Surgiu a notícia de que o ministro da Justiça, Sergio Moro, requisitou a abertura de inquérito contra quatro artistas de um coletivo de rock de Belém. Organizadores de um evento de punk chamado Facada Fest. A investigação é por supostos crimes contra a honra do presidente Jair Bolsonaro, além de apologia ao homicídio.

Membros de bandas e produtores do evento foram interrogado nesta quinta-feira, pela Polícia Federal, em Belém. Como justificativa, nota do ministério da Justiça diz que a consultoria jurídica apontou a necessidade de investigação  e que que o Ministério Público e a Polícia Federal devem agora elucidar os fatos e, se for o caso, oferecer ação penal.

Os cartazes usados pelo festival são o centro da polêmica. Em um deles Bolsonaro é representado pelo palhaço Bozo, usa uma faixa em que se lê 171 e  é empalado por um lápis. Em outra peça, o presidente aparece vomitando fezes sobre uma floresta, tem um bigode de Hitler, veste uma cueca com a bandeira americana e porta uma arma na mão.

Em seu Twitter, o ministro diz:

Em defesa do trabalho realizado nos posters, o ilustrador Paulo Victor Magno declarou à Folha:

“A gente estava no meio do desmonte da Educação, de problemas com os ministros [Ricardo] Vélez e [Abraham] Weintraub. Por isso me deram essa ideia de fazer o lápis, que representa a educação, derrotando essa palhaçada. É por isso que é um palhaço, porque representa essa ignorância.”

“Não tem nada ver com apologia ao crime ter feito uma coisa tão caricata daquele jeito, né? Não tem incitação de matar ninguém. Não passamos a ideia de fuzilar oposição.”

O presidente do Instituto Conservador, Edson Salomão foi quem fez ao Ministério Público Federal de São Paulo uma representação criminal, pedindo a investigação dos organizadores do Facada Fest e apontando uma relação dos cartazes e postagens com o atentado sofrido por Bolsonaro em setembro de 2018. O caminho foi passar do MPF paulista para o MP do Pará, e depois para a Procuradoria-Geral da República, que consultasse o Ministério da Justiça, já que a vítima do suposto crime é o presidente da República.

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