faltam mais à escola e perdem mais tempo de aula por indisciplina do que a média dos países que participaram. Os estudantes também demonstram ter menos confiança em sua capacidade. O levantamento também apontou o aumento em casos de bullying, e uma parcela maior de estudantes que se sentem “sempre tristes”. De positivo, 83% dos alunos brasileiros relataram que seu professor demonstra satisfação em lecionar.

 

RESPOSTA:

em nota oficial do PT, Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação durante o governo Dilma respondeu às declarações de Weintraub:

“O atual ministro ataca o PT, que está há quase quatro anos fora do governo, de forma ainda mais descabida agride Paulo Freire e, mais uma vez, não propõe absolutamente nada para a melhoria da educação”

O ex-ministro ainda defendeu as administrações, que de acordo com ele realizaram uma “extraordinária inclusão educacional” com melhoras na qualidade no ensino:

“Os governos do PT patrocinaram uma extraordinária inclusão educacional. Em 2002, 36,9% da população tinham concluído o ensino fundamental, em 2015, atingimos 54,45%, o que reforça que ainda temos um imenso desafio na inclusão escolar. Entre os 5% mais pobres, apenas 6,8% tinham o ensino fundamental, em 2015, eram 30,3%.”

Mercadante disse ainda que o governo Bolsonaro promove “uma guerra ideológica obscurantista” e criticou políticas adotadas na atual gestão afirmando que há falta apoio do governo federal para os estados.

“No Pisa 2015, último realizado nos governos do PT, a fotografia era ruim, mas o filme era promissor. Fomos o país que mais evoluiu em matemática, entre todos os participantes. Ainda no Pisa de 2015, os Institutos da Rede Federal tiveram um extraordinário desempenho. Ficaram em 2º lugar em leitura, 11º em ciências e 30º em matemática entre os 70 países mais ricos do planeta. Ficaram na elite da educação mundial e se fossem um país estariam em primeiro lugar na América Latina”

Dados do Pisa 2012 foram os mais animadores que pude encontrar. Ali, o Brasil se mostrava o país que mais avançou em matemática entre o Pisa de 2003 e este de 2012. A diferença de desempenho entre alunos de escolas particulares e públicas também caiu. Em 2009, caímos no ranking internacional em todas as áreas de 57º para 58º lugar em matemática, de 53º para 59º em ciências e de 53º para 55º em linguagem.

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