O livro de memórias de Michelle Obama se chama Minha História (Becoming). Desde o seu lançamento, tem emplacado na lista dos mais vendidos de diversos países em todo o mundo, provando que a ex-primeira dama norte-americana é alguém que tem o que dizer, e para quem dizer, agora com tradução em 24 idiomas. Informações do Financial Times dão conta que o valor negociado da biografia teria atingido algo em torno de US$ 65 milhões. Agora temos a biografia de Michelle, e em 2019 devemos ter o lançamento da versão de Barack Obama.

“Eu sou uma pessoa comum em uma jornada extraordinária”

A garota de classe baixa, criada no extremo sul de Chicago, encontrou no estudo sua rocha. Estudou nas importantes universidades americanas, Princeton e Harvard, e como primeira dama se consagrou por levar à frente programas importantes que tratam principalmente da educação de mulheres.

No lançamento do livro em Londres, foi recebida por uma platéia gigante, aplaudida de pé, e entrevistada pela escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Michelle falou de como mulheres negras acabam se sentindo diminuídas, e que a chave para mudar isso é o poder da educação.

“As pessoas tentam tirar nossa voz, nos demonizam como “furiosas” e “barulhentas”. Fui atacada por ousar ter uma voz e, muitas vezes, as críticas vieram das próprias mulheres — declarou, dando um recado a jovens mulheres negras e levando a plateia ao delírio: — Estive em todos os centros de poder que vocês possam imaginar e posso dizer-lhes que essas pessoas não são todas tão espertas assim.”

“Até hoje continuo me perguntando se sou boa o suficiente. O primeiro passo é a gente matar esse dragão dentro da nossa mente. Para isso as meninas precisam de educação”

Sobre quando estudou nessas universidades importantes, comentou:

“Era impossível ser uma estudante negra de uma faculdade de maioria branca e não sentir a sombra da ação afirmativa. Eu quase conseguia ver o escrutínio no olhar de certos estudantes e até de certos professores, como se quisessem dizer: Eu sei por que você está aqui

No livro ela também fala sobre esperança de muitos, de que Michelle poderia surgir como candidata à algum cargo público:

“Como sempre me perguntam isso, quero deixar claro: Eu não tenho a menor intenção de disputar qualquer cargo político. Nunca fui fã de política e minha experiência ao longo dos últimos dez anos pouco fez para mudar isso”

Mas em sua conversa em Londres, Michelle já não parecia assim tão decidida, apesar de não mencionar planos políticos:

“Primeiro preciso me dedicar à turnê do livro e depois quero entender as reações das pessoas, principalmente dos leitores mais jovens. Posso aprender algo com eles para poder decidir o que farei depois.”

No livro a gente fica sabendo de detalhes da história de sua vida, antes e depois de Obama, com direito a episódios que descrevem superação, humildade e honestidade.Já no primeiro capítulo, em um dos maiores escritórios de Chicago, Michelle se torna conselheira de um estagiário, que logo no primeiro dia de trabalho chega atrasado. Sim, estamos falando de Barack Obama, descrito como “um unicórnio — tão extraordinário a ponto de parecer irreal”.

Na segunda parte do livro, entramos no início do relacionamento com Obama, e também o despertar da carreira política do marido. É aqui também que tomamos conhecimento da crise que atingiu o casamento, em decorrência da distância pela campanha para o Senado. Também é descrita a dificuldade de terem filhos… Chegaram a perder um bebê, e recorreram à fertilização in vitro para a concepção das filhas Malia e Sasha.

Quando do lançamento em Londres, Michelle descreveu, bem humorada, relacionamentos longos, dizendo que todo casamento exige sacrifícios.

“Tem dias em que você tem vontade de jogar o outro pela janela. Assim, acidentalmente.”

Apenas na terceira parte, chegamos à Casa Branca, quando podemos ler sobre as dificuldades em se adequar à nova vida, e o desafio de Michelle em encontrar uma voz dentro da administração Obama. Também nessa parte do livro, podemos ler sobre a reação da ex-primeira dama quando Trump assumiu a presidência. No momento da posse, passou pela cabeça de Michelle:

“Sentada no palco em frente ao Capitólio pela terceira vez, eu me esforcei para conter minhas emoções. A diversidade vibrante das duas últimas posses tinha sido substituída por uma uniformidade desalentadora, branca demais e masculina demais.”

Interessante observar, que também em Londres, falando sobre a campanha do marido para a presidência, Michelle diz que no fundo achava que o país não elegeria um presidente negro. Obama foi eleito, com 69 milhões.

Não, senhor. Você não vai poder mudar a sua idade. O Queen com Adam Lambert voltará a fazer turnê

One thought on “Michelle Obama, a mulher que todos queremos ler e ouvir”

  1. GUIA DA RECONQUISTA

    Olá! Gostei do conteúdo do seu site, muita informação boa, vou recomendar.
    Parabéns

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