ali livro“Cassius Clay é o nome de um escravo. Não foi escolhido por mim. Eu não o queria. Eu sou Muhammad Ali, um homem livre”.

Indicações para quem quer conhecer mais do tricampeão mundial e campeão olímpico de boxe, que morreu nesta sexta-feira (03) aos 74 anos. Comecemos pelos livros? Thomas Hauser foi o biógrafo oficial do boxeador Muhammad Ali, é autor de Muhammad Ali: His Life and Times,  lançado em 1991.

 

“Tomei a decisão de ser um negro dos que não se deixam apanhar pelos brancos.”

Não existe tradução para o português, então indico um outro livro.

O Rei do Mundo – Muhammad Ali e a Ascensão de Um Herói Americano, de David Remnick

O reconstrói a trajetória do lutador que ajudou a transformar a política racial, a cultura popular e a noção de heroísmo dos norte-americanos. Reúne detalhes e fotos reveladoras, e mostra Muhammad Ali como uma invenção de si mesmo: desde o menino Cassius e sua infância em Louisville até os treinos obsessivos e a mudança de nome e de religião.

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“Quando você tem razão, ninguém se lembra disso; quando está errado, ninguém esquece”

O autor, David Remnick é editor da elogiada revista New Yorker, e este livro faz parte de uma série de perfis realizados pelo jornalista, publicados no Brasil pela Companhia das Letras.

 

GOAT – Um tributo a Muhammad Ali

A editora Taschen criou um livro incrível, em edição limitada para prestar homenagem ao lutador. O valor ? R$ 16200,00.

GOAT abrevia Greatest of All Time, ou em português, O Maior de Todos os Tempos. foram 4 anos para o preparo da publicação que contém em suas páginas fotografias de arquivo e originais, arte gráfica, artigos e ensaios que relatam seis décadas da vida de Ali em detalhes impressionantes.

goat“Quando me olho ao espelho vejo que não tenho nenhuma marca ou cicatriz na cara, isso prova que fui o melhor de todos.”

Documentários:

“Perguntava sempre aos meus adversários quanto é que eles mediam. Assim sabia o que tinha de recuar quando eles caíam.”

O filme Eu Sou Ali – A História de Muhammad Ali (2014), dirigido por Clare Lewins é um documentário que mostra como Muhammad Ali era na intimidade. Narrado através de depoimentos da família, amigos e adversário, também conta com  trechos inéditos de seus “diários sonoros”, em que ele gravava seus pensamentos e dos mais próximos.

Uma curiosidade é que Ali chegou a interpretar a si mesmo, no filme The Greatest (O Melhor). O filme narra a história de Ali a partir dos Jogos Olímpicos de 1960 até a década de 1970 ( o longa foi lançado em 1977, dirigido por Tom Gries e Monte Hellman)

“Porque me pedem que vá para a guerra matar pessoas quando em Louisville os negros são tratados como cães?”

Também vale citarmos o documentário vencedor do Oscar, Quando Éramos Reis, lançado em 1996. Dirigido por Leon Gast , o filme trata da famosa The Rumble in the Jungle, a épica disputa pelo título mundial dos pesos-pesados entre Muhammad Ali e George Foreman, no antigo Zaire, em 30 de outubro de 1974.

Na premiação do Oscar, George Foreman e Muhammad Ali subiram ao palco para receber a estatueta, e foram super aplaudidos. Entre as curiosidades da produção desse doc, o tempo que levou para ser concluído:  23 anos. Acontece que o filme seria financiado por um empresário africano ligado ao ditador Mobutu Sese Seko, que desapareceu… Na verdade havia sido assassinado. Apenas na década de 90, o diretor conseguiu um novo financiador para concluir o filme, resultado de cerca de 250 horas de filmagem.

“Impossível é apenas uma palavra usada pelos fracos que acham mais fácil viver no mundo que lhes foi determinado do que explorar o poder que possuem para muda-lo. O impossível não é um fato consumado. É uma opinião. Impossível não é uma afirmação. É um desafio. O impossível é algo potencial. O impossível é algo temporário. Nada é impossível”.

Filme:

Ali (2001) é um drama biográfico dirigido por Michael Mann. Na pele de Muhammad Ali temos  Will Smith. O filme trata dos altos e baixos do lutador entre 1964 e 1974, dentro e fora dos ringues, inclusive sua reconquista do título dos pesos-pesados.

“Não conte os dias: faça com que os dias contem”.

 

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