A escritora e filósofa Marcia Tiburi deixou o Brasil, e de acordo com seu relato decidiu após receber ameaças de morte e ter sua casa invadida no fim do ano passado. Quando estava em viagem à Buenos Aires, soube que a irmã encontrou sua casa com as portas arrombadas e todas as gavetas escancarada. Em relato para Mônica Bergamo, disse que já recebia ameaças de morte pela internet e até mesmo nas ruas:

“Eu tinha medo inclusive de ficar em casa”

Márcia está nos Estados Unidos, mas deve residir em Paris, onde o marido vai fazer um pós-doutorado. A filósofa aceitou o convite de Lula e foi, no passado, candidata ao Governo do Rio de Janeiro.

Relembre algumas polêmicas que envolveram  Márcia Tiburi:

Marcia Tiburi é filósofa e autora de livros como Ridículo Político e Como Conversar com um Fascista. No ano passado, no acampamento do PT, em Curitiba, ela discorreu sobre os que são contra  Lula, e como estes teriam problemas sexuais. Lula, segunda ela, é o crush de todos e todas. Assista:

“Eu acho que no comportamento fascista, na personalidade autoritária, existe uma… assim… um problema sexual mesmo, sabe? Existe… é… existe um problema sexual no sentido de que a preocupação com a sexualidade dos outros, o… a… a homofobia, a transfobia, a misoginia, a marcação preconceituosa em cima da sexualidade dos outros demonstra uma projeção agressiva, uma… e que tá intimamente conectado também com uma identificação com um líder autoritário que, em geral, é uma figura fria.”

“Essa gente burguesa é uma outra parada, gente. Sugiro que a gente comece a estudar mais a sexualidade nesse sentido. E aí eu acho que rola uma inveja das elites em relação ao povo. E quando o povo, que já tinha sexo, que já tinha afeto e que já tinha abraço, e que já tinha uma vida leve, de repente, além de tudo, ganha uma Bolsa Família, que vai fazer as pessoas comerem, também fazer churrasco, ser mais feliz ainda, o povo da camada de cima, essa camada branca, asséptica, essa camada burguesa, que adora um capital porque não tem outro tipo de prazer, que adora dinheiro, que adora mercadoria, que adora consumismo, que adora a frieza do shopping, essa galera não deu conta, não. Não deu conta dessa liberdade do povo, dessa felicidade do povo.”

“Nós todos estamos correndo riscos dessa sanha tarada desses fascistas que têm poder no Brasil hoje. É assim, acho que nossos beijos, amores, abraços, podem deixar eles assim ainda mais irritados. Então eu espero que a gente possa também dizer pra eles que eles também podem ser felizes. É só relaxar e gozar no melhor sentido possível dessa expressão, sendo felizes com o povo, curtindo a alegria afetiva do PT, parando de transformar o PT numa metáfora do mal.”

Marcia também foi integrante da bancada do Saia Justa, programa que deixou em 2011, criticando suas companheiras de cena:

“No ‘Saia justa’ percebi que as próprias mulheres denigrem as mulheres. A Mônica também sacou isso. Mas as outras não tinham condição de entender o que estava se passando. A Luana Piovani era uma bobinha do mal. A Maitê é a Luana vezes dois. Era insuportável. A Betty Lago era divertida, mas uma bobalhona”,

No começo de 2018, se envolveu numa polêmica quando abandonou o estúdio de uma rádio de Porto Alegre durante uma entrevista ao vivo. Já no ar, viu que Kataguiri estava nos estúdios e disse:

“Credo! Eu não vou sentar com este cara, Juremir. Gente, acabei de encontrar Kim Kataguiri. Estou fora, meu!”

A ideia era que os dois debatessem juntos a confirmação, em segunda instância, da condenação do ex-presidente Lula, na 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

E tem sempre aquela história da lógica do assalto, que aconteceu em 2015, quando Márcia foi entrevistada no programa espaço público, da TVBrasil. Se quiser se aprofundar na tal lógica, vale ler o texto escrito também por ela para a CULT.

“Chega-se, hoje, ao extremo de ter que esclarecer o que deveria ser óbvio: apontar a lógica de um crime não significa que se defenda esse crime.

Entender e refletir sobre as causas de um crime e as consequências da correlata criminalização são condições de possibilidade para qualquer ação concreta e efetiva que busque reduzir o número de crimes e os efeitos perversos que giram em torno dessas ações.”

 

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